sábado, julho 08, 2017

O silêncio

Na sociedade portuguesa criou-se um dogma em torno da justiça, levando a que as várias instituições que a representem são tratadas como se fossem templos inatacáveis, não percebi ainda se é por causa do respeitinho típico dos portugueses ou do medo igualmente típico por estas bandas. Com muita gente a recear alguma vingança, transportando para este domínio os preconceitos religiosos, o medo do castigo de deu tem muitas semelhanças com o medo de nos metermos com os poderes judiciais.

Os políticos são eleitos e da mesma forma que são escolhidos para os cargos também podem ser facilmente destituídos, mesmo assim são vítimas de todo o tipo de críticas e processos difamatórios, estejam no governo ou na oposição. Os magistrados que não passam de funcionários públicos cuja formação inicial foi ministrada numa escola onde, segundo se soube nas notícias, o copianço abunda nas avaliações, comportam-se como sacerdotes da democracia.

Um bom exemplo da gestão do medo por parte dos magistrados sucedeu com Sócrates e não me refiro ao Caso Marquês, que parece estar a ultrapassar todos os prazos na esperança do ex-primeiro-ministro morrer de velho. Incomodados nas suas mordomias os juízes recorreram à sua absurda associação sindical para vasculharem as despesas feitas pelos governantes com os cartões Visa, na esperança de se vingarem. Ao que parece não conseguiram nada, mas não lhes faltarão oportunidades para se vingarem de Sócrates.

Sendo a única instituição portuguesa que não ´+e alvo de críticas, a PGR faz uma gestão criteriosa da comunicação. Contando à partida com vários órgãos de comunicação social com o estatuto de oficiosos e jornalistas que gostam de fazer de porta-vozes, a tarefa é fácil, uma instituição que, por respeito medieval ou por medo ninguém critica, limita-se a gerir uma separação de poderes que parece existir num único sentido.

Talvez por isso ninguém tenha até agora questionado a senhora Procuradora-Geral sobre a razão de nada ter feito quando lhe chegou a denúncia de que estaria eminente um grande assalto aos paióis de Tancos. Se o tivesse feito Portugal e a Europa estariam agora mais tranquilos, a imagem do país não estaria danificada e os cidadãos sentir-se-iam mais seguros. Perante o alerta os militares teriam tomado medidas.

Mas a PGR preferiu que nada fosse feito e ficou em silêncio, aliás, perante a denúncia da sua atuação continua em silêncio, algo raro numa instituição que mal é beliscada emite logo um comunicado. A Procuradora-Geral não pode passar mais tempo em silêncio, sem justificar a sua opção, dizer porque estando em causa a segurança nacional optou por não alertar ninguém e tratar deste caso como se fosse o roubo do galinheiro. Não só deve justificar-se como assumir as suas responsabilidades. 

O Chefe do Estado maior do Exército disse sentir-se humilhado com a forma como os militares atuaram. É mais ou menos o mesmo que muitos portugueses se sentem neste momento por saberem 

Umas no cravo e outras na ferradura



 Jumento do Dia

   
Álvaro Nobre, autarca da CDU de Cabeça Gorda

Dantes era proibido aos ciganos nómadas acamparem em alguns municípios do Alentejo, parece que agora nem podem morrer. Se todas as juntas de freguesia fizerem o que fez a de Cabeça Gorda os ciganos terão de ir morrer para Espanha.

«A Associação Nacional dos Mediadores Ciganos, Letras Nómadas, Sílaba Dinâmica de Elvas e Associação para a Igualdade de Género nas Comunidades Ciganas manifestaram nesta sexta o seu “repúdio” pelos últimos acontecimentos na Junta de Freguesia de Cabeça Gorda no concelho de Beja, frisando que “nem para morrer se pode ser cigano”. Reportam-se à decisão tomada pelo presidente da junta, Álvaro Nobre (CDU), que impediu a deposição do corpo de José António Garcia, cidadão cigano e pastor da Igreja Evangélica de Filadélfia, alegando que não tinha nascido nem era morador na freguesia.

Acontece que, contrariamente ao que disse o autarca, o cidadão cigano que faleceu “era morador recenseado” na freguesia e a viúva “tem as suas raízes na Cabeça Gorda”, lê-se no comunicado emitido pelas associações ciganas em que repudiam o argumento de Álvaro Nobre de que o “falecido passava a maior parte do seu tempo noutras freguesias vizinhas”. E perguntam se “às pessoas não ciganas de Cabeça Gorda que, por questões laborais, passam a maior parte do seu tempo fora da freguesia” o critério do autarca é o mesmo.

A justificação apresentada pelo autarca revela “um desrespeito moral e físico pelo cidadão falecido e sua família, além de ser claro estarmos perante um acto de discriminação racial”, refere o comunicado das associações, cujo tema é "Nem para morrer se pode ser Cigano?!"» [Público]

sexta-feira, julho 07, 2017

Buracos na rede

Há uma velha tradição na Administração Pública portuguesa que é o popular “chutar para cima”, quando nos queremos ilibar de responsabilidades arranjamos um qualquer obstáculo ao cumprimento das nossas obrigações e comunicamos ao superior, que por sua vez faz o mesmo e assim sucessivamente, até que o governantes se descalce e deixe que lhe seja metida a pedra no sapato.

