terça-feira, julho 11, 2017

Umas no cravo e outras na ferradura



 Jumento do Dia

   
Joana Cabral, Procuradora-Geral da República

A Procuradora-geral reagiu  com uma rapidez exemplar ao pedido de demissão dos três secretários de Estado que foram ver uns pontapés na bola a França, ainda que o tenha feito em linguagem cifrada, não deixando claro se foram constituídos arguidos a pedido dos próprios ou por iniciativa do MP. Por esta notícia percebe-se a rapidez da comunicação da PGR em reagir a notícias que a envolvem.

É uma pena que a Procuradora-Geral não tenha seguido o mesmo critério em relação às notícias que davam conta de que recebeu denúncias de que iria ocorrer um assalto em Tancos e que abriu o competente inquérito, sem alertar as entidades envolvidas e os serviços de informação, ignorando que estava em causa a segurança nacional.

Continuamos a aguardar que a excelente comunicação da senhora Procuradora-Geral seja igualmente lesta neste caso de Tancos. O país aguarda que explique o silêncio do MP neste caso.

«"No âmbito do inquérito relacionado com viagens ao Euro2016, o Ministério Público determinou a constituição como arguidos de três secretários de Estado agora exonerados (Internacionalização, Assuntos Fiscais e Indústria), estando em curso diligências para a concretização desse despacho", confirma a Procuradoria Geral da República, numa nota enviada às redacções nesta segunda-feira.

Na mesma nota, o gabinete da PGR acrescenta que está em causa uma investigação "ao pagamento pela Galp Energia S.A. de viagens, refeições e bilhetes para diversos jogos da seleção nacional no Campeonato Europeu de Futebol de 2016", factos que diz serem "susceptíveis de integrarem a prática de crimes de recebimento indevido de vantagem, previstos na Lei dos Crimes de Responsabilidade de Titulares de Cargos Políticos (Lei 34/87 de 16 de Julho)."

De resto, confirma-se também que "até ao momento" foram "constituídos três arguidos - um chefe de gabinete, um ex-chefe de gabinete e um assessor governamental" - que é, ao caso, Vítor Escária, assessor económico do primeiro-ministro, que também já pediu a sua exoneração a António Costa.» [Público]

 Generais poetas

Se em vez de andarem a escrever poemas pimba os nossos generais fossem competentes talvez o paiol de Tancos não tivesse sido roubado. A direita militar, que com o governo dos seus comeu e calou, tenta agora ajudar a derrubar um governo de esquerda recorrendo a uma consequência da sua própria incompetência.

É público que os generais demissionários estavam em rutura com o Chefe do Estado Maior do Exército, é igualmente do conhecimento público que disputavam um lugar de vice que não lhes foi atribuído. Virem agora aproveitar-se do assalto para tentarem defender a honra do convento não passa de surf. Estes senhores vão para onde iriam muito em breve e sem perder grandes regalias, para a reserva, algo a que os trabalhadores portugueses não terem direito, apesar de serem tão tão generais como estes militares com carreira de secretaria.

Sejamos honestos o paiol de Tancos foi assaltado por incompetência de quem tinha a responsabilidade dos guardar, se não tinham videovigilância que usassem as torres de vigia, se a vedação tinha um buraco que o tapassem, virem agora dizer que não tinham meios serve apenas para encobrir a incompetência e o desmazelo. O CME demitiu-os para os proteger, devia ter esperado pelos inquéritos e demitir por incompetência e desmazelo os que pudesse e devesse evitar o roubo e não o fizeram.

Deixem de se aproveitar da sua própria incompetência para criticarem os políticos, a causa do roubo do paiol foi uma única, a incompetência e desmazelo. Se eu estivesse solidário com uma situação destas não me demitiria armado em poeta de feira, fazia-o em silêncio e cheio de vergonha porque eu ou os meus não souberam estar à altura da defesa do país e com muitos meios ou poucos meios é para isso que os militares servem. É uma vergonha que em vez de chamarem os nomes pelos bois para proteger os seus e se vingarem do CEME estejam transformando uma situação de incompetência numa causa de todo o Exército.

