quarta-feira, dezembro 11, 2013

Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 

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 Jumento do dia
    
Rui Rio

Rui Rio tem duas formas de salvar o seu PSD, candidatando-se à sua liderança correndo o risco de ser derrubado e propondo mais uma vez um pacto ou acordo entre aquilo a que uns designam por arco da governação, mas que prefere designar por filhos do regime. Optou pela mais cómoda e cínica, o seu PSD governou da forma que desejou e para se salvar quer agora transformar o PS em ala do regime.

Mas chamar filhos do regime ao PS, PSD e CDS é um abuso, o PS já existia antes do 25 de Abril e aqueles que o integraram lutavam pela democracia há muitos anos, o PSD é filho da ala menos menos fascista do regime anterior, mas mesmo assim não tanto democrata como agora dizem ser, e o CDS é filho da ala mais conservadora do regime. Enfim, também nisto dos partidos há os que são filhos da dita.

«Rui Rio defendeu, segunda-feira à noite, um compromisso entre os principais partidos para «salvar a democracia». O ex-presidente da Câmara do Porto garantiu, à margem de um evento promovido pela Fundação Mário Soares, que não irá fazer oposição à liderança do PSD de Pedro Passos Coelho.

«Não vou fazer oposição à liderança de Pedro Passos Coelho, nem nunca fiz. Critiquei muitas vezes, mas na lógica de presidente da Câmara do Porto, quando estavam em causa os interesses do Porto. Aí levantei a voz», referiu Rui Rio.

«Não vejo hipótese de sair desta crise política sem um entenfeitmento entre os partidos do regime. Aqueles que são filhos da democracia têm obrigação de cuidar do pai e da mãe. Não podemos pedir esta tarefa a um partido, mas que todos tenham o bom senso para se entenderem. Deviam ir falando desde já», considerou sobre a atualidade política.» [A Bola]
 
 Negociações entre o PS e a direita?

Apenas na condição do PS ter outro líder e após a realização de eleições legislativas. Não faz sentido uma negociação entre Passos e Seguro porque pensam o mesmo sobre quase tudo ainda que o disfarcem e muito menos quando se sabe que o parlamento já não representa a sociedade portuguesa.

Um acordo nestas condições dificilmente é estável e aceitável pelos portugueses.
 
 Não discursou, não falou, não escreveu?

Cavaco Silva habituou os portugueses a irem ler artigos ou livros antigos para conferir as suas opiniões, certificando-se da sua honorabilidade ou coerência política.Mas no caso Mandela apetece pedir a Cavaco Silva que faça um esforço de memória, pode ser que se lembre de um discurso, de um artigo de opinião, de uma entrevistas ou mesmo de um mero comentário onde tenha condenado de forma clara o apartheid e exigido a libertação incondicional de Nelson Mandela.

Convenhamos que para um político que parece querer ficar na história de Portugal e que enquanto foi primeiro-ministro Mandela esteve preso haveria todo o interesse em ter uma posição pessoal e pública e condenação do apartheid e de exigência da libertação de Mandela.

Cavaco já tem um lugar na história de Portugal,esperemos que quando finalmente deixar cargos políticos haja pelo menos um bom motivo para o recordar. Não deixa de ser triste que muitas personalidades tenham sido entrevistadas para falarem de Mandela e Cavaco Silva, que parece querer ficar no Guiness por ter sido o português que esteve mais vezes com o líder negro d Áfric do Sul,só tenha sido entrevistado sobe um momento vergonhoso e pouco digno da diplomacia portuguesa.
 
      
 ... e fundos
   
«A urgência financeira, que dominou o debate público nos últimos anos, lançou uma nuvem de fumo sobre um tema da maior importância para o futuro do País, a médio prazo:
   
A negociação das chamadas "perspectivas financeiras", o quadro orçamental comunitário para sete anos (2014-2020), de onde dimanam os diversos fundos comunitários. É uma evidência que os fundos europeus contribuíram fortemente para o desenvolvimento do País, tendo a sua utilização chegado a ter impacto de cerca de 4% sobre o produto. A negociação dos quatro primeiros "pacotes financeiros" (o actual é o quinto) constituiu sempre uma das tarefas essenciais dos governos, com intensa implicação directa dos primeiros-ministros, pelo que o país não esquece o êxito dos dois "pacotes Delors", da "Agenda 2000" e da negociação feita em 2007 pelo governo Sócrates.
   