Segundo o que se ouve como a rede estava velha, os praças são poucos e a videovigilância não funciona, faz-se a ronda do costume  e se alguém roubar o paiol a culpa é de alguém de cima. A partir do momento em que “chutaram para cima” bastava cumprir as rotinas habituais. Tinha equipamento militar sofisticado em paióis vulneráveis a roubos, mas nada se fazia para evitar o roubo, não se mudavam rotinas de rondas, não se reforçavam as ronda, não se fazia nada, porque o problema não era a segurança nacional mas sim apurar o responsável político pela avaria da videovigilância, como se o paiol não fosse muito mais antigo do que esta tecnologia.

A imagem do parque onde situam os paióis que passou nas televisões é de desmazelo, mato por limpar e pinheiros quase até às portas. Desta vez ocorreu um roubo, um dia destes há um incêndio e o espetáculo dos paióis a explodir dá para ver a partir de Lisboa. Os comandantes de Tancos podem estar descansados, a culpa terá de  ser de alguém pois depois do que sucedeu em Pedrógão devem ter sido às dezenas as entidades que oficiaram os superiores de limpar mato e cortar árvores.

Na Procuradoria-Geral da República também deve haver um enorme buraco na rede, foram alertados para a possibilidade dos paióis de Tancos serem roubados e em vez de prevenirem os serviços de informação e o Exército, para que fossem adotadas medidas, abriram o competente processo de inquérito que seguiria o seu curso normal, isto é seria arquivado um dia destes.

Preocupados com a honra do convento os militares dados a manifestações junto ao monumento dos Combatentes decidiram emitir um e-mail com tiques fascistas e queriam manifestar-se. De seguida veio a associação dos oficiais defender a dignidade dos oficiais, ao que parece em Tancos deixaram roubar o paiol, mas a culpa era de alguém que não estava lá com a missão de proteger os paióis. Depois veio o representante dos sargentos.

De repente vem-me à memória a anedota do avião que vinha de África com trinta freiras. O pessoal foi divertir-se e entregaram os comando do avião a um macaco. Em Tancos não há macacos, pelo que a responsabilidade pela proteção dos paióis era dos praças e dos cabos. Se calhar no caso das messes enganaram-se  e em vez de prenderem praças prenderam oficiais e sargentos. Mas neste caso as associações não repararam no buraco na rede.

E para acabar com a lista dos buracos é uma vergonha que alguém ouvido numa comissão parlamentar numa sessão supostamente confidencial, quando chega à porta é confrontado pelos jornalistas com as declarações que tinha acabado de fazer.  Quem violou a regra da confidencialidade não merece estar no parlamento e se foi um deputado ainda pior, trai a confiança que os portugueses que o elegeram depositaram nele.

O buraco na rede de Tancos era o mais fácil de tapar, o desmazelo de quem não cumpre, a violação das regras a que se está obrigado ou a incúria de não alertar o país para um risco, são buracos bem mais difíceis de tapar, ainda não dependam de qualquer regra orçamental.

Umas no cravo e outras na ferradura



 Jumento do Dia

   
Pedro Pinto, deputado do PSD

A ser verdade que o candidato a líder da distrital de Lisboa nem tinha pago as quotas estamos perante uma situação que, no mínimo, é vergonhosa. O homem devia demitir-se mais por vergonha do que por questões formais. Demitir-se do cargo a que se candidatou  e do cargo de deputado.

«As eleições para a distrital de Lisboa que decorreram no sábado, dia 1, já estão envolvidas em mais uma polémica que pode levar pelo menos à tentativa de impugnação do ato eleitoral: o deputado Pedro Pinto, candidato único à liderança da Comissão Política Distrital para suceder a Miguel Pinto Luz, não constava dos cadernos eleitorais. Isso significa que não teria as quotas pagas e que não poderia votar, muito menos candidatar-se. A fação rival, de Rodrigo Gonçalves, deverá recorrer ao Conselho de Jurisdição.

O nome de Pedro Pinto foi acrescentado à mão no fim da lista, disse ao Observador Angela Cruz, que estava como delegada na mesa de voto número seis, onde votou o candidato à liderança da distrital, em representação da lista L — que concorreu com Nuno Morais Sarmento à lista de delegados para a assembleia distrital, patrocinado por Rodrigo Gonçalves.» [Observador]

 A PGR, as secretas e Tancos

O roubo de Tancos não foi um mero roubo, independentemente das circunstâncias. Foi um roubo que envolveu questões de segurança e por isso não se pode confundir com o roubo de uma galinhas. É por isso que se deve questionar o que andam a fazer os serviços de segurança e, porque há notícia de uma denúncia, também da PGR.