Se o senhor general é tão bom general como poeta diria que o mal não está em demitir,  mas que com tal impeto inteletual o homem não devia ter passado de sargento.

 Um ano

Um ano depois do Euro Portugal festeja com quatro demissões e a PGR celebra com a constituição de arguidos. Porque será que o MP leva tantos meses para a constituição de arguidos quando não houve nada para investigar ? Enfim, um ano depois o cavaquismo mete um golo na baliza de António Costa.

 E o passeio a Las Vegas

Há poucos anos foi notícia o convite feito a muita gente para ir ver o Rock in Rio em Las Vegas. Só terão ido jornalistas para depois bajularem a EDP com notícias ou também terão ido titulares de cargos públicos? A verdade é que viajar a convite é uma prática antiga em Portugal e não se entende porque motivo o MP reparou na lei em 2016!

Como a EDP está na moda quem sabe se o MP não se interessa pro este passeio, nunca se sabe se é ali que vai encontrar a prova que falta a algum processo difícil de parir a acusação.

      
 É óbvio
   
«O major-general na reserva Carlos Branco acusa os dois tenentes-generais do Exército que anunciaram durante o fim-de-semana a intenção de deixar as fileiras de terem “conspirado, traído e sabotado de uma forma constante e consciente a ação de comandos do chefe do Estado-Maior do Exército (CEME)”, general Rovisco Duarte.

Em artigo de opinião publicado nesta edição do Expresso Diário, Carlos Branco escreve que os tenentes-generais Antunes Calçada e Faria Menezes “nunca aceitaram ser preteridos na escolha para CEME”, no ano passado, e que apoiaram “discretamente os promotores de uma manifestação sediciosa de entrega de espadas nas suas exortação à revolta”. Um protesto que acabou por ser cancelado.» [Expresso]
   
Parecer:

Ficou mais do que evidente que a guerra destes senhores era outra e apenas se aproiveitarm do incidente para desestabilizar as Forças Armadas, ainda bem que se demitiram pois o país precisa de generais de outra estirpe.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se se não há mais nenhum general para se demitir ou para entregar a espada em Belém.»
  
 Chegava alguma mala sem ser roubada
   
«Segundo a PGDL, os arguidos, funcionários de uma empresa de assistência em escala ao transporte aéreo, no aeroporto de Lisboa, tinham, por inerência das suas funções, acesso às bagagens dos passageiros quando procediam ao carregamento ou descarregamento no terminal de bagagens.

No âmbito das suas funções, os arguidos apoderaram-se ou receberam centenas de objetos de "valor considerável, fácil apropriação, ocultação e venda", que os passageiros transportavam nas suas bagagens, nomeadamente artigos informáticos, computadores portáteis, 'ipods', 'ipads', telemóveis, artigos em ouro ou artigos de bijuteria, vestuário, relógios e perfumes, adianta a PGDL.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Digamos que aquela cave que está debaixo da sala de bagagens do Aeroporto de Lisboa é um local muito duvidoso, da mesma forma que se deve duvidar dos controlos à saída, já que os artigos roubados tinham de sair. E se é possível fazer sair bens roubados também será fácil retirar muitas outras coisas que podem estar em malas que chegam de avião.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Investigue-se antes que surja mais um buraco e o Passos vem dizer que o Estado esteve mal.»

 Portugal quer ir às meias finais da agência dos medicamento
   
«Esperamos que no final [do processo decisório] possamos dizer que a Agência Europeia de Medicamentos está situada na Península Ibérica", disse o ministro da Saúde de Portugal, Adalberto Campos Fernandes, numa conferência de imprensa com a sua congénere espanhola.

Dolors Montserrat Montserrat também assegurou que "o melhor sítio" para a agência estar localizada é a Península Ibérica e que Portugal e Espanha "vão-se apoiar sempre".» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

e quando se decidir que fica na península quem decide se fica em Portugal ou em Espanha.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

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