A situação financeira em que Portugal vive, com retracção do investimento privado e a escassez de recursos orçamentais, leva a que os fundos comunitários constituam, na prática, o essencial do investimento público disponível para os próximos anos. Se, no passado, uma negociação firme sempre foi considerada fundamental, no momento especial que atravessamos ela teria sido ainda mais importante. Escrevo "teria" porque não foi. Estranhamente, não se viu o primeiro-ministro calcorrear as capitais europeias, como os seus antecessores envolvidos em processos negociais idênticos fizeram, nunca o então ministro dos Negócios estrangeiros deu sinais de estar minimamente mobilizado para o tema, apenas uns secretários de Estado surgiram, na fase terminal da negociação, a tentar rectificar pormenores do que já estava decidido.
   
Tenho uma explicação para o facto das coisas terem sido assim, para o que possa ter sido o "pensamento" estratégico do Governo nesta matéria: "isto vai acabar como a Alemanha quiser.
  
Ora nós precisamos de Berlim para nos dar a mão, no caso do ajustamento correr mal. Por isso, o melhor talvez seja não irritarmos os alemães com grandes reivindicações nos fundos europeus, dos quais nunca iremos tirar mais do que obteremos da posição de bem comportados no cumprimento rigoroso do programa com a ‘troika'. É melhor estarmos quietos!" E estiveram.
  
Assim, sem serem um completo desastre, embora graças a outros, as "perspectivas financeiras" redundaram num pacote português apenas sofrível, disfarçado com a atribuição de uns "cheques separados" para criar uma espécie de ‘trompe l'oeil', logo saudado pelo clube dos eternos beneficiários internos. E o assunto logo morreu, perante a distração do país.
  
E agora? Agora, como se diz na minha terra, o que não tem remédio, remediado está! Mas quer o governo dar um sinal de abertura para o estabelecimento de consensos de regime para os próximos anos? Se sim, deverá propor o estabelecimento de uma estrutura paritária com a oposição para a aplicação dos fundos comunitários até 2020, mas não optando por ser ele a escolher os "seus" socialistas. É assim que se procede noutros civilizados mundos...» [DE]
   
Autor:
 
Francisco Seixas da Costa.
      
 O sevilismo
   
«A austeridade na Grécia faz todos os dias vítimas mortais. Recentemente, houve três pessoas que morreram em virtude de incêndios causados por lhes terem cortado a electricidade. Na verdade, o Estado grego lançou um imposto sobre a propriedade imobiliária que é pago na conta da luz, procedendo ao corte de electricidade quando esse imposto não é pago. As pessoas que não têm condições para pagar o imposto são, assim, sujeitas de repente às brutais temperaturas deste rigoroso Inverno, tentando por isso fazer fogos domésticos, com consequências trágicas.

Mas o governo de Atenas, pressionado pela troika, cria ainda mais impostos que, naturalmente, os seus cidadãos também não irão conseguir pagar. Por esse motivo, a troika diz que está a perder a paciência com a Grécia, exigindo ainda mais austeridade, sem o que não empresta ao país o dinheiro necessário para que ele possa funcionar. É evidente como isto vai acabar e não vai ser nada bonito de se ver. E o pior é que Portugal vai exactamente pelo mesmo caminho.

No entanto, o governo português, em vez de se solidarizar com o povo grego, decidiu, pelo contrário, mandar um secretário de Estado à Grécia para industriar os gregos a seguir, atentos, veneradores e obrigados, as posições alemãs. Já sabíamos que o servilismo e a subserviência em que o país hoje vive não têm paralelo na história de Portugal. Podiam poupar-nos, porém, era a sua exibição lá fora, especialmente em relação a países que estão no mesmo barco que nós.» [i]
   
Autor:

Luís Menezes Leitão.
   
   
 Depois dos estaleiros de Viana a TAP
   
«O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, considera que a TAP não conseguirá recuperar «sem um processo de privatização», sendo preocupação do governo encontrar uma oportunidade de poder concretizar esse plano.

Em entrevista ao Jornal de Negócios, sublinhou a urgência: «As nossas preocupações nesta altura centram-se em encontrar uma oportunidade de poder concretizar a privatização da TAP, que é um problema sério que nós temos. A companhia visivelmente não conseguirá recuperar nos próximos anos sem um processo de privatização». O Estado não tem condições para aumentar o seu capital e não pode transferir ajudas do Estado.»» [A Bola]
   
Parecer:

Parece que a nova ladainha que justifica todas as golpadas são as ajudas do Estado, o falso argumento já foi usado para o estranho negócio dos estaleiros. Agora parece estar a ser usado para vender a TAP.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Preparemo-nos para mais um negócio que suscitará muitas dúvidas.»
     

   
   
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