quinta-feira, dezembro 19, 2013

Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 

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Flor da Ameixoeira, Lisboa
  
 Jumento do dia
    
Nuno Crato, presumível ministro da Educação

O mínimo que se pode dizer da prova de avaliação é que o ministério anda a gozar com o país, até apetece perguntar se o ministério tem a certeza de que eles sabem falar.Enfim, este ministro deve estar deve estar convencido de que para ser professor do ensino público bastava ter um diploma  da quarta classe.

«Itens 5 e 6
Uma escola pretende atribuir professores de cinco disciplinas a uma das turmas do 6.º ano. Uma turma do 6.º ano tem, no seu horário semanal, seis tempos lectivos de Português (PORT), 6 de Matemática (MAT), 3 de Ciências Naturais (CN), 3 de História e Geografia de Portugal (HGP) e 3 de Inglês (ING).

A tabela que se segue mostra a disponibilidade de cinco professores, relativamente ao número de tempos letivos, e as disciplinas que podem lecionar

Professor (a)N.º de tempos lectivosDisciplinas
Ana6PORT e HGP
Henrique6MAT e CN
Maria6PORT, HGP e ING
Pedro6MAT e CN
Teresa6ING e PORT

5. Qual é o número mínimo de professores que permite garantir o horário da turma?
(A) Cinco       (B) Quatro     (C) Três        (D) Dois

6. A equipa dos horários pretende que cada um dos cinco professores fique com três tempos letivos disponíveis para outras atividades. Qual das opções que se seguem permite assegurar essas condições?

(A) Maria leciona Português e Henrique leciona Matemática.
(B) Maria leciona Português e Pedro leciona Matemática.
(C) Teresa leciona Português e Henrique leciona Matemática.
(D) Teresa leciona Português e Pedro lecciona Matemática.            » [i]

 
 Os novos candidatos a professores

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Digamos que a escola voltou ao tempo da menina dos cinco olhos...
 
 Será mesmo um escritório de advocacia?


Ou será um anúncio da Apple?

As raparigas são todas cremosas e clientes de gadgets da Apple.

 Pobre senhora

Para explicar a sua concordância com o exame de acesso à carreira imposto a professore que já o são há menos de cinco anos a jornalista Graça Franco deu um exemplo brilhante, dizia ela que um engenheiro de pontes pode ser um brilhante engenheiro de pontes mas seia um péssimo professor de português, já que a licenciatura serve de habilitação.

Fiamos sem saber se estamos perante falta e conhecimentos ou de honestidade intelectual já que o exemplo assenta numa mentira.Mas é assim que os nossos jornalistas esclarecem os portugueses, inventando mentiras para servirem de exemplo às suas opiniões menos honestas ou de duvidosa competência.

   
   
 Mais um programa de rescisões
   
«A proposta do valor a pagar está hoje a ser apresentada aos sindicados, tendo Ana Avoila, da Frente Comum esclarecido que este montante será pago aos trabalhadores com menos de 50 anos. Se estiverem disponíveis para aceitar uma rescisão trabalhadores entre os 50 e 60 anos a compensação desce para 1 salário por cada ano de serviço ao Estado. 

Se se mantiver assim, este programa será menos bem pago que aquele que se dirigiu aos funcionários menos qualificados. No programa que terminou a 30 de novembro, o governo propôs entregar aos funcionários com menos de 50 anos uma compensação de 1,5 salários efectivos (incluindo suplementos) por cada ano de trabalho. Já os funcionários com idade entre 50 e 54 anos tiveram direito a 1,25 salários por cada ano de serviço e os que tinham entre 55 e 59 anos foi oferecido um salário por cada ano.

A representante da Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública considera que este programa é mal pago e detalhou que nem todos os funcionários entram. De fora estão os médicos e enfermeiros, todos os trabalhadores da administração local do Estado e ainda os funcionários da Autoridade Tributária.» [DN]
   
Parecer:

A antecâmara dos despedimentos.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver.»
  
