sexta-feira, dezembro 12, 2014

Umas no cravo e outras na ferradura



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Torre de Belém, Lisboa
  
 Jumento do dia
    
João Gonçalves Pereira, o Portinhas da CML

Quem é este João Gonçalves Pereira e de quem a democracia nunca ouviu falar e a quem Lisboa e o país nada devem?

«O vereador do CDS na Câmara de Lisboa, João Gonçalves Pereira, está contra a atribuição da Chave de Honra da Cidade a Mário Soares, dadas as “posições de radicalismo político e de incitamento à violência” que o antigo Presidente da República tem assumido.

“Em política, as palavras têm consequências e o nosso partido não deve com o seu voto concordar ou de alguma forma legitimar essas posições”, sustenta Gonçalves Pereira, numa declaração de voto da qual deu conhecimento à comunicação social.

A proposta de atribuir a Chave de Honra da Cidade ao socialista Mário Soares foi discutida na reunião camarária de quarta-feira, tendo sido aprovada com os votos favoráveis da maioria e do PSD, a abstenção do PCP e o voto contra do CDS.» [Público]

 Que mais sabe Carlos Costa?


A rápida resposta de Carlos Costa Às declarações de Ricardo Salgado provam que o governador do Banco de Portugal sabe muito mais do que disse e só diz o que quer que seja quando a isso é obrigado. Carlos Costa até pode falar verdade, mas começa a ser evidente que não fala toda a verdade e acontece que a verdade não pode ser servida às meias doses. Meia dose de verdadenão é mais do que meia dose de uma mentira.

Neste processo do BES a imagem do governador do Banco de Portugal está cada vez mais próxima da do Avô Cantigas.

 Agradar?

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 Dúvidas que me atormentam

Será mesmo verdade que Ricardo Salgado sabe mais dos negócios políticos de Passos Coelho e Cavaco Silva do que estes sabem dos seus negócios bancários?


 Andaram a fazer bolos à noite para a campanha de Cavaco?
   
«A campanha para a reeleição de Aníbal Cavaco Silva, em 2011, contou com donativos de vários banqueiros, entre os quais, alguns responsáveis pelo BES que agora estão a ser investigados pela gestão do banco. No total, banqueiros ou administradores do Grupo Espírito Santo deram à campanha de Cavaco 253.360 mil euros. E todos deram o máximo permitido por lei: 25.560 euros.

O próprio Ricardo Salgado é dos primeiros nomes (de acordo com o registo interno) a aparecer no processo sobre as eleições presidenciais de 2011 consultado pelo Observador no Tribunal Constitucional, que ficaram hoje disponíveis. Ofereceu para a reeleição de Cavaco Silva o máximo permitido por lei: 25.560 euros. Mas não foi o único.» [Observador]
   
Parecer:

Pobre Cavaco, já parece ser o Marques Mendes que é como as moscas, aparecem sempre que cheira mal.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 Director-geral sem dinheiro para advogado
   
«O ex-diretor do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, que se encontra em prisão domiciliária, diz que não tem dinheiro para pagar a um advogado e pediu ajuda ao sindicato do setor. A informação foi avançada por fontes próximas de Manuel Palos ao jornal i. Segundo as tabelas remuneratórias consultadas pelo Observador, o primeiro diretor de uma polícia detido em Portugal ganhava um salário bruto de 3734,06 euros, ao qual se somavam 778,03 euros de despesas de representação.

Manuel Palos demitiu-se do cargo há cerca de um mês, depois de o juiz de instrução criminal, Carlos Alexandre, lhe ter aplicado a medida de coação de prisão preventiva por suspeitas de dois crimes de corrupção passiva para ato ilícito na atribuição de Vistos Gold. Palos ficou alguns dias preso na cadeia de Évora, onde se encontra agora preso preventivamente José Sócrates, e foi depois colocado em prisão domiciliária na sua casa em Telheiras, Lisboa.» [Observador]
   
Parecer:

Deve andar por aí muito bom director-geral sem dinheiro para as gravatas quanto mais para pagar a advogados. A verdade é que o grande trunfo destes processos judiciais está no dinheiro, a acusação começa por destruir financeiramente os arguidos, quer pelos custos, quer pela asfixia financeiras pois não raras vezes congelam todos os recursos dos arguidos, incluindo os inquestionavelmente legais.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Lamente-se.»

 Na Madeira sabe-se onde está a dívida
   
«"A [dívida] da República não se sabe onde está e a da Madeira está aí à vista", declarou Alberto João Jardim no plenário da Assembleia Legislativa madeirense, no encerramento da discussão do Orçamento e Plano Regional para 2015 (OR2015), aprovado na generalidade com os votos favoráveis do PSD e do deputado independente João Pedro Pereira e contra de todos os partidos da oposição (CDS, PS, PTP, PAN, PND, PCP, MPT e PCP).» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Há quem diga que está investida em sifões de sanitas!
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»

 Fernando Negrão, apresentador de empresários
   
«Pedro Queiroz Pereira é, como o descreveu Fernando Negrão, presidente da comissão parlamentar de inquérito, “um homem de acção”. Um “industrial, comerciante e empresário”, como o próprio se definiu. Alguém que produz coisas tão sólidas como o cimento. Naturalmente, procurou distanciar-se das “operações de natureza financeira muito imaginativas” e dos off-shores que concentram a atenção dos deputados no caso BES.» [Público]
   
Parecer:

A forma como Negrão apresentou o empresário vai muito para além do que se aceita de um deputado, o parlamento não é uma fábrica de graxa!
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Lamente-se.»
  
 À atenção do super Alex
   
«"Por exemplo, nos contactos que tive com o engenheiro Sócrates, resultaram num investimento de 600 milhões de euros em Setúbal", contou Queiroz Pereira aos deputados esta quarta-feira, 10 de Dezembro. Se não fosse esse contacto, em vez de Setúbal, essa fábrica de papel estaria na Alemanha. A fábrica de papel foi criada em 2009. » [Jornal de Negócios]
   
Parecer:

Não queriam um negócio de Sócrates?   Já havia branqueamento de capitais, evasão fiscal e corrupção, só faltava um negócio, pois que têm um que serve.
  
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se conhecimento aos neo nazis.»
  
 Juncker quase a ferver
   
«Jean-Claude Juncker, presidente da Comissão Europeia e antigo primeiro-ministro luxemburguês, é novamente alvo de acusações relacionadas com o caso LuxLeaks. Além de novos documentos que revelam mais empresas envolvidas nos esquemas de evasão fiscal, um antigo diretor do departamento fiscal da Amazon alega que Juncker procurou a empresa para a incentivar a utilizar as vantagens fiscais do seu país.

O jornal britânico "The Guardian" divulga esta quinta-feira declarações de um antigo diretor da Amazon a um jornal luxembruguês. Bob Confort confirma que "o Governo do Luxemburgo se apresentou como um parceiro de negócios, o que ajudava a resolver problemas". As declarações foram feitas no verão, ainda antes de o escândalo LuxLeaks ter vindo a público.

Confort desvalorizou as acusações de fuga aos impostos defendendo que "as empresas multinacionais seguem as regras do sistema bilateral". Reformou-se este verão e é agora cônsul honorário do Luxemburgo em Seattle, nos Estados Unidos.» [Expresso]
   
Parecer:

Mais um facilitador.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sugira-se ao homem que regresse ao seu Estado-aldeia do oportunismo.»
  

   
   
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