quinta-feira, dezembro 05, 2013

Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 

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Peniche
  
 Jumento do dia
    
Assunção Cristas, uma espécie de ministra

Assunção Cristas aproveitou o facto de a UNESCO ter considerado a dieta mediterrânica no património imaterial da humanidade para falar de uma grande conquista para os agricultores e produtos portugueses. Ficou evidente que a ministra nem sabe o que é a dieta mediterrânica e, mais grave ainda, ignora que a candidatura não era exclusivamente nacional. Curiosamente entre os parceiros de candidatura estão precisamente os países cujas agriculturas concorrem com a portuguesa.

Santa ignorância...

«Sem discussão e sem objecções, e com o presidente da mesa a realçar que ninguém se opunha à classificação, “até porque todos gostam desta comida”, Portugal viu consagrada a candidatura conjunta com a Croácia e Chipre, mas também com Espanha, Marrocos, Itália e Grécia – estes últimos quatro países tinham já os seus nomes e a sua dieta mediterrânica inscritos nos bens patrimoniais da UNESCO desde 2010, mas associaram-se agora aos outros três numa candidatura renovada e mais abrangente e que foi liderada pela Câmara Municipal de Tavira.» [Público]
 
 O Sócrates já estava com saudades do Correio da Manhã

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Conclusão: o filho sai à mãe...
 
 A esposa de Relvas quer uma menina

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E o papá babado quer que a menina nasça já com uma licenciatura concluída, agora só resta decidir o curso e a universidade onde o feto deverá ser inscrito.
 
 Então não aguentamos?


Como na secretaria de Estado das Infraestruturas, Transportes e Comunicações não há juristas foi necessário ir buscar o filho do Ulrich, um rapazola que começou a trabalhar há dois anos (o rapazola começou a trabalhar aos 27 anos e já chegou a adjunto)! Agora é o Estado que o vai formar até que o papá ache que está pronto para outros voos.

Há uma coisa que está garantida, se o rapazola sair ao país será o adjunto mais obediente. Mas o rapazola está de parabéns, ao contrário do pai conseguiu acabar a licenciatura.
 
 Propaganda: a intimidade familiar


Os políticos manhosos sempre usaram a intimidade para fazerem passar a mensagem de que vivem os problemas do cidadão comum, são gente comum como nós e por isso nos identificamos com ele. A máquina de propaganda de Hitler não esqueceu este pormenor.
 
 O Freeport e os estaleiros

Durante muitos anos a suposta rapidez na avaliação do processo Freeport alimentou a suspeita de corrupção e as investigações que apenas serviram para produzir documentos que depois apareciam milagrosamente em todos os jornais. Parece que no negócio dos estaleiros há ingredientes muito semelhantes mas em dose reforçada. Será que a Manuela Moura Guedes vai produzir uma telenovela em vídeo e as peças do processo vão aparecer diariamente na comunicação social?

Aposto que a Procuradoria Geral a República fez grandes progressos no combate às fugas ao segredo de justiça e desta vez nada se saberá sobre o que for apurado no processo. Ficam aqui os parabéns antecipados aos magistrados.
 
 Desempregado dá uma preciosa ajuda ao merceeiro holandês

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Avisou que ia roubar o Pingo Doce da Baixa e o merceeiro aproveitou para promover uma mega campanha de publicidade à borla. O que o Pingo Doce ganhou em notícias simpáticas dava para lhe arranjarem um emprego no serviço de marketing da Jerónimo Martins.

Foi mesmo uma tentativa de roubo ou esta acabou numa manobra combinada?

 A evocação de Sá Carneiro

Passos Coelho falou para uma sala quase vazia onde quase só apareceu Marcelo Rebelo de Sousa, um sinal de que está a engolir todos os sapos para garantir o apoio do PSD à sua candidatura presidencial.
 
 Coisas da máquina de propaganda
 
Desde que Paulo Portas é assumidamente o líder ideológico do governo aquele que faz de conta que é o primeiro-ministro desdobra-se em discursos transmitidos em direto e em simultâneo pelos canais de informação das três televisões. O problema é que ninguém tem paciência para o ouvir, isto é, a estratégia de Paulo Portas, que nesta tarefa é secundado pela Santinha da Horta Seca, revela mais inteligência o que, aliás, não é motivo de admiração.
 
      
 A moral de desobedecer
   
«Salazar afastou-nos da política. Alegava que percebíamos pouco ou nada dos enredos que determinavam o processo histórico. Para cumprir o projecto serviu-se do sarrafo e do cantochão: da violência e do servilismo cúmplice da Igreja católica. Calafetou-nos com a censura, a polícia, uma escola com esquadrias implacáveis, o temor religioso que nos imbecilizava, a criação de uma clique paralisante e ignara; e a colocação, nos postos de comando e de poder, de serventuários inescrupulosos. Leitor de Maurras, de Sorel e de Gobineau, cujo Les Plêiades absorvera, entusiasmadíssimo, na juventude, conhecia muito bem o que desejava. "Sei o que quero e para aonde vou", dissera, num tom ameaçador que passou despercebido, mesmo aos homens da Seara Nova.

