sexta-feira, dezembro 13, 2013

Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 

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Cogumelos no musgo,Quinta das Conchas,Lisboa
  
 Jumento do dia
    
Menezes jr

O que dizer de um político que aproveita um momento crítico de um processo negocial para atacar uma das partes com politiquices da treta? Francamente, só se pode dizer uma coisa do rapazola, é um imbecil, algo que já não admira, talvez a imbecilidade seja hereditária.

«O vice-presidente do grupo parlamentar do PSD Luís Menezes afirmou hoje que o PS e a oposição em geral estão em "estado de negação" perante a viragem económica, exemplificando com o crescimento da produção industrial.

"Infelizmente, continuamos a ter uma oposição em completo estado de negação. Uma oposição e um PS em particular a não querer valorizar as boas notícias para o país", afirmou o deputado "laranja" nos Passos Perdidos do parlamento.» [i]
 
 A diplomacia da guerra civil

Parece que a diplomacia da canhoneira deu lugar à diplomacia da guerra civil, em vez de correrem riscos enviando tropas a União Europeia e os EUA defendem e promovem os seus interesses derrubando governos e destruindo países, mata-se dois coelhos com uma cajadada, demitem-se os governos e alarga-se o mercado com as necessidades de reconstrução entretanto criadas.

Aquilo que se está passando na Síria é vergonhoso, a União Europeia e os EUA aliaram-se aos regimes mais conservadores do mundo e à Al Qaeda para destruir todo um país. Sem que tenha morrido um único soldado das potências ocidentais conseguiu-se destruir um país só porque tinha um governo incómodo para o Ocidente.

O argumento da democracia ou das armas de destruição maciça é falso, se o problema é a democracia poderiam atacar a Arábia Saudita, se eram as armas que estavam em questão poder-se-iam ter preocupado com o arsenal nuclear apontado para a Síria por um país vizinho que continua a ocupar os montes Golan.

Esta forma de intervenção, a promoção e manipulação dos povos para os conduzir a guerras civis é a mais cínica na história da humanidade, é uma nova versão da bomba de neutrões, mas neste caso o Ocidente nem sequer gasta o preço de uma bala com o dinheiro dos contribuintes. Basta promover as manifestações e, se necessário, até se mandam os diplomatas a apoiar os manifestantes no terreno e, para levar o cinismo ao extremo, ainda contam com a segurança oferecida pelos próprios governos que pretendem derrubar pela força.
 
 Sinais de retoma

Na primeira quinzena de tropa em Mafra ninguém estava autorizado a sai do quartel, eram duas semanas exclusivamente masculinas e corria o boato de que metiam um produto no vinho para o pessoal andar mais calmo. Certo dia estava o batalhão na formatura quando passou uma velhota da limpeza.

A excitação do PSD e do CDS perante um crescimento de 0,2% no segundo trimestre só é comparável à excitação do batalhão perante uma rara presença feminina. 
   
   
 Negociata low cost
   
«Jorge Carlos Freitas, deputado municipal do CDS-PP, alertou, na última terça-feira, para mais um “facto sui generis” do processo da subconcessão dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC), que prevê o encerramento da empresa e o despedimento de todos os trabalhadores. Durante uma sessão extraordinária da Assembleia Municipal de Viana, convocada para analisar a situação da empresa de construção naval, o deputado do CDS-PP chamou a atenção para a “negociata low-cost” que envolve a subconcessão e garantiu até que “vai sair cara, no futuro, aos vianenses”.

Em causa está o valor que a Martifer vai pagar até 2031, pela subconcessão dos 245.162 metros quadrados de terrenos da empresa. Por ano são 415 mil euros de renda. José Carlos Freitas fez as contas e chegou à conclusão que o grupo português vai pagar cerca de 12 cêntimos por metro quadrado.

“Onde é que em qualquer parte do país se encontram terrenos para arrendamento por este preço, com a agravante de poder usufruir de todo o equipamento avaliado em dezenas de milhões de euros que lá está instalado”, questionou.

Para o deputado, face a todos os “elementos e meandros da história que é conhecida”, o país está perante “um caso que é pior do que uma privatização encapotada, que é pior do que uma subconcessão muito mal explicada, que é pior do que um mau negócio”. “Estamos perante uma declarada e óbvia negociata e pior ainda, uma negociata low-cost para a Martifer”, sustentou.» [Público]
   
Parecer:

Este negócio ainda vai dar muito que falar.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se a Aguiar-Branco se não seria melhor ir pedindo a demissão por tristeza e má figura.»
  
 Erros da troika vão ser investigados
   
«As decisões e a gestão da troika no âmbito dos programas de ajustamento de Portugal, Grécia, Chipre e Irlanda vão ser alvo de inquérito no Parlamento Europeu (PE), avança o Dinheiro Vivo.

O anúncio foi feito durante a discussão do relatório do Parlamento Europeu sobre a actividade do Banco Central Europeu em 2012, que se realiza em Estrasburgo, e onde foi abordada a questão polémica da competência e da transparência da troika nos vários programas de ajustamento ainda em curso.

