sábado, julho 22, 2017

Passos (caça) Coelho

Passos parece ter um desporto em que é imbatível, dar tiros nos pés, dá tanto tiros nos penantes que se arricar a ser conhecido por Passos (caça) Coelho. Já nem vale a pena recordar os seus exercícios de bruxaria quando prévio a vinda do diabo ou quando disse que os reis magos trariam prendas para o país. A verdade é que nas últimas semanas o líder do PSD não se cansa de atirar para os pés.

Seria interessante perguntar a Passos o que pensa do famoso roubo a Tancos, o tal roubo que deveria levar á demissão do ministro da Defesa, que pôs em perigo a segurança mundial e que evidenciou mais um falhanço do Estado por causa das cabimentações orçamentais. Algo de errado se passou pois apesar dos sucessivos jantares de lombo assado Passos esqueceu o assunto de tão grande gravidade naciona e internacional de um dia para o outro.

Mas, tiro bem mais certeiro nas patas foi o aberrante anúncio de havia gente a matar-se, tendo-se registado vários mortos e outros tantos internamento devido a tentativas de suicídio. Animado pelo aproveitamento da desgraça Passos não teve qualquer cuidado quando ouviu falar em mortos por suicídio, se a culpa dos incêndios não pode ser atribuído ao governo, suicídios por inércia governamental vinham mesmo a calhar e o país assistiu a um  momento deplorável.

Passos reage a cada asneira com outra asneira, de Pedrógão Grande mudou-se para Tancos e quando o roubo das armas se tornou num assunto ridículo o líder do PSD não perdeu tempo para fazer outra asneira, desesperado em conseguir votos a qualquer custo viu no trampismo de André ventura uma linguagem que poderia trazer vantagem, os ciganos e a xenofobia que se lixe, se havia gente a aplaudir o racismo de Ventura era necessário apoiá-lo. Agora o PSD adoptou a xenofobia como uma das suas bandeiras, mais um pouco e o PSD pede a adesão ao grupo da Le Pen, no parlamento Europeu.

Talvez a Manta Rota faça bem ao líder do PSD, uns dias com a cabeça enfiada na areia talvez o faça meditar sobre o beco sem saída em que está transformando o seu partido, que de social-democrata ultrapassou o CDS pela direita e neste momento está mais perto da extrema-direita do que do partido de Assunção Cristas.

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