Ao longo dos anos as secretas só t~em sido notícia por questões menos dignas, relações duvidosas de um dos seus chefes, acesso ilegal a lista de telefonemas de um jornalista e suspeita de venda de segredos à Rússia. É para isto que servem?

Se a PGR foi informada antecipadamente da possibilidade de um assalto a Tancos e não abordou esta questão como de segurança nacional, limitando-se a tratar do assunto como mais uma denúncia a Procuradora-Geral deve dar a cara e assumir responsabilidades. Se é verdade o que a revista Sábado diz a PGR devera ter passado a informação aos serviços de segurança e ao ministro da Defesa.

quinta-feira, julho 06, 2017

Decidam-se

Este Passos Coelho anda mesmo desorientado, dir-se-ia que porque tem mais olhos do que barriga não acerta uma. Primeiro vinha o diabo, mas o diabo não veio e quando achou que era melhor deixar de esperar pelo belzebu descobriu que o taneco tinha desistido das suas férias em Portugal graças ao seu brilhantismo inteletual, o Centeno tinha adotado o seu plano B pela calada das cativações.

O desemprego diminuía e Passos desvalorizava, quando a realidade era indesmentível dedicou os jantares de lombo assado a desvalorizar a criação de emprego, ele que tudo fizera para que as leis laborais pressionassem no sentido da baixa dos salários, protestava agora que os novos empregos pagavam mal. Mas quando começaram a surgir elogios internacionais Passos descobriu que a criação de emprego resultava das suas reformas. 

Passos não sabe o que dizer e já parece o cata-vento da São Caetano à Lapa, o emprego não presta mas deve-se a ele, o país paga ao FMI mas foi tudo graças a uma lição de economia dada num jantar de lombo assado, a economia não cresce mas cresce graças às suas reformas, vem aí o diabo mas se o país sai do buraco do procedimento dos défices excessivos a ele se deve.

A última vez que o cata-vento da São Caetano à Lapa se mexeu foi para dizer que tudo o que se passava em Portugal se devia a Passos Coelho. Mas eis que surge uma rabanada de vento e nada do que se passa se deve ao que fez enquanto primeiro-ministro, de um dia para o outro regressou a tese da culpa das reversões.

O deputado de serviço culpou as reversões nos cortes dos vencimentos e pensões pela falta de recursos que estariam na origem dos incêndios e do assalto a Tancos. Dizia do deputado que o Estado içou indefeso porque tudo se gastou para agradar a clientelas, a designação do PSD para aqueles seres que considerou inferiores e condenou a pagar a crise. O deputado só não explicou porque motivo o seu líder na hora das dificuldades em vez de ir a um hospital privado recorreu às clientelas, mas isso fica para outro post.

Afinal o país está uma desgraça, os relatórios do FMI, das agências de notação, a imensidão de estrangeiros que nos visitam é tudo mentira, é tudo propaganda. Passos não se decide, umas vezes tudo se deve a ele, no outro tudo resulta das reversões. Este Passos não se decide e é um verdadeiro cata-vento.
 

Umas no cravo e outras na ferradura



 Jumento do Dia

   
Rovisco Duarte, Chefe do Estado Maior do Exército

Se despedir comandantes à meia dúzia já é um erro, dizer que se mantém a confiança nos mesmos começa a ser anedótico. Mas dizer que são afastados para criar melhores condições para a investigação chega a ser ofensivo, significa que o chefe do exército receava que aqueles comandantes criassem obstáculos à investigação. Estando inocentes haverá alguém mais interessado do que aqueles cuja honra foi manchada pelo roubo?

Dizer que mantém a confiança ao mesmo que lança a suspensão é uma obra-prima do cinismo.

«O chefe do Estado-Maior do Exército (CEME) expressou, na reunião de segunda-feira da estrutura superior do ramo, "a sua máxima confiança" nos cinco comandantes que exonerou no sábado, após o roubo de material de guerra em Tancos.

A informação consta do documento distribuído ontem internamente, a que o DN teve acesso, para dar a conhecer à estrutura do Exército e de forma sintética o que foi dito em cada um dos diferentes pontos abordados.

No ponto 1, sobre o assalto ao Paiol Nacional de Tancos, o documento informa que o general Rovisco Duarte disse que "foram tomadas decisões difíceis, designadamente a exoneração de cinco comandantes das unidades com responsabilidades na segurança" daquela área, "reiterando que esta medida não deve ser interpretada como uma atribuição de culpabilidade dos referidos oficiais, relativamente aos quais sublinhou a sua máxima confiança, mas antes criar melhores condições para o desenvolvimento dos processos de averiguações".» [DN]

 Fanfarronice militar

Os oficiais são todos garbosos, as suas fardas apresentam-se impecáveis, tudo brilha como se fosse uma loja de cristais, é tudo armamento, na paradas apresentam-se com ar ameaçador, nos treinos os soldados levam o esforço e sacrifício até à morte, quem ouve falar os instrutores dos comandos deixa de conseguir dormir com pesadelos. Depois é o que se viu, entra-se num paiol de uma das maiores bases militares com mais facilidade do que na mercearia da esquina,

O país ficou a saber o que os ladrões de Tancos já sabia, que por trás de toda esta fanfarronice as vedações estão podres, os paióis estão escancarados e com pinheiros até à porta e os oficiais roubam nas compras da messe já lá vai para 30 anos.

