sexta-feira, julho 05, 2013

Manobras oportunistas

Aquilo a que o país assiste é ao juntar de todos os exércitos do oportunismo luso numa espécie de manobras militares e o tiro de partida foi dado por Gaspar. A carta do ex-ministro das Finanças, que ele julgou que seria elogiada como um gesto de dignidade digno de quem foi educada pela avó Prazeres, de Manteigas, não passou de uma manobra canalha, tão canalha que o pobre diabo precisou de se vitimizar de seguida, soprando para a comunicação social que, coitadinho, até lhe cuspiram quando foi às compras sem segurança.
  
Aquele que há poucos dias gabava os sucessos e prometia o céu aos que aceitassem tomar banho nos chuveiros do seu Auschwitz, de repente, decidiu fazer uma exibição de honestidade e foi-se embora sem pagar o imenso investimento que o país fez nos seus estudos. A manobra de Gaspar é de puro oportunismo, ele sai porque sabe bem a desgraça a que conduziu o país e tudo o que fez nos últimos meses, incluindo o simulacro de ida aos mercados, foi mais a pensar em si do que no país.
  
Ainda que o seu gesto possa interessar à oposição, a manobra de Paulo Portas é digna de um canalha e em vez de uma exigência de eleições antecipadas a esquerda deveria ter exigido a continuação do governo e dito a Paulo Portas que Roma não paga a traidores. Enquanto o povo vive em dificuldades dois sacanas, Gaspar e Portas, andam à muito a tratar das suas vidas. Todas os passos de Paulo Portas nos últimos meses visam ficar com a pasta da Economia, isto é, com o acesso à distribuição dos dinheiros e às respectivas comissões.
  
Sabendo dos riscos que corria, Paulo Portas foi canalha ao ponto de andar a piscar o olho à esquerda, desta forma se as suas ambições conduzissem a eleições antecipadas teria a porta aberta a uma coligação com o PS, podendo beneficiar do conforto judicial que representa estar num governo num momento de crise nacional.
  
Paulo Portas e Vítor Gaspar não passam de exemplos de personagens para quem as ambições pessoais estão acima de quaisquer considerações de ordem nacional, não hesitando em penalizar em penalizar milhões de portugueses, em destruir milhares d empresas ou de forçar muitos milhares de portugueses a abandonar o seu país a troco da mesquinhez das ambições pessoais.
  

Um pretendia currículo e não hesitou em usar o apoio da troika para transformar os portugueses em anexo de testes de artigos de professores de Harvard que nem souberam fazer contas. O outro mais não quer do que andar perto do pote pois sabe que depois deste governo chegará o fim da sua já longa carreira política recheada de canalhices e traições pessoais.
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