sábado, março 22, 2014

Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 

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Flor da Quinta das Conchas
  
 Jumento do dia
    
Óscar Gaspar, o Gaspar do PS

Começa a ser evidente que o país tem um problema com os Gaspar, depois de nos termos livrado mais ou menos do Gaspar do Passos Coelho, eis que agora temos de aturar o Gaspar do Seguro, o primeiro cortou a torto e a direito nos funcionários públicos, o segundo diz que gostaria de repor o que ganhavam mas não será possível. Isto é, o Gaspar do Seguro acabou por dar razão ao Gaspar do Passos Coelho.
 
Este PS é um "seguro" escondido com uma troika de fora, cada vez que um dos seus muitos braços-direitos (Seguro tem tantos braços-direitos que já não tem anatomia disponível para o esquerdo) abre a boca fala como se fosse um adjunto do Carlos Moedas, primeiro foi o belo Beleza que acabava logo com a ADSE, agora é o Gaspar II a dizer que o Gaspar I tinha razão. O virá dizer o próximo?

«O PS admite ser impossível o regresso imediato aos níveis salariais e às pensões de 2011. Se chegarem ao governo, os socialistas não vão voltar atrás nos cortes impostos durante os últimos três anos e a justificação é a "situação do país".

A posição foi deixada pelo conselheiro de António José Seguro para os assuntos económicos, Óscar Gaspar, numa entrevista na Sic-Notícias, tendo ontem sido desafiado pelo vice-presidente do PSD, Marco António Costa, a clarificar as suas palavras. Mas não havia volta a dar. Na noite anterior, Gaspar tinha sido claro quando foi questionado sobre se o PS podia prometer, uma vez vencedor das legislativas, regressar aos salários, pensões e prestações sociais de 2011: "A resposta séria é não. Nem os portugueses imaginariam, nem nunca ouviram do líder do PS nenhuma proposta demagógica para voltarmos a 2011, porque não é possível. As contas públicas portuguesas não o permitem."» [i]
 
 Os russo que se ponham a pau, ele está cheio de coragem!

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 Ucrânia em saldo

A Europa acabou de comprar a Ucrânia a um governo de legitimidade duvidosa por uma bagatela de mil milhões de euros e os russos agradecem à UE que pague o gás com que os ucranianos se aquecem.
 
      
 O outro tema
   
«Na sua comunicação ao País, o Presidente da República procurou fixar os temas da agenda europeia sobre os quais deve incidir o debate nas próximas eleições para o Parlamento Europeu.

Mas esqueceu-se de referir o tema central que vai a votos: a política de austeridade.

Sejamos claros: o que a direita procura nestas eleições europeias é uma legitimação democrática para a sua política de "austeridade expansionista" e um mandato para a prosseguir na União Europeia (e consequentemente em Portugal) por mais vinte ou trinta anos, agora ao abrigo de uma interpretação radical do Tratado Orçamental. Para isso, a direita sabe que tem de fazer triunfar esta mensagem fundamental: "a austeridade compensa". E é nessa fase de foguetório que estamos. Muito do que temos visto nestes últimos tempos decorre da grandiosa encenação do "sucesso do ajustamento": na Europa, os discursos entusiasmados do Presidente da Comissão Europeia sobre o alegado fim da crise do Euro e a exaltação das "troikas" - imagine-se! - como pretensas "histórias de sucesso"; por cá, a teoria do "bom aluno" que se submeteu ao castigo e entrou, finalmente, no "bom caminho", para além da extraordinária fantasia do suposto "milagre económico" português.

Sucede que a realidade desmente esta visão idílica das coisas. A verdade é que o projecto europeu foi levado até à beira da ruptura pela ausência de uma resposta forte e solidária da União Europeia à crise das dívidas soberanas e por uma política cega de austeridade, desenhada à medida dos interesses de uns contra os interesses dos outros, que agravou profundamente a divergência com as economias da periferia e conduziu a um retrocesso social de proporções históricas, ao mesmo tempo que falhava clamorosamente no seu objectivo central: em vez de diminuir, a dívida pública média da zona euro agravou-se, atingindo hoje os 93% do PIB! No plano nacional, a situação não é melhor e a ideia do "sucesso do ajustamento" é pouco menos do que um insulto diante da devastação causada por três anos consecutivos de recessão, uma taxa de desemprego acima dos 15%, um movimento de emigração em massa e uma dívida pública que, em apenas três anos, se agravou em 51 mil milhões de euros, aumentando de 94 para 130% do PIB.