      
 Mariana Mortágua aproveita-se dos argumentos da direita
   
«As perguntas foram feitas ao ministro das Finanças na audição desta manhã no Parlamento, mas as respostas não chegaram. O Bloco de Esquerda quer saber qual o valor exato das cativações feitas em 2016, qual o valor legalmente previsto para 2016 e 2017, e quer, sobretudo, que Mário Centeno discrimine, ministério a ministério, onde foram feitas estas cativações. Requerimento foi entregue esta quarta-feira no Parlamento.

“Hoje sabemos que o Governo manteve cativados 942,7 milhões de euros no ano passado, mas não sabemos que serviços afetaram, que ministérios afetaram, não sabemos que impacto tiveram essas cativações”, explicou a deputada Mariana Mortágua aos jornalistas na apresentação do requerimento do Bloco de Esquerda.


Em causa está o facto, explicou a deputada bloquista, de, depois de o Parlamento aprovar o Orçamento do Estado (com as respetivas autorizações de despesa discriminadas), o Governo ter o “poder discricionário” de alterar essas metas de despesa, por baixo, ou seja, através de cativações. “Isso passa-se à margem do Parlamento”, disse, exigindo por isso respostas.» [Observador]
   
Parecer:

Quando a direita percebeu que o governo conseguiu cumprir as metas do défice insinuou que só o tinha conseguido com as cativações, isto é, o governo teria recorrido ao Plano B tão exigido por Passos Coelho. Desde o princípio que as cativações sãio uma ladainha de Assunção Cristas e mesmo com um ambiente económico muito diferente o CDS ainda não mudou de disco.

Com o roubo de Tancos a direita insinuou que o governo teria cortado no investimento no setor, voltando ao argumento das cativações. Surpreendentemente a deputada do BE aderiu ao CDS, ainda que na fase mais oportunista da sua argumentação.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

quarta-feira, julho 05, 2017

Um dia difícil


Em Estrasburgo o presidente da Comissão Europeia indigna-se porque dirige-se a um hemiciclo literalmente vazio, os eurodeputados acharam que tinha tarefas mais importantes para fazer. Perante a curiosidade dos nossos jornalistas cada partido mandou um dos seus deputados dizer aos jornalistas que estavam fazendo coisas demasiado importantes.

As vítimas de Pedrógão podem estar descansadas porque mais dias menos dia vão deixar de receber roupas velhas em sacos pretos para lixo e começarão a receber resmas de notas de 500 euros, tudo graças ao empenho dos nossos deputados. Em vez de estarem a ouvir Jean Claude Juncker estavam fazendo coisas bem mais importantes, quase todos estavam vendo o que se podia fazer para ajudar as vítimas dos incêndios.

A ex-candidata presidencial do Bloco de Esquerda foi a mais rigorosa no discurso. Estava defendendo os portugueses e o que estava fazendo era bem mais importante para Portugal do que estar a ouvir o presidente da Comissão sem poder intervir. Ficámos a saber que os deputados só fazem alguma coisa pelo país, em São Bento ou em Estrasburgo se falarem. Concordo, o traseiro da deputada é bem mais valioso quando pode falar do que quando pode estar calada e por isso seria mal empregado no parlamento para o qual pediu votos para ser eleita.

Por cá uns quantos oficiais que por estarem na peluda pouco mais usam do que pijama e a faca e o garfo encheram-se de brio e organizaram uma manifestação. Mas em vez de irem de pijama e depor a faca e o garfo, prometeram ir de farda de gala e depor as espadas. De caminho puxaram dos galões e deram um raspanete aos deputados e aos democratas, chamando a si o estatuto da defesa dos bons valores, coisa que como se sabe se aprende melhor nos pupilos e nas academias do que nas escolas da populaça sem farda.

Mas o diabo deve andar mesmo por estas paradas e no mesmo dia em que os briosos oficiais iam depor as espadas devidamente limpas e a brilhar, noutros quarteis alguns oficiais foram detidos por suspeitas de roubarem nas messes. Ao que parece a tropa entremeada e os senhores oficiais recebiam a diferença entre o preço da entremeada e o do bife do lombo. Enfim, no mesmo dia em que alguns militares com tiques doutros tempos berravam "Quando é que temos uma classe política com verdadeiro sentido de serviço público?", os portugueses ficaram a conhecer o que eles entendem por serviço público.

Umas no cravo e outras na ferradura



 Jumento do Dia

   
Marcelo Rebelo de Sousa

Marcelo exige que se faça uma investigação de alto a baixo, doa a quem doer. Mas mArcelo ignora que em Portugal as investigações são feitas de alto a baixo sem que seja necessário uma exigência seja de quem for. Enfim, um pequeno beliscão na separação de poderes, ainda que só para inglês ver.

