segunda-feira, agosto 04, 2014

Umas no cravo e outras na ferradura



   Foto Jumento


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Liquens da Quinta das Conchas
  
 Jumento do dia
    
Senhor Costa, governador do BdP

O senhor Costa garantiu aos portugueses que havia uma almofada no BES, tranquilizou os seus accionistas e depositantes com sucessivas intervenções, depois de um ano de inércia optou por dar mais umas semanas a Ricardo Salgado para completar o seu ciclo de fraudes financeiras, por fim fez o inevitável, terá ido ao governo dizer que estava à rasca.

O governo desenrascou-o mas condenou-o a poupar Passos Coelho assumindo a responsabilidade de dizer ao país a merda que ia fazer. Como homem corajoso que é encomendou a Marques Mendes que preparasse o ambiente e depois fez uma comunicação às tantas horas da noite de domingo, como a maioria dos portugueses já em férias e uma boa parte deles deitados.

Este Costa não se cansa de fazer figuras trites, por este andar ainda acaba a fazer um biscate de tratador dos pavões dos jardins da residência oficial de São Bento ou, quem sabe, de jardineiro na Quinta da Coelha.

 O silêncio de Cavaco Silva

Depois de o governador do bdP ter dado a cara enquanto Passos Coelho se esconde na Manta Rota resta-nos esperar que Cavaco fique em silêncio na praia dos tomates delegando nas sorridentes e felizes vacas da Ilha Graciosa a comunicação ao país da palavra presidencial sobre o caso BES.
  
 E se...

Marques Mendes acumulou o estatuto de representante oficioso de Passos Coelho com a de porta-voz antecipado do Banco de Portugal e deu a conhecer que nos últimos dias Ricardo Salgado fez o que quis e lhe apeteceu à frente do BES. E se fizermos uma interpretação um pouco diferente dos factos para concluirmos que o governo e o Banco de Portugal deu a Ricardo Salgado várias semanas para resolver os seus problemas.

 Israel: Estado terrorista

Qual a diferença entre um bombista que se faz explodir num autocarro e um piloto de avião ou de um tanque que bombardeia uma escola cheia de refugiados? Apenas uma, o bombista morre com as suas vítimas e o terrorista do avião ou do tanque recebe uma medalha por ter morto cobardemente dezenas de mulheres e crianças.

Aquilo que Israel está fazendo em Gaza não é uma guerra contra o Hamas, é um ataque terrorista ao que resta de um povo e de uma nação conduzido por um governo de canalhas.
  
 Dúvida

O Observador é um bom jornal ou é um bad jornal onde se reuniu o jornalismo tóxico da comunicação social?

 Sinto cada vez mais nojo de certos políticos

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É gente desta, frente de quem não se conhecem grandes méritos cujos valores éticos são os balizados por leis e regulamentos que está destruindo o país, apodrecendo-o por dentro. Se eu fosse esta senhor teria vergonha de sair à rua. Mais um motivo para não voltar a viotar no PS enquanto houver gente desta na sua liderança.
  
      
 Marques Mendes virou bolchevique 
   
«Grande momento de televisão, ontem, na SIC: Marques Mendes, homem até então pacato conservador, aderiu em direto ao Partido Bolchevique. Ele apareceu antibolsista primário, a atacar o Palácio de Inverno do BES, onde se acoitam os czares da família Espírito Santo Romanov, mais os grandes latifundiários, a respetiva guarda de cossacos e os kulaks com pequenas parcelas de ações - a clique possidente, pois. Toda essa tropa branca, no sentido reacionário do termo, para o gulag, já! "Bad bank", chamou-lhe Marques Ulyanov Mendes, linguagem das estepes que pode traduzir-se por assaltantes da estrada. Do outro lado, os trabalhadores do banco e os depositantes - "os que não têm culpa nenhuma", disse Marques Ilyich Mendes - vão acordar no paraíso da Terra que é o supracitado BES extirpado dos reacionários. A mutação do nosso pequeno Lenine não surpreendeu, claro, pelo apelo à punição financeira de quem investe em Bolsa. Se o negócio correu mal, que os Romanov comprem menos ovos Fabergé e os kulaks passem fome, paciência. O surpreendente, mesmo, foi a doutrina ideológica: investir no mercado de capitais, afinal, é intrinsecamente mau. Dito por um ex-líder de um partido de direita é extraordinário. E com duas consequências: 1) a desculpabilização, à partida, de prováveis atos criminosos dos czares e 2) afastar da Bolsa os pequenos investidores, pois, além de terem a carteira esvaziada pelos Romanov, ficam com "culpa".» [DN]
   
Autor:

Ferreira Fernandes.