 Um governador do BdP com medo do jornais
   
«Isabel Horta Correia, quadro do Banco de Portugal desde 1990, foi escolhida para liderar o Departamento de Estudos Económicos do supervisor. Foi uma escolha da administração e não foi a concurso.

O Expresso sabe que a opção pela economista Isabel Horta Correia foi aprovada ontem, depois de no final da semana passada o Banco de Portugal ter comunicado que o concurso para o Director do Departamento de Estudos Económicos tinha sido "encerrado". Alegava não se ter encontrado ninguém que reunisse "a combinação de atributos necessária para assegurar o padrão de liderança e de gestão de equipas" e que "garantisse a prossecução de um mais ambicioso posicionamento estratégico do departamento nos planos analítico e institucional". O encerramento do concurso criou polémica.

Mário Centeno, adjunto da anterior directora do Departamento de Estudos, será consultor da administração do Banco de Portugal, e irá trabalhar diretamente como o governador, Carlos Costa. Mário Centeno concorreu ao cargo de director do Departamento de Estudos Económicos, mas não foi escolhido. Há já alguns meses que Mário Centeno dava a cara pelo Departamento de Estudos Económicos, um organismo relevante tendo que faz as previsões económicas do país.» [Expresso]
   
Parecer:

Parece que o governador receou as notícias.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
   
 Normal e expectável
   
«Pedro Passos Coelho considerou, na semana passada, que "seria natural" que o PSD e o CDS se apresentem juntos ao eleitorado nas legislativas de 2015. "Pode acontecer. Não seria um facto que causasse estranheza", disse Passos na entrevista à TSF e à TVI. Paulo Portas pensa o contrário: o "normal e expectável" é que os dois partidos se apresentem separados - e assume-o na moção de estratégia que vai levar ao congresso do CDS, em janeiro.

Sem se comprometer com uma decisão definitiva a ano e meio da data previsível para as eleições, Portas escreve, porém, que "neste momento" o "normal e expectável, em eleições legislativas, é cada partido apresentar-se autonomamente." Mas deixa uma ressalva: "Havendo um Governo de coligação, razões muito fundamentadas podem justificar a formação de alianças, que podem revestir diversas fórmulas" - uma fórmula suficientemente vaga e cautelosa para permitir qualquer possibilidade, até mesmo qualquer possibilidade de entendimento que não passe por uma coligação formal.» [Expresso]
   
Parecer:

Muito provavelmente o normal e expectável vale tanto como o irrevogável.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
   
   
 Já não estamos em 1640
   
«“Estamos na recta final do programa de ajuda externa, que termina no dia 17 de Maio, ou seja, daqui a cinco meses, e é importante valorizar os aspectos positivos que se podem coleccionar e que nos fazem acreditar que a recta final será bem sucedida e que podemos olhar para o futuro com confiança”, afirmou o primeiro-ministro.

Passos comparou a crise que marcou 2011 com a que assolou Portugal entre 1883 e 1885 e afirmou que “a resposta que hoje obtivemos foi mais positiva do que aquela que se fez sentir nessa altura”.

O líder político declarou que, “em termos reais, o valor das prestações caiu mais nessa altura do que agora, sendo que em 2011 pedimos 40% de financiamento ao estrangeiro. Na crise de 1883 pedimos apenas 5%”.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

è uma pena, se estivéssemos em 1640 mandaríamos um pela janela.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-e.»
   
 E vão três
   
«Na tradicional troca de cumprimentos de ‘Boas Festas’ entre a Presidência da República e o Governo, Cavaco Silva disse esperar que 2014 “confirme o sinal positivo da economia” e que seja um “ano de inversão de tendência”. No seu discurso, o Presidente da República apelou ainda a uma maior compreensão às “exigências fortes” impostas àqueles que têm que governar.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Cavaco já prometeu crescimento em 2012,em 2013 e agora promete crescimento em 2014.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sejamos condescendentes com o pobre professor que não precebe nada desses termos em inglês.»
     

   
   
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