«Em Castanheira de Pera a propósito do Dia do Município, Marcelo Rebelo de Sousa foi instigado a comentar o caso, mas preferiu abster-se de o fazer.

“O Presidente da República não comenta processos judiciais concretos. A justiça segue o seu curso, o Presidente respeita a tramitação da investigação da justiça e não tem nada a dizer sobre ela”, atirou o Chefe de Estado.

Sem querer tecer mais comentários sobre as 12 detenções na Força Aérea, foi-lhe então pedido que voltasse a falar sobre o roubo de armamento de guerra do paiol de Tancos.

“Tem de se apurar tudo de alto a baixo, doa a quem doer”, apontou Marcelo, frisando que tem de haver um “apuramento de factos e responsabilidades”.

Nesta senda, e lembrando que “estão em causa o prestígio de Portugal, das Forças Armadas, da autoridade do Estado e a segurança das pessoas”, Marcelo foi perentório: “Exijo que haja uma investigação total, doa a quem doer, não deixando ninguém imune”.» [Notícias ao Minuto]

 Oficiais fazem manif

Oficiais na reserva fazem manifestação, vão fardados e depositarão as espadas. Sendo pessoal que está na peluda fazia mais sentido que fossem de pijama e lá deixassem a faca e o garfo.

      
 Já não se pode confiar nos generais
   
«A Polícia Judiciária deteve 16 pessoas, entre os quais 12 militares, por suspeitas de crimes corrupção passiva e activa para acto ilícito, abuso de poder e falsificação de documentos. Entre os militares contam-se um general e um coronel. Foram ainda detidos quatro empresários ligados ao ramo da comercialização de géneros alimentícios, informou a Judiciária em comunicado, explicando que se trata da segunda fase da chamada Operação Zeus.

As detenções foram efectuadas pela Unidade Nacional de Combate à Corrupção (UNCC) no âmbito de um inquérito dirigido pelo Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa. Em Novembro passado já tinham sido detidos seis militares no âmbito da mesma operação. Nessa altura, o advogado de um dos suspeitos, o major Rogério Martinho, falou sobre o caso à Lusa dizendo ser "impensável" que neste caso "a responsabilidade criminal seja assacada só a seis pessoas". 

As actuais detenções resultaram do trabalho de 130 efectivos da PJ e de 10 magistrados do Ministério Público, com a colaboração dos Serviços da Polícia Judiciária Militar, fruto de 36 buscas nos distritos de Lisboa, Porto, Santarém, Setúbal, Évora e Faro – destas 31 foram buscas domiciliárias e cinco não-domiciliárias, detalha a PJ na mesma nota. Foi apreendido material relacionado com a actividade em investigação, bem como documentos, sem que sejam avançados mais detalhes sobre o tema.» [Público]
   
Parecer:

O consumismo está a levar muita gente à loucura.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

terça-feira, julho 04, 2017

Este Costa é mesmo um mafarrico

Este António Costa é mesmo o diabo, enganou o FMI, conseguiu levar o ministro das Finanças a dizer que o Centeno é o Ronaldo do Eurogrupo, empanturrou-nos com propaganda, fazendo passar a ideia de que o défice estava controlada, que os investidores estavam a vir, que as exportações estavam a aumentar, que se tinha estancado a fuga de quadros. 

O país estava de tal forma endrominado que comentadores com uma inteligência superior, como o José Manuel Fernandes ou o João Miguel Ttavares, durante meses e meses encontraram na linha amarela do Metropolitano de Lisboa a grande desgraça nacional. Mas, finalmente aconteceu algo que provou que tudo era publicidade enganosa, que o país não era o das maravilhas.

Em vez de ter andando a testar o SIRESP, a comprar aviões e a formar bombeiros, instalando um quartel por cada cem hectares de eucalipto, o Costa andou por aí tirar selfies com o Marcelo e quando a desgraça ocorreu na sombra do seu desleixo, foram a correr fazer festinhas no dói, dói de Pedrógão.

Mas o Costa é o diabo em pessoal, quase aposto que foi ele que encheu uma caixa de Duracell e foi para Pedrógão fazer uma faísca tão grande que se parecesse com um trovão seco, desencadeando um incêndio. Assim o país não reparava nas críticas do João Miguel Tavares à linha amarela. Quando o pessoal percebeu que o SIRESP era uma espécie de BPN das florestas porque tudo onde os banqueiros do PSD se abonaram ardeu, o Costa encomendou ao mafarrico um assalto a Tancos.

De um dia para o outro os jornalistas mudaram-se de Pedrógão para Constança, os mortos da EN286 já estão enterrados, agora o que está a dar são as granadas e as munições de 9 mm. E o mafarrico do Costa foi de férias, com os incêndios pediam-lhe a cabeça da ministra da Administração Interna, mas com a tropa o problema não é dele. O big chefe da tropa é o Presidente e a alta distinção não serve só para ver cagarras com um blusão de almirante chefe e o Costa foi de férias

E enquanto o Marcelo não vai saber o que fazer a tanta espada de oficiais zangados, o Costa está nas selfies com o pessoal de mama ao léu em Palma de Maiorca!