      
 Na ausência de Cavaco fala a má moeda
   
«O post foi colocado ao início da tarde de domingo, horas antes da decisão que o Banco de Portugal prometeu para a noite de domingo e já depois de Marques Mendes ter explicado os contornos gerais da solução. E é um contundente alerta sobre o que se tem passado e o que se anuncia para segunda-feira. Santana diz que não se pode prejudicar os pequenos investidores no BES da mesma forma que a família Espírito Santo; responsabiliza o Banco de Portugal e a nova administração pelos prejuízos que estes investidores terão; desconfia do modelo em que os restantes bancos podem vir a lucrar com o “novo BES”.

Nesse texto colocado no Facebook, Santana dá o mote: “Anuncia-se uma solução dicotómica para o BES”, entre um novo banco e o ‘bad bank’, que ficará com ativos tóxicos. A solução vai seguir, “os termos (europeus) das novas regras de recurso a uma linha de recapitalização”, que “torna o novo regime especialmente gravoso para os acionistas”, diz o ex-primeiro-ministro. Mas pede: “Pondere-se, no entanto, o seguinte”. E “o seguinte” vai em pontos (que o Observador aqui reproduz, com destaques nossos):


  • “Esta é a primeira vez que o novo sistema vai ser aplicado. Nós, Portugueses, devemos ter cuidado em sermos, de novo, “cobaias” do experimentalismo sócio-financeiro de alguns plutocratas da União Europeia e de um sistema de supervisão recheado de histórias de malogros;
  • O Banco de Portugal andou estas semanas a garantir que o BES estava seguro e que tinha capitais bem acima dos ratios legais pelo que tinha a sua solvabilidade garantida. Foi dito em comunicado oficial que o BES era uma realidade completamente diferente do GES;
  • O novo chairman, Vítor Bento, nomeado na sequência da intervenção do Banco de Portugal, escreveu uma carta com divulgação pública garantindo que todos podiam estar seguros quanto à confiança que o BES merecia;
  • Depois dessas declarações e desses comunicados as ações do BES continuaram cotadas em Bolsa e os depositantes, clientes e pequenos investidores acreditaram na palavra dos citados responsáveis;
  • Pelos vistos, esses responsáveis enganaram-se redondamente, o que é, obviamente, gravíssimo;
  • Segundo as normas da Diretiva da União Europeia, os depositantes devem ser protegidos a todo o custo e os acionistas devem pagar. Mas os acionistas devem pagar todos pela mesma moeda, tenham tido, ou não, responsabilidades na gestão ou na escolha dos gestores? Devem os pequenos investidores ser tratados como se fossem todos da Família Espírito Santo ou dos grandes acionistas comprometidos com a gestão anterior?
  • Então o Fundo de Resolução – os bancos – ficam com o que é bom e os acionistas anteriores ficam com o que é mau? E, depois, a nova entidade é vendida, os bancos são pagos do que emprestaram e, provavelmente, ainda lucram com isso?
  • Vítor Bento foi nomeado para gerir o BES, não para ser o chairman de um banco novo sem problemas. E se o BES continua, não pode Vítor Bento e os futuros acionistas ficarem sem o que dá problema e os atuais pequenos acionistas, que nunca foram a uma Assembleia Geral nem nunca conheceram ninguém responsável pelo BES, ficarem com os prejuízos e, na prática, sem o seu dinheiro.» [Observador]
   
Parecer:

Seguro devia ler atentamente Pedro Santana Lopes em vez de se limitar a dizer banalidades.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Faça-se a sugestão.»
  

   
 zzz
   
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