Os dirigentes de duas das instituições que comandam as missões externas, nomeadamente Mario Draghi, do Banco Central Europeu, e Olli Rehn, da Comissão Europeia, prometem cooperar com os deputados na referida investigação.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Haja alguém que proteja Portugal do seu governo e dos canalhas da Comissão Europeia e do Banco Central Europeu.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Investigue-se.»
   
 Antigo patrão do Carlos Moedas é maior accionista dos CTT
   
«O banco de investimento norte-americano Goldman Sachs é para já o maior acionista dos CTT, com 4,99%. A compra foi feita no dia 5 de dezembro, já depois da privatização. O Deustche Bank anunciou que detém 2,04%

A tomada de participação por parte do Goldman Sachs foi comunicada há minutos através do sítio da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). O banco de investimento diz apenas que tem os direitos de voto,  pelo que esta participação pode pertencer a outros investidores.

O banco alemão foi o primeiro a anunciar que tinha adquirido uma participação qualificada (acima dos 2%) nos CTT. O Deutsche Bank tornou-se acionista dos Correios antes da estreia em bolsa, durante a privatização, ao comprar três milhões de títulos, por 16,9 milhões de euros. Os CTT foram privatizados a 5,52 euros por ação. As ações dos Correios fecharam hoje a valer 5,77 euros, 1,23% acima da véspera.» [Expresso]
   
Parecer:

É muito estranho este interesse do Goldman Sachs numa empresa portuguesa, logo um dos bancos que menos confia em Portugal.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Aguardem-se pelas benesses do Estado à agora empresa privada.»
      
 Um concurso estranho na off shore BdP
   
«O processo foi mal gerido, foi travado pelo próprio governador, e as fontes contactadas pela TSF temem prejuízos para a credibilidade do Banco de Portugal.

As recentes críticas do PS, às previsões do Boletim Económico de Inverno, são vistas internamente como um primeiro sinal.

A história começa com a abertura de um concurso para o cargo de director do departamento de estudos económicos - uma vaga aberta desde o Verão. O processo de seleção foi entregue a um júri independente, e acabou por dar um resultado que Carlos Costa considerou inaceitável.

O candidato melhor colocado era o atual director-adjunto do departamento, Mário Centeno, alguém a quem o governador não queria, de todo, entregar o papel de «economista-chefe» do Banco de Portugal (BdP).

O concurso foi encerrado no final do mês passado, com o Banco de Portugal a explicar, em comunicado, que «as candidaturas não reuniam todos os requisitos».» [TSF]

«O Banco de Portugal (BdP) desmente a notícia avançada hoje pela TSF que refere que o governador da instituição, Carlos Costa, teria vetado Mário Centeno no concurso para o cargo de director do Departamento de Estudos Económicos por razões relacionadas com sua intervenção pública sobre questões políticas, algumas delas relacionadas com críticas ao governo.

O concurso foi aberto no Verão e encerrado em Novembro sem que a vaga tivesse sido preenchida, pelo facto de o BdP ter considerado “que as candidaturas não reuniam todos os requisitos exigidos para o desempenho da função”. Antes da decisão de a instituição ter dado o concurso por encerrado, no processo de selecção, que foi entregue a um júri independente, o candidato melhor colocado para a posição era Mário Centeno, actual director adjunto do mesmo departamento.

O Banco de Portugal, numa reacção à notícia da TSF, começa por esclarecer que o Conselho de Administração “entendeu lançar um convite público à apresentação de candidaturas para preenchimento do lugar de Director do Departamento de Estudos Económicos, para o qual estabeleceu diversos requisitos e de que resultou um conjunto de candidatos internos e externos”.» [i]
   
Parecer:

Até parece que com a saída de Vítor Gaspar do governo ocorreu uma degradação da capacidade intelectual dos oponentes ao concurso.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Vomite-se.»
   
 Maiss um imbecil extremista
   
«A troika defendeu ontem que é preferível emprestar dinheiro aos bancos do que aos países e assumiu que o risco que se corre é maior quando a ajuda é feita aos estados. 

A posição é do representante do Banco Central Europeu (BCE) na troika, Rasmus Ruffer, e foi revelada por João Vieira Lopes, presidente da Confederação de Comércios e Serviços de Portugal. A troika esteve reunida ontem com os parceiros sociais, em Lisboa. O programa de assistência a Portugal previa, no total, um apoio financeiro de 78 mil milhões de euros, dos quais 12 mil milhões estavam destinados ao apoio aos bancos. Até agora, foram usados pela Banca oito mil milhões de euros. » [CM]
   
Parecer:

Os extremistas dos gabinetes do BCE parece ignorarem que esta crise foi provocada por bancos, que o comportamento dos bancos lesou a economia portuguesa e que os grandes bancos portugueses teriam ido à falência se não fosse a ajuda pública.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Mande-se o rapazola do BCE à bardamerda.»
     

   
   
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