Umas no cravo e outras na ferradura



 Jumento do Dia

   
Assunção Cristas

A candidata á autarquia de Lisboa foi a Belém só para que a ressonância do palácio tornasse mais forte o seu pedido de demissão de dois ministros e a forma como o fez, sugerindo que António Costa foi embora. Naturalmente a líder do CDS não tem férias.

«A líder do CDS-PP pede a António Costa que demita os ministros da Defesa e da Administração Interna, na sequência do que considerou ser os falhanços na gestão da crise de Tancos e dos incêndios.

"Estes ministros não souberam estar à altura das suas responsabilidades, as demissões são inevitáveis e temos de o dizer sem hesitações e sem rodeios: senhor primeiro-ministro, volte e demita-os", exigiu Assunção Cristas, após ser recebida, a seu pedido, em Belém pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

Em conferência de imprensa, após a reunião, Cristas argumentou que após a tragédia de Pedrógão Grande e o furto de armamento em Tancos, há "uma crise de autoridade, há uma crise de comando" e há "uma crise de confiança" e esta "só será resolvida com a demissão destes ministros".» [DN]

      
 Era de esperar
   
«O protesto visa diretamete Marcelo Rebelo de Sousa, cujo silêncio sobre este caso se prolonga desde que foi noticiado o roubo, na quinta-feira, mas tem como alvos principais o ministro da Defesa, Azeredo Lopes, e o CEME, Rovisco Duarte, que anunciou a exoneração dos cinco comandantes em direto numa entrevista à RTP, sem antes ter contactado os visados.

As instruções para os manifestantes são rigorosas: de acordo com o email que começou a circular esta segunda-feira, os oficiais devem estar fardados, com o "uniforme nº1, sem condecorações, só com os crachats de especialidade", para além de levarem as espadas, que simbolizam o comando de oficiais.

Note-se que não é comum os oficiais das Forças Armadas manifestarem-se fardados. Nas ações de protesto convocadas pela Associação dos Oficiais das Forças Armadas, esta organização opta, em regra, por manifestações à civil. Mas a ação da próxima quarta-feira não está a ser convocada por qualquer organização formal, mas por oficiais que expontaneamente decidiram reagir contra a "ignomínia" de que estão a ser alvo os cinco militares exonerados.» [Expresso]
   
Parecer:

É tempo de se acabar com esta mania nacional do rolar cabeças.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Lamente-se.»

segunda-feira, julho 03, 2017

A próxima reforma agrária

A posse da terra, que a par dos animais terá sido o primeiro bem económico objeto de propriedade, nunca foi pacífica ao logo da história. Ao longo da história a posse da terra sofreu sucessivas e profundas alterações, verdadeiras revoluções. Passou a ser dos conquistadores, foi depois redistribuída por reconquistadores, a cada modelo económico da sociedade sucedeu uma revolução no modelo de posse da terra. Em Portugal a última revolução no setor ocorreu em 74, com a ocupação das grandes herdades no Alentejo.

A cada modelo de sociedade, a cada modelo político, a cada estádio de evolução da produção agrícola corresponderam formas de organização fundiária. Não admira que na nossa história tenham ocorrido sucessivas revoluções na posse da terra, desde a distribuição das terras conquistas aos mouros por nobres e padres à reforma agrária do pós 25 de Abril, passando pela extinção das ordens religiosas.

Com o fim do marasmo que o setor agrícola viveu até ao 25 de Abril ocorreu uma profunda revolução no setor agrícola, a população ativa agrícola não parou de decrescer, as terras rentáveis são exploradas intensamente por empresas cada vez mais modernas, emnq eu a posse da terra dá lugar à posse do capital, os cadastros cedem lugar às ações. O que é irrigável ou onde se consegue plantar vinha, olival ou promover outras culturas rentáveis numa lógica de mercado internacional é explorado intensivamente, o resto deixa-se ao abandono, a aguardar uma proposta de um madeireiro.

As terras com capacidade de assegurar produção com níveis de rentabilidade que proporcionem um mínimo de qualidade de vida não abundam e onde isso sucede predomina a grande propriedade. A maior parte do país está dividido em parcelas sem qualquer viabilidade económica.  Mais uma geração e acabam os “velhos” que ainda alimentam uma economia de subsistência, op abandono da produção agrícola que não é viável vai acentuar o abandono de terras.

Só que com as preocupações ambientais, o desordenamento na exploração florestal e os fenómenos associados ao aquecimento global levam a que a ter uma propriedade com aptidões florestais não é a mesma coisa que ter dinheiro no banco, que podemos gastar como quisermos. Aquilo que o proprietário rural decide pode afetar a qualidade de vida a uma escala mais global e, como se viu em Pedrógão, pode perigar a vida de terceiros, com consequências trágicas.

