quinta-feira, agosto 21, 2014

Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 

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Cardo do parque Florestal de Monsanto, Lisboa
  
 Jumento do dia
    
Directior-geral de Saúde

Agora que já é uase impossível viajar para os países atingidos pela epidemia de ébola eis que a Direcção-Geral de Saúde se lembrou de aconselhar os portugueses a não viajar para esses países. Uma anedota.

«As autoridades portuguesas recomendam aos cidadãos portugueses que evitem viajar para os países afetados pelo Ébola, a menos que o façam por “absoluta necessidade”, segundo numa nota publicada hoje na página da Direção Geral da Saúde (DGS).

A DGS sublinha que a situação na Costa Ocidental de África “impõe ações de prevenção e controlo” tanto na fonte (epicentro da epidemia), como nas medidas que visam impedir a exportação de casos de doença para outros países.

Segundo a nota, é necessário distinguir entre o problema que surgiu inicialmente na Guiné-Conacri e que se propagou aos países africanos vizinhos (Serra Leoa e Libéria), devido à quase inexistência de fronteiras, e a eventual importação de casos em Estados de outros Continentes.» [i]
   
   
 Taxistas irritados com os tuk-tuk
   
«A mulher de Javier está maravilhada. “Então e um pastelinho de Belém, não há?”, pergunta, depois de saber que o tuk-tuk onde ela, o marido e dois filhos vão fazer um passeio lhes oferece uma garrafa de água pelo percurso de uma hora. Eles e outros familiares, vindos de Granada, chegaram à Praça da Figueira e dirigiram-se imediatamente aos mais recentes veículos turísticos da capital. Os tuk-tuk são uma espécie de triciclo a motor com um número variável de lugares que estão a ganhar cada vez mais popularidade entre os turistas estrangeiros. Para Javier, a escolha foi “natural”. “Pareceu-nos mais cómodo e original”, explica, referindo que, por onde o tour vai passar – as ruas estreitas da Mouraria – nenhum autocarro passaria.

“Isto é ‘bué’ de giro”, afirma uma muito entusiasmada Camila, motorista de tuk-tuk da empresa Tuk Guide Portugal, que é a que vai levar Javier e a família a conhecer a Lisboa medieval. A alegria do seu discurso reflete aquilo que diz ter sido uma das grandes vantagens da chegada dos tuk-tuk à cidade: a possibilidade de os turistas fazerem passeios com pessoas jovens, que falam várias línguas e que têm formação específica para falar sobre os locais históricos de Lisboa. Algo que muitos taxistas não têm, pelo que Camila rejeita as acusações que as associações de táxi têm feito a este meio de transporte.

Joaquim Martins, taxista com pouso habitual no Largo do Chiado, não tem dúvidas: os tuk-tuk são “uma praga”. E não é o único a pensar assim. “Esta merda devia ser toda incendiada”, grita um taxista da Praça do Comércio que pede para ser identificado apenas como sr. Nogueira. Um colega, que não quis dizer o nome, acrescenta: “Isto só se resolve com os táxis parados e atirando essas merdas todas ao rio”. Segundo relatam, isso até já aconteceu junto às Docas com dois tuk-tuk.» [Observador]
   
Parecer:

Entre um jovem educado que sabe várias línguas e serve de guia e uma besta quadrada que não sabe nada e lhes vai enfiar o barrete é óbvio que os turistas sabem escolher. Os nossos taxistas esquecem que hoje os turistas chegam a Lisboa muito bem informados sobre as suas personagens típicas.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
 Novo Banco lança campanha de imagem
   
«O Novo Banco vai lançar uma campanha publicitária com a nova imagem a partir da próxima sexta-feira e irá de seguida começar a alterar a imagem em todos os balcões, segundo o líder do banco, Vítor Bento. A campanha publicitária irá decorrer na rádio e na imprensa e a mudança da totalidade dos balcões irá decorrer posteriormente, seguindo uma imposição dos reguladores que obriga a que a mesma ocorra no prazo de dois meses de forma a fazer desaparecer a marca BES do Novo Banco.» [Observador]
   
Parecer:

Deve ser para atrair depositantes a converter em lixo num domingo à noite com comunicação prévia pelo Marques Mendes.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
   
 É o mercado estúpidos
   
«As companhias aéreas do Médio Oriente viraram-se para Portugal (e para a Europa) e parecem não querer arredar pé. Para estas empresas, o Velho Continente é uma aposta séria e Portugal tem sido um dos países escolhidos para fazer recrutamento.

De acordo com a edição online do Expresso, num ano e meio, a TAP perdeu 37 comandantes, principalmente para companhias do Médio Oriente (Emirates, Qatar Airways, Etihad Airways) e asiáticas (Korean Air).

As razões? Várias e todas relacionadas com melhores condições de emprego, diz a mesma publicação. Desde salários líquidos superiores aos pagos pela transportadora aérea portuguesa (em 60% a 65%), casas pagas ou subsídios mensais para habitação na ordem dos três mil euros líquidos e até dinheiro para pagar a escola a cada filho.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

A políica de baixos salários não tem grande futuro num mercado laboral globalizado.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se conhecimento ao incompetente Lambretas.»
     

   
   
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