sexta-feira, março 14, 2014

Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 

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Igreja de Santa Maria Maior (Sé de Lisboa)
  
 Jumento do dia
    
Luís Montenegro, líder parlamentar do PSD

A forma como a liberdade de voto é decidida no grupo parlamentar do PSD é tão ridículo que temos de concluir que o seu líder é igualmente ridículo. Os argumentos para dar liberdade de voto aos deputados na questão da co-adopção, quando em votação anterior sobre o mesmo tema a decisão é inversa, mostra que no PSD já não há nem princípios, nem vergonha.

«O líder parlamentar do PSD confirmou hoje que os deputados sociais-democratas terão liberdade de voto sobre a coadoção de crianças por casais homossexuais e apelou à participação de todos os parlamentares na votação do diploma do PS.

"O grupo parlamentar do PSD tem desde sempre um espírito de liberdade de voto por se tratar de uma matéria que é de consciência", afirmou o presidente da bancada do PSD, Luís Montenegro, em declarações aos jornalistas no final da reunião do grupo parlamentar.

Lembrando que esta já foi a posição assumida na votação na generalidade do projeto do PS, Luís Montenegro referiu que se trata de uma matéria em que não há unanimidade dentro do grupo parlamentar e, por isso, "individualmente cada deputado vai aferir aquilo que é melhor".» [DN]
 
 Duas dúvidas de resposta fácil

Primeira dúvida: porque será que sempre que há um ricaço entalado pela justiça logo aparece um magistrado que encontra uma qualquer virgula que justifica o adiamento de qualquer decisão até que se cumpra o prazo de prescrição?
Segunda dúvida: porque será que quando algum pobre pode ter beneficiado de uma situação que parece ser de favor ou algum político odiado pela justiça que decida algo a favor de alguém há logo uma investigação judicial com direito a fugas ao segredo de justiça, mas quando estão magistrados envolvidos nada sucede.

Razão teve o advogado Jardim Gonçalves que ainda ficou ofendido porque o seu constituinte não teve oportunidade de provar a sua inocência, quando num processo paralelo com base nas mesmas irregularidades foi condenado na Relação. Isto só dá mesmo para beneficiar e ainda gozar.

Uma terceira pergunta extra: a quem se referia a desastrada ministra da Justiça quando avisava que tinha acabado o tempo da impunidade. Só se foi para os roubam papo-secos nos hipermercados.
 
 D. José Policarpo

Um homem pelo qual tinha grande consideração mas depois da sua última intervenção na política portuguesa (TSF) nunca mais consegui vê-lo com os mesmos olhos de antes. Em sinal de respeito pelo homem fico-me pelo silêncio.
   
   
 Pedimos desculpa por esta interrupção
   
«O Presidente da República informou esta quinta-feira que vetou o diploma que altera o valor dos descontos dos funcionários públicos, militares e forças de segurança para os respetivos subsistemas de saúde, ADSE, ADM e SAD.

A devolução do diploma ao Governo sem promulgação, que foi feita a 11 de março, é justificada em nota publicada esta quinta-feira na página da Presidência da República com o facto de terem existido "sérias dúvidas relativamente à necessidade de "aumentar as contribuições dos 2,5% para 3,5%, para conseguir o objetivo pretendido".» [DN]
   
Parecer:

É caso para dizer pedimos desculpa por esta interrupção, o presidente amigo do governo segue dentro de momentos. Este veto não passa de um gesto meramente simbólico, Cavaco escolheu uma questão menor, muito provavelmente em acordo com o governo, para dar ares de independência em relação a Passos Coelho, num momento em que a sua imagem é digna de ser tratado como presidente emérito e sem mérito.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se de dó e condescendência.»
  
 Alguém precisa de um espião?
   
«O Supremo Tribunal Administrativo condenou a Presidência do Conselho de Ministros a dar posse a Jorge Silva Carvalho no lugar que foi criado em janeiro de 2012 para o ex-espião e a pagar retroativamente a remuneração devida desde essa data.

João Medeiros, advogado de Jorge Silva Carvalho, adiantou à Lusa que a decisão do Supremo Tribunal de Justiça (STA) lhe foi comunicada na quarta-feira e nela são condenados os réus Presidência do Conselho de Ministros, primeiro-ministro e ministra das Finanças, agora obrigados a dar posse a Silva Carvalho no cargo que foi criado em janeiro de 2012 para o antigo diretor do SIED (Serviço de Informação Estratégicas de Defesa), mas para o qual este nunca foi chamado pelo Governo.» [DN]
   
Parecer:

A presidência bem precisaria de um que mantivesse Cavaco informado sobre o que dizem e opinam os seus assessores.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sugira-se a Fernando Lima que contrate o espião para seu assessor.»
   
 A encenação está em marcha
   
«O Governo vai enviar para a Assembleia da República o diploma que aumenta os descontos para a ADSE, vetado por Cavaco Silva. A decisão foi tomada esta quinta-feira no Conselho de Ministros, horas depois de o Presidente da República ter anunciado que devolveu o decreto-lei ao Governo, por entender que o aumento dos descontos de 2,5% para 3,5% tinha como principal objectivo “consolidar as contas públicas".

"Estas alterações visam que os subsistemas de protecção social no âmbito dos cuidados de saúde sejam autofinanciados pelas contribuições dos seus beneficiários", refere o comunicado emitido após a reunião do executivo.

Na decisão tomada a 11 de Março, Cavaco Silva argumenta que coloca "sérias dúvidas que seja necessário aumentar as contribuições dos 2,5% para 3,5%, para conseguir o objectivo pretendido" de garantir a auto-sustentabilidade dos sistemas.» [Público]
   
Parecer:

Cavaco faz uma birrinha e depois tudo passa.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver.»
     

   
   
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