sexta-feira, novembro 22, 2013

Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 

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Bairros de Lisboa

Bairro Alto
  
 Jumento do dia
    
Marques Guedes, ministro da Presidência e dos Assuntos Parlamentares

Este senhor está esquecido de que o seu governo é bem mais extremista do que os técnicos da troika e que uma boa parte das medidas mais duras foram ideia de Passos Coelho e Vítor Gaspar. Além disso, este discurso por parte de um ministro não é muito digno, revela uma obediência aos técnicos pouco própria de um governo europeu.

Mas subsiste uma pergunta: porque razão a meia dúzia de ministros que há poucos dias foram a Bruxelas com Passos Coelho não levantaram esta questão junto do Durão Barroso, o verdadeiro patrão da troika?

«O ministro da Presidência e dos Assuntos Parlamentares, Luís Marques Guedes, diz que gostava de ver nos técnicos da troika um comportamento que se coadune com as palavras dos responsáveis das instituições. Esta foi a reacção às declarações de Olli Rehn que admitiu que chegou a hora da União Europeia abrandar o "ritmo de consolidação".
  
O Comissário Europeu para os Assuntos Económicos acredita que a recuperação económica da União Europeia está em marcha. E defende que chegou o momento dos Estados-membros apostarem no investimento e na criação de emprego.» [Jornal de Negócios]

 Mas que raio de país é este?
 
Onde o código da estrada merece mais respeito por parte do governo e do presidente do que a Constituição?
 
 O Jumento já não está sozinho

 
Há muito que aqui se defende a demissão de Cavaco Silva.
 
 John F. Kennedy (29 de maio de 1917 — 22 de novembro de 1963)

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 Um curso que fazia falta em Lisboa

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Anda por ai muito asno de duas patas a precisar de ser castrado.
 
      
 O naufrágio de Crato
   
«Quando entrou para o governo era o mais velho dos seus membros. Ao seu nome associava-se prestígio, como acontecia por exemplo com Francisco José Viegas, que entretanto desertou.

Sensato, cordato, competente, e também um reputado matemático e professor universitário, esperava-se de Nuno Crato que concretizasse o que nunca um dos seus antecessores tinha alcançado: uma política simultaneamente coerente e minimamente consensual.

A missão era quase impossível, mas, dado o perfil, admitia-se a hipótese de êxito relativo. No entanto, nada deu certo e a culpa não tem a ver com a crise e a falta de meios. Crato conseguiu, rapidamente, mobilizar contra ele todos os agentes do ensino, começando pelos professores, que promoveram as maiores manifestações de sempre.

Basta, aliás, olhar para o que está acontecer nos últimos dias para se ter uma ideia clara de que o ministério e a política de Nuno Crato metem água por todo o lado. Verifica-se que, não querendo fazer uma revolução mas uma reforma tranquila, não fez nem uma coisa nem outra.

Os reitores, através do seu conselho, decidiram recentemente num gesto inédito e simbólico cortar as pontes de diálogo e acusar o ministro de violar a sagrada autonomia universitária. De facto, as coisas estão péssimas, tanto no ensino superior universitário como no politécnico, cuja frequência é hoje impossível para quem não disponha de meios económicos. A ideia de gratuidade sempre foi um tanto simbólica, mas agora morreu.

Nos patamares anteriores à universidade ou na área especial, a situação é ainda mais grave. Estão instalados o caos e a ineficácia, salvo alguns casos de excepção.

A ideia dos contratos de autonomia está já ferida de morte, embora uma em cada quatro escolas públicas queira aderir. Como ontem se acentuava num trabalho desenvolvido neste jornal, os limites da lei e das disponibilidades financeiras condicionam as decisões e desiludem os responsáveis pelos agrupamentos que avançaram para o acordo.

Em contrapartida, os agrupamentos tal qual estão revelam-se em regra impossíveis de gerir, porque o afastamento em relação ao terreno é excessivo e a intervenção directa ao nível da escola sempre foi uma forma de gestão mais eficaz.

Os contratos com o ensino privado suscitam desconfianças e promiscuidades inimagináveis, como demonstrou um recente trabalho da TVI.

No meio de uma situação sempre instável, Portugal conseguiu, mesmo assim, preparar ao longo dos anos uma parte significativa da sua juventude e dar aos mais velhos alguns incentivos para que voltassem a estudar. Mesmo opções controversas como as Novas Oportunidades tinham alguma utilidade e recuperaram auto-estimas. Hoje vivemos numa floresta de equívocos. Não se sabe para onde vai o ensino e sobretudo percebe-se que os caminhos que Nuno Crato trilhou estão bloqueados.

É pena, porque Crato tinha o perfil certo para a função e à partida foi invulgarmente bem aceite por um sistema que, além de altamente corporativo, transporta interesses específicos e não raras vezes antagónicos, sendo dominando por sindicatos e ideologias políticas.