A arteirice do seu comportamento possuía qualquer coisa de irónico. Quando Alfredo da Silva, o grande industrial, fundador da CUF, se lhe foi queixar da mediocridade do ministro da Economia, Salazar respondeu: "Olhe que o outro será pior." Promovia a ascensão dos ambiciosos, sobretudo dos que abjuravam dos ideais, e a história dos seus governos está repleta dessa gente. Alguns, mantinham uma relativa ética republicana, de onde procediam, e do ideário maçónico, do qual se não tinham completamente dissociado.

Esta caracterização tem semelhanças, nada abusivas, com o político actualmente no poder. É apenas uma verificação histórica. Acontece um porém: Salazar era culto e bom manejador da língua. Frequentador, com mão diurna e mão nocturna, dos padres António Vieira e Manuel Bernardes, consumia pelo menos 36 horas a redigir os discursos mais importantes. O que nos calhou agora é aquilo que tem provado à exaustão. Mas a consciência antidemocrática é comum aos dois. Por muito que este encha a boca com a palavra "democracia", ele e sua prática são quase um sacrilégio, enquanto o outro só a proferia raramente e, claro!, para a escarmentar.

Somos responsáveis por um e por outro. Muito respeitadores por quem nos desrespeita, nos violenta e nos agride com mentiras e omissões, os nossos protestos quedam-se na obediência à estrutura "orgânica", por natureza cumpridora e legalista. Cito Cornelius Castoriadis (ao qual voltarei, em breve, porque estou a relê-lo): "...a honestidade, o serviço de Estado, a transmissão do saber, a obra feita (...) vivemos em sociedades nas quais estes valores se tornaram, com pública notoriedade, irrisórios e em que apenas importa a quantidade de dinheiro que se mete no bolso, de qualquer maneira, ou o número de vezes que se aparece na televisão."

Os episódios ocorridos na escadaria do Parlamento, e na "invasão" de quatro ministérios, representam veementes censuras ao recalcamento que este Governo nos aplica. O direito à desobediência impõe-se, quando o poder cria formas e estimula métodos contrários aos princípios das próprias noções de convivência social.» [DN]
   
Autor:
 
Baptista Bastos.
   
   
 Portugal já foi metido na linha
   
«Pode ser mais do mesmo. Os responsáveis da Comissão Europeia e do FMI dizem uma coisa e os técnicos que acompanham no terreno os programas de ajustamento dizem outra e obrigam os governos dos países resgatados a cumprir as suas ordens. Mas ontem, em Bruxelas, Olli Rehn, comissário europeu para os Assuntos Económicos, reconheceu que países como Portugal e Espanha, que viviam acima das suas possibilidades, já fizeram os ajustamentos necessários. Palavras estranhas quando se sabe que a troika, que chega hoje a Lisboa (ver páginas 16 a 19), insiste na baixa dos salários do sector privado, com o FMI à cabeça, e que a Comissão Europeia não se conforma com o Código do Trabalho aprovado em Concertação Social em 2012.

As afirmações de Olli Rehn merecem ser lidas com atenção: "Os mais recentes dados do Eurostat mostram que as economias de Espanha e Portugal voltaram a território positivo, têm sido feitos muitos progressos na economia da zona euro, e em particular nos países sob programa de ajustamento, reconhecidos pelos parceiros internacionais e forças de mercado e pelo próprio relatório "Euro Plus Monitor", que reconhece que estes países já não vivem acima das suas possibilidades.» [i]
   
Parecer:

Os candidatos a comissários europeus deviam ser submetidos a testes anti-canalha.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Proponha-se.»
  
 Começou a peixeirada no PSD
   
«A dirigente social-democrata Teresa Leal Coelho afirmou esta quarta-feira que, se "os barões do PSD" querem retirar Pedro Passos Coelho da liderança do partido, terão de ser eleitos pelos militantes.

Teresa Leal Coelho assumiu esta posição a propósito de notícias que associam a apresentação de uma nova plataforma de debate político na área da social-democracia, também esta quarta-feira, no Porto, ao lançamento de Rui Rio para a liderança do PSD.

"Quem retira Passos Coelho da liderança do PSD são os eleitores do PSD, não são os barões do PSD", declarou a deputada e dirigente social-democrata aos jornalistas. "É muito legítimo que tenham anseios de ascender ao poder no PSD, mas para isso terão de ser eleitos", acrescentou.» [DN]
   
Parecer:

Vai ser o bom e o bonito, ainda vão meter o Silva ao barulho.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Ó Ilda mete os putos na barraca porque vai haver pedrada!»
   
