sábado, julho 27, 2013

Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Tempo de praia
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Praia do Cabeço, Castro Marim
   
Até meados de Agosto vou andar por ali, pelo que a publicação neste blogue vai apresentar sintomas de arritmia, nada que não seja mais difícil de superar do que as toxina da Maria Luís.
    
 A encenação

Ou o pessoal do governo se enfrascou ante da posse dos remodeladores e estavam todos bêbados ou o país asssitiu a uma encenação colectiva de felicidade, até o Paulo Portas que parecia que andava com os ditos apertados apareceu todo sorridente e apaixonado pela personagem do Rui Machete.

Quem não conhecesse essa gente até ficaria a pensar o PSD tinha acabado de ganhar as eleições, que a ministra das Finanças nunca tinha sido toxicodependente financeira e que o Paulo Portas tinha voltado a aderir ao PSD e pedido perdão a Cavaco por tudo o que disse dele no Independente.

 O cumprimento
 
Ninguém reparou, mas na cerimónia e posse não havia apenas um homem do BPN, na verdade houve mesmo um simpático abraço entre um ex-reponsável da SLN e um ex- administrador do Banco Efisa. Aliás, o segundo até já deu uma entrevista onde elogia a escolha do primeiro.

Adivinha: qual foi o ex-administrador do Banco Efisa que esteve presente na cerimónia? Uma pista: procurem no Google por "elogia escolha de Rui Machete".
 
 O governo que era zipado

Ao ritmo a que este governo cresce a próxima reunião informal do Conselho de Ministro terá de se realizar nas bancadas do Estádio Nacional.
 
 O Pinóquio já não precisa de morrer infeliz, tem a sua Pinóquia
 
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 A dissimulação
   
«Paulo Portas decidiu-se: escolheu dissimular. Assim sendo, o anunciado “segundo ciclo” de governação da direita será, assumidamente, o ciclo da dissimulação. E o espectáculo já começou.

No mesmo comunicado em que, por razões de alegada "consciência", anunciou a sua famosa demissão "irrevogável", Paulo Portas antecipou, com impressionante franqueza, o que significaria continuar no Governo. Explicou ele, preto no branco: "ficar no Governo seria um acto de dissimulação". É sabido que depois, pensando melhor entre a demissão e a dissimulação, Portas decidiu-se: escolheu dissimular. Assim sendo, o anunciado "segundo ciclo" de governação da direita será, assumidamente, o ciclo da dissimulação. E o espectáculo já começou.

Como explica o Dicionário da Porto Editora, "dissimulação" é o "acto ou efeito de dissimular; fingimento, disfarce; ocultação". E "dissimular" é "fingir" ou "fazer parecer diferente". A propaganda ostensiva dos últimos dias prova que o desafio assumido por este Governo remodelado é esse mesmo: fazer parecer que é o que não é.

O primeiro fingimento, demasiado grosseiro para passar despercebido, consiste na tentativa de fazer passar este Governo remodelado por um "novo Governo". A intenção é óbvia: fugir às responsabilidades pelos resultados desastrosos dos últimos dois anos - como se estes devessem ser facturados não ao Governo de Passos Coelho e Paulo Portas mas