quarta-feira, dezembro 25, 2013

Umas no cravo e outras na ferradura



 
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O Pai Natal enforcou-se no Rossio, Lisboa
  
 Jumento do dia
    
Rui Machete, uma espécie de ministro dos Negócios Estrangeiros

Rui Machete esperou pelo inquérito conduzido por um governo guineense que ele próprio não reconhece para tomar uma posição sobre o embarque forçados dos sírios num avião da TAP. Enfim, a isto chama-se baixar as calças.

É ridículo o governo português nada fazer, limitando-se a encostar-se às decisões da TAP e vir agora exigir consequências internas ao governo guineense que não reconhece. Isto é, um incidente internacional fica internacionalmente impune graças ao medo do ministro.

«Num comunicado divulgado pelo gabinete do ministro dos Negócios Estrangeiros, o Governo de Passos Coelho diz que "o embarque forçado, através de pressão e coerção por parte de autoridades guineenses sobre funcionários da TAP, de 74 passageiros com documentação reconhecidamente falsa", com destino a Lisboa, no passado dia 10 de dezembro, "é absolutamente inaceitável". 

A Comissão de Inquérito ao embarque de 74 sírios no voo TP 202, presidida por Saido Baldé, ministro da Justiça da Guiné-Bissau, divulgou segunda-feira as conclusões do inquérito que aponta para a intevenção direta do Ministro do Interior da Guiné.» [Expresso]

 
 Que se lixe Lisboa

Perante a política de direita mais brutal, a liberalização da legislação labora, as descidas salariais e tudo o mais que a troika ou a coberta da troika tem sido imposto aos portugueses, qual é o inimigo número um do PCP e da CGTP? É a Câmara Municipal de Lisboa, os lisboetas vão pagar com lixo terem votado em António Costa.
 
      
 O Tribunal Constitucional
   
«1- O Tribunal Constitucional honrou a justiça portuguesa, desgraçadamente tão desprestigiada, como as sondagens revelam. A decisão do Tribunal, apesar das pressões que sofreu, portuguesas e estrangeiras, inaceitáveis, foi límpida e clara, honrando a Constituição da República, que o Governo e o Presidente da República juraram respeitar.

O atual Governo teve uma derrota histórica que eticamente o devia fazer demitir-se, se tivesse algum sentido de dignidade. Mas não. Houve apenas um secretário de Estado que se demitiu, Hélder Rosalino, e com ele dois assistentes, Lobo d"Ávila e Fernando Santo, embora sem invocar a derrota do Governo.

Mas casos semelhantes vão começar a manifestar-se, depois da derrota que o Governo sofreu e não tem remédio. A própria troika está com dúvidas e, por isso, tanto queria meter o Partido Socialista no que chama o consenso interpartidário, o que seria um suicídio para o PS, como é evidente.

A verdade é que a derrota do Governo resultou da unanimidade dos juízes do Tribunal Constitucional e não se apagará com facilidade nos próximos tempos. Pelo contrário. O Governo, que estava moribundo e sem rumo nem estratégia, fica agora com cada vez mais dificuldades para continuar. Nada fará de novo.

O vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, tão vaidoso do seu novo título, apesar de não ter qualquer consistência, está cada dia a destruir mais o seu próprio partido. Não tem relógio que o salve. Encravou-se antes de poder dar horas, com o que se sabe agora do que fez e deixou ao desbarato nos Estaleiros de Viana do Castelo. Com ou sem o acordo do seu colega de Governo e ministro da Defesa, Aguiar-Branco.» []
   
Autor:
 
Mário Soares.
     

   
   
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