O pior que podia acontecer é que as escolhas sobre o futuro do projecto europeu não assentassem num debate sério sobre a realidade da situação actual para se fundarem num perigoso equívoco sobre os resultados da política de "austeridade expansionista". É por isso, aliás, que o debate lançado pelo Manifesto dos 70 se afigura tão "inoportuno" para o Governo e para os seus apoiantes, que apostavam tudo na celebração dos seus sucessos imaginários. Porque esse Manifesto assenta, antes do mais, na tomada de consciência a que muito sugestivamente se referiu o Presidente da CIP: "alguém tem de dizer que o rei vai nu".

A ilusão do "sucesso do ajustamento" só é comparável à mistificação sobre o futuro que nos espera se este caminho continuar a ser seguido. Vários cenários têm sido apresentados para demonstrar como o exigente caminho das pedras acabará por conduzir à sustentabilidade da dívida pública, apesar do sério agravamento que ela registou nos últimos anos. O primeiro-ministro tem um cenário, o Presidente tem outro, o FMI tem outro e até o Conselho das Finanças Públicas tem o seu próprio cenário. A ministra das Finanças, essa, não faz a coisa por menos e garantiu esta semana que pode construir "vários cenários", em que uma engenhosa e inédita combinação de crescimento económico, excedentes primários e taxas de juro se conjuga anos seguidos para conduzir à feliz conclusão da sustentabilidade da dívida pública. Cenários todos diferentes, é certo, mas todos iguais: todos irrealistas e todos igualmente destinados ao fracasso.

A questão política central das próximas eleições europeias é esta: a ideologia da "austeridade expansionista", que guiou a União Europeia e o Governo até aqui, não funcionou e não vai funcionar. É preciso, em alternativa, construir uma política orçamental e de gestão da dívida que conquiste espaço para uma agenda de crescimento, de emprego e de coesão, que devolva ao projecto europeu a ambição da convergência económica e social. A estratégia de empobrecimento garante uma única coisa: o empobrecimento. É por isso que é preciso mudar. E a mudança decide-se agora.» [DE]
   
Autor:
 
Pedro Silva Pereira.
   
 Mas que grande abertura
   
«O ministro da Economia, Pires de Lima, reconheceu hoje que o Governo "está aberto" ao investimento e concessão a privados, nomeadamente, na área marítimo-portuária e em infraestruturas rodoviárias.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Quem ouve este milagroso ministro fica a pensar que à porta do seu ministério está uma fila de investidores ansiosos de serem autorizados a investir em Portugal.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
 Sejamos um povo cobarde
   
«O Presidente da República alertou hoje para a "forma muito negativa" como os investidores estrangeiros reagem quando ouvem falar em reestruturação da dívida, porque a ligam a "perdão" e "assustam-se" em relação a possíveis investimentos no país.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

O que Cavaco está a dizer não parece ser um discurso digno de um Presidente da República, na prática ele  sugere que os portugueses, os seus políticos, governantes, instituições, todos os grupos profissionais devem ter muito cuidado com o que dizem, devendo pensar sempre duas vezes antes de falarem para não incomodar os credores.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sugira-se oa senhor que vá gozar os seus lucros em acções não cotadas para a Quinrta da Coelha.»
   
 Cavaco insiste em salvar o PSD antes das eleições
   
«"A minha posição é muito conhecida, só lhe digo que o melhor programa cautelar que nós poderíamos ter em Portugal é um acordo interpartidário entre as diferentes forças políticas", afirmou o chefe de Estado, Aníbal Cavaco Silva, em declarações aos jornalistas no final de uma visita à Companhia das Lezírias, no Porto Alto.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Querias....
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Mande-se o senhor ver se apanha gambuzinos.»
        

   
   
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