 Notícia curiosa
   
«Uma mulher de nacionalidade chinesa, com 35 anos, foi cercada por três mulheres portuguesas, pelas 12.20 de terça-feira, no cruzamento das ruas Ferreira Borges e Coelho da Rocha, no bairro lisboeta de Campo de Ourique. As ladras levaram-lhe um saco com 35 mil euros, dinheiro que a mulher , dona de uma loja chinesa, se preparava para depositar no banco Montepio. A seguir ao assalto, a vítima desatou a esbracejar e a pedir ajuda, o que chamou a atenção de um agente da PSP que correu atrás das três suspeitas. O polícia evitou que o táxi onde as três se meteram arrancasse. Já na esquadra, um amigo da vítima, também chinês, fez de tradutor da mulher. Explicou que, dos 35 mil euros que a compatriota trazia num saco, 15 mil vinham de prémios obtidos no Casino Estoril e, os restantes, da venda de loiças chinesas e de artigos em leilões. As três assaltantes já estavam referenciadas nas autoridades por furtos.» [DN]
   
Parecer:

Uma chinesa com sorte no casino e azar na rua....
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se conhecimento ao fisco.»
   
   
 Uma família como a nossa
   
«Laura Ferreira já está a pensar no Natal e no aconchego familiar próprio desta época do ano. "O nosso Natal é como o de todos os portugueses, mas acima de tudo o importante é estar em família", admite a mulher de Pedro Passos Coelho.
  
Laura revela ainda, à margem da apresentação do site da Casa dos Rapazes, o que não pode faltar à mesa na consoada. "O bacalhau", diz a rir. 

A fisioterapeuta sublinha que vai para a cozinha fazer todas as iguarias natalícias, e que tem uma ajuda muito importante, a do primeiro-ministro. "Ele vai para cozinha, é a grande conquista do homens do século XXI é serem pais fantásticos e ótimos donos de casa", garante.» []
   
Parecer:

Como é simpático sabermos que na intimidade a família do primeiro-ministro é como a de todos os portugueses, se calhar até passa pelas mesmas dificuldades.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se»
   
 Haverá lodo no estaleiro?
   
«O Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) está a “acompanhar e a analisar” o processo relativo aos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC), disse hoje à Lusa fonte da Procuradoria-Geral da República.

“O DCIAP está a acompanhar e a analisar os expedientes e os processos relativos aos Estaleiros Navais de Viana do Castelo a fim de apurar a existência de factos com relevância criminal e agir em conformidade”, disse a fonte.

Contactada pela Lusa, fonte do Ministério da Defesa Nacional (MDN) disse apenas que irá colaborar com a Procuradoria, se tal for solicitado.

“O MDN colaborará, como sempre colabora, com a Procuradoria-Geral da República em todos os processos em que seja solicitado”, disse a fonte.» [i]
   
Parecer:

Da suspeita já o ministro não se livra.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Aguarde-se pelos resultados.»
     
 Aguiar-Branco, um estranho ministro

«O ministro da Defesa Nacional responsabilizou hoje o governo anterior pela situação que levou ao encerramento dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo, com o PS a desafiar o Governo a assumir a "opção política" do fecho.

Na audição parlamentar, o ministro José Pedro Aguiar-Branco reiterou que havia "ajudas públicas ilegais" de 181 milhões de euros que foram atribuídas entre 2006 e 2011 que não poderiam ser juridicamente justificáveis.

Num dos momentos mais tensos da audição, o deputado do PS Marcos Perestrello acusou o ministro de ter iniciado o processo de encerramento antes de a Comissão Europeia ter iniciado a investigação às ajudas ilegais e confrontou o ministro com a "injeção de 101 milhões de euros em 2012" aos ENVC.

"Essas ajudas concedidas em 2012 foram resgate de crédito bancário. Em 2012, o ministro retirou todas as dívidas que os estaleiros tinham à banca para o poder fechar sem que nada ficasse em dívida", acusou o deputado.


Na resposta, José Pedro Aguiar-Branco disse ser "evidente que o governo não injetou dinheiro algum nos estaleiros" afirmando que "o que houve foi um assumir, por via da Empordef (Empresa de Defesa Nacional) de responsabilidades contratadas pelo governo anterior".» [i]

Parecer:
   
Começa a ser uma marca deste governo, Passos Coelho ainda prometeu que nunca se desculparia com o governo anterior mas essa promessa não passou, afinal, de mais uma das suas mentira, a verdade é que é um comportamento comum a vários ministros, quando se sentem enrascados por estarem entre a espada e a parede.

Este senhor de que parece se aproveitar o penteado e pouco mais andou semanas a dizer que a entrega dos estaleiros quase à borla era um excelente negócio, mas só agora que se começam a suscitar suspeitas em relação ao negócio é que se lembrou de atirar caca para a ventoinha na esperança de sujar o governo anterior.

Se este negócio já suscitava dúvidas com esta actuação de alguém que parece enrascado suscita ainda mais. Não seria de admirar que ou o governo ou a empresa beneficiária se lembre de um qualquer impedimento para anular o negócio, o que não seria nada de novo, já sucedeu com a venda da TAP, quando se começou a duvidar do papel do Relvas no negócio este foi anulado e uns tempos depois o Relvas parece ter partido para a clandestinidade.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sugira-se a Aguiar-Branco que faça como o Relvas e passe à clandestinidade.»
   

   
   
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