O atual modelo de propriedade fundiária implica um tipo de gestão da floresta que tem consequências perversas para o país, prejudicando o ambiente e colocando problemas de segurança. Mais dia, menos dia o país terá de discutir o que fazer dos milhões de hectares que não são cultivados ou que são florestados, não raras vezes de forma irresponsável. 
 

Umas no cravo e outras na ferradura



 Jumento do Dia

   
Rovisco Duarte, chefe do Exército

O gesto não foi bonito, o chefe do Estado Maior do Exército começou por "mandar bitaistes" sugerindo o óbvio, que o assalto a Tancos teria beneficiado de informação interna. É evidente que alguém que passou pelo quartel ou estava no quartel decidiu ganhar dinheiro para ajietar o pré ou optar pela profissão de ladrão quando passou à "peluda".

Só que de um chefe do Exército não se espera bitaites e fazer rolar meia dúzia de cabeças para apaziguar os políticos não foi o melhor dos gestos. Primeiro colocava ele o seu prórpio lugar á disposição e depois, sem espalhafatao na comunicação social,. demitiria quem devesse ser demitido.

Ao demitir chefias e manter-se firme e hirto no seu cargo, quando o prórpio ministro já assumiu a responsabilidade política, o chefe do Exército dá um mau exemplo às tropas.

«O anúncio foi feito pelo chefe do Estado-Maior do Exército, à RTP. Rovisco Duarte decidiu exonerar os cinco comandantes das unidades que dão forças à segurança física e militar dos paióis. O Comandante da Unidade de Apoio da Brigada de Reação Rápida, o Comandante do Regimento de Infantaria 15, o Comandante do Regimento de Paraquedistas, o Comandante do Regimento de Engenharia 1 e o Comandante da Unidade de Apoios Geral do Material do Exército são as cinco primeiras vítimas do assalto aos Paióis de Tancos.
Questionado sobre se houve ou não passagem de informação do interior para o exterior, o General Rovisco Duarte respondeu que "quando se escolhem dois paióis no lote de 20, que por acaso não são os mais próximos da entrada, temos de tirar conclusões".

O Exército garante que esta exoneração "não se encontra ligada, nem tem qualquer associação, a algum indício ou suspeita de envolvimento ilícito dos titulares destes cargos; prende-se única e exclusivamente com a necessidade de se criarem todas as garantias de que as averiguações em curso decorrerão de forma absolutamente isenta e transparente".

Em relação ao incidente e em complemento à informação anteriormente divulgada, o Exército, por decisão do General Chefe de Estado-Maior do Exército anunciou que já foram tomadas as seguintes medidas de reforço à segurança física dos Paióis Nacionais de Tancos (PNT): Aumento do número de militares envolvidos na segurança física das instalações e aumento da frequência das rondas móveis motorizadas e apeadas.» [Exército]

 O rolador de cabeças

Em Portugal temos a mania de resolver os problemas fazendo rolar cabeças, ocorre um roubo, uma calamidade, um acidente ou que quer que seja há sempre cabeças de serviço que devem ser metidas nessa máquina muito portuguesa que é o rolador de cabeças. 

Há uma cheia que provocou vítimas? Certamente não foi da chuva em demasia, algo falhou, alguém se esqueceu de investir num dique, de ouvir a crítica de um cientista feita há anos num qualquer congresso, procure-se bem que tem de haver alguém culpado, só não pode ser o São Pedro. Ainda há gente a afogar-se e a principal preocupação de jornalistas, comentadores das noites da má língua ou do conselho de ministros da TVI 24 é exigir cabeças.

Há alguém é responsável, do cabo da guarda ao primeiro-ministro todos são culpados, o único que não tem qualquer culpa é o Presidentes República, umas vezes tem por função levar o jipe cheio de dossiers, noutras vezes o papel é dar beijinhos, tirar fotografias, beber uns copos e dar uns mergulhos, ou, como diria um deputado do CDS que trata o bruno de Carvalho pelo “meu Presidente”, o Presidente da República serve para dar beijinhos no dói dói ou como diz aquela rapariga enjoativa do Eixo do Mal, o Presidente ser para dar abracinhos ao secretário de Estado.

Não isto não vai com festinhas no dói dói, beijinhos e choradeiras, rolam-se cabeças. Aconteça o que acontecer tem de haver um ministro com a tutela, esse deve assumir a responsabilidade política e demitir-se, porque como diz o traste de Massamá. Que nunca foi responsável por nada, se assume a responsabilidade política é para alguma coisa. É por isso que a melhor forma de um governo resolver qualquer problema é fazendo rolar cabeças, pelo menos duas, a do ministro e a do Chefe do serviço, seja o general ou o diretor-geral.

Há um incêndio?  A ministra deve assumir a responsabilidade política e demitir-se a meio do fogo. Há um assalto? O General deve ser corrido. Isto não é política, é um ritual pagão e à falta de carneiros para degolar, servem-se cabeças de ministros e altos responsáveis para apaziguamento dos deuses e alegria das oposições.

domingo, julho 02, 2017

Semanada

Numa semana em que se poderia estar a debater quantos mortos e assaltos serão necessários para que Passos Coelho consiga ressuscitar eis que alguém que anda na política há décadas e que até foi primeiro-ministro, decidiu inventar suicídios para conseguir culpabilizar um governo. Foi puro oportunismo político que serviu para se perceber a pequena dimensão do líder do PSD, Oe o baixo nível de alguns dos seus candidatos autárquicos, como o provedor da Santa Casa de Pedrógão Grande.

Um dos maiores sinais de que o país mudou para muito melhor com a Gerigonça está no fato de ninguém ter comentado o pagamento antecipado da dívida ao FMI e o relatório simpático desta organização. Nos tempos de Passos isto daria direito a um orgasmo em direto de Paulo portas e a mais um convite a Maria Luís para falar num seminário em Berlim, senão mesmo para a entrega de uma pasta de vice-presidente da Comissão Europeia, à senhora.

O PSD anta tão ocupado com as desgraças que até já se esqueceu das mensagens de Centeno ou das offshores, a falta de programa de Passos leva a que o PSD se comporte como um predador oportunista, que opta pela preguiça e a preferir ser necrófago. O PSD não tem agenda, não tem propostas, não tem ideias, marca as suas intervenções em função do telejornal da noite da véspera.

Passos usa as autárquicas para sobreviver e canibaliza o espaço e a imagem dos seus candidatos autárquicos. Nunca se organizou tantas convenções distritais e cerimónias de apresentação de candidatos, mas em nenhuma delas o país ouviu uma proposta autárquica ou viu a cara do candidato. A campanha do PSD está transformada num road show de Passos Coelho, onde se fala do que foi notícia nos dias anteriores. É de tal forma que ninguém tem a mais pequena ideia de quem é o candidato do PSD no Porto, então uma tal Teresa leal qualquer coisa desapareceu.

Quem ganha com o comportamento de Passos Coelho é Assunção cristas que convidou Marcelo para ir a Bruxelas beber um como acompanhado de uma sandes de courato nacional oferecida pela CAP. Enquanto Passos parece rezar para que morra alguém, a líder do C DS passa uma imagem construtiva, enquanto a líder do CDS propõe soluções o líder do PSD não esconde o desejo de ver desgraças.

Umas no cravo e outras na ferradura



 Jumento do Dia

   
Passos Coelho

Para Passos Coelho antes de se apurarem responsabilidades no caso do roubo de Tancos já deveriam estar a rolar cabeça. É óbvio que se tivessem rolado cabeças de militares, como fez no fisco com o caso das listas VIP, estaria agora a acusar o governo de decapitar a hierarquia militar. No tempo de Passos a solução era sempre a mesma, os culpados eram os funcionários, aliás, como líder da oposição tem a mesma tese, como se viu nos incêndios, o culpado foi o Estado.

Mas Passos está mal informado, na sequência do roubo já foram demitidos cinco militares em posição de comando, ainda que não tenham sido exibidos na praça pública, como era prática do seu governo.

«O presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, mostrou-se hoje surpreendido por ainda ninguém na hierarquia militar ter apresentado a demissão ou ter sido exonerado na sequência do furto de material de guerra em Tancos, Santarém.

"Fico espantado por até hoje na própria hierarquia militar não ter havido ninguém que tivesse sido exonerado ou colocado o lugar à disposição no caso do roubo de material de guerra, em Tancos, e temos um ministro da Defesa que assume a responsabilidade política, sem que ninguém saiba associar isso a qualquer acção", frisou Pedro Passos Coelho.

“Era importante que o país soubesse o que é que isto quer dizer, que acções é que foram tomadas”, disse.» [Público]

      
 A ministra da Agricultura no exílio esteve em Bruxelas
   
«O Presidente da República visitou hoje em Bruxelas, acompanhado da presidente do CDS-PP, o evento “O Melhor de Portugal”, uma mostra de produtos agroalimentares organizada pelo eurodeputado Nuno Melo e pela Confederação de Agricultores de Portugal (CAP).

Ao longo de cerca de três horas, Marcelo Rebelo de Sousa visitou as dezenas de bancas montadas no Parque do Cinquentenário, sempre ladeado de Assunção Cristas, com quem foi experimentando os mais diversos produtos agroalimentares portugueses, entre as tradicionais poses para as ‘selfies’ com os portugueses presentes, apesar do mau tempo na capital belga.

Em declarações aos jornalistas, elogiou a iniciativa e agradeceu mesmo, “em nome de todos os portugueses”, o esforço para promover “a excelência da agricultura portuguesa”.

“Nós hoje estamos a trabalhar aqui na imagem de Portugal no domínio da agricultura. E devo dizer que é também uma forma de homenagear aqueles que no país rural tantas vezes têm sofrido”, declarou.» [Público]
   
Parecer:

É candidata à CML ou ainda sonha com o outro lado da Rua do Arsenal, onde fica o ministério da Agricultura?
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»