Não é certo que algum dia alguém consiga fazer melhor, mas é certo que Nuno Crato se está a afundar, o que é mau para ele mas sobretudo para os portugueses.

Vergonha Pepsi: Vamos trucidar Portugal. Foi esta a mensagem que a marca promoveu ao colocar um boneco lembrando Ronaldo em cima de uma linha de comboio. Uma só resposta: beber Coca-Cola!!» [i]
   
Autor:
 
Eduardo Oliveira Silva.
   
   
 Uma boa notícia para o PS
   
«A ex-Secretária de Estado da Educação do Governo de Guterres, afirmou, em entrevista ao i, ter participado no processo de criação do LIVRE e admite trocá-lo pelo PS, partido com o qual já não se identifica.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Há muito que a senhora está no "Livre", é bom que o PS se livre dela.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
 Este MAchete saíu melhor do que a encomenda
   
«A taxa de 4,5% já tinha sido referida numa simulação da Comissão Europeia, aquando das 8ª e 9ª avaliações, avança o semanário Expresso, no dia em que foram divulgados os cálculos sobre a sustentabilidade da dívida pública.

Na visita a Portugal, a Comissão Europeia referiu a taxa de 4,5%, proferida nas declarações de Rui Machete que se tornaram polémicas, para a dívida de longo prazo a partir de 2017.

Porém, não existe relação entre este valor para os juros a prazo e o que terá de vigorar até ao final do programa de resgate, para Portugal voltar a emitir dívida, como Machete referiu.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

O homem sabe de tudo, mas fala demais.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sugira-se ao cota que se retire e leve o Cavaco com ele.»
   
 Berlusconi condenado
   
«Ficou, pois, provado que Berlusconi manteve relações sexuais com a prostituta ‘Ruby’ em troca de dinheiro e jóias, sabendo que ela tinha menos de 18 anos. 

"Fica totalmente provado que o acusado cometeu actos sexuais com El Mahruou Karima [nome verdadeiro de ‘Ruby'] em troca de grandes somas de dinheiro e de outras coisas, como jóias", afirmaram hoje os juízes de Milão.

O Tribunal disse ainda que "ficou provado que a jovem era regularmente usada no sistema de prostituição" usado na cada de Berlusconi, onde "jovens, algumas das quais prostitutas profissionais, eram regularmente usadas nas sessões sexuais chamadas de ‘Bunga Bunga', que o arguido utilizava para satisfazer os seus desejos". A juíza Guilia Turri afirmou que Berlusconi "sabia claramente que a jovem era menor de idade".

A sentença significa o fim definitivo da carreira política de Berlusconi, que não poderá voltar a candidatar-se a nenhuma das eleições. A pena de prisão, de sete anos, poderá ser convertida em serviços comunitários, uma vez que o arguido já tem 77 anos de idade.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Já não era sem tempo.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «M;andem-se umas bananinhas ao Berlusconi.»
   
   
  Um boy muito limitadinho
  
«A Comissão de Recrutamento e Seleção para a Administração Pública (CRESAP), liderada por João Bilhim, emitiu um parecer de "adequado com limitações" sobre o nome de Francisco Almeida Leite para vogal da comissão executiva da Sofid, tal como o Expresso tinha noticiado em primeira mão.

A comissão publicou esta tarde no seu site as conclusões do parecer sobre os todos os nomes indicados pelo Governo para a administração da Sofid. Dos três nomes indicados, Paulo Arsénio Lopes para a presidência, António Brandão de Azevedo Gomes para vogal da comissão executiva e Francisco Almeida Leite também para vogal da comissão executiva, os dois primeiros receberam parecer de adequado, enquanto o ex-secretário de Estado foi considerado "adequado com limitações".

No documento pode ler-se sobre Francisco Almeida Leite, que também foi jornalista do "Diário de Notícias", é uma pessoa "sem conhecimento do sector bancário ou financeiro, ou mesmo das reais exigências com que as empresas se defrontam no mundo real e das dificuldades para tornar sustentáveis projetos de longo prazo".

Por isso, "recomenda-se vivamente a frequência de formação complementar em gestão, de nível académico, com obtenção de um grau num escola com reconhecida exigência formativa", salienta a CRESAP.» [Expresso]
   
Parecer:

É preciso não ter o sentido d dignidade para se aceitar um cargo de uma forma tão vergonhosa.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Vomite-se.»
   
 Chuva de tolerâncias de ponto
   
«O Governo decidiu decretar tolerância de ponto no dia 24 de Dezembro, véspera de Natal, e na tarde de 31 de Dezembro, véspera de Ano Novo, para os trabalhadores da função pública.» [Jornal de Negócios]
   
Parecer:

Estes Passos e Rosalino andam muito generosos, por este andar ainda vamos ter Carnaval em 2014.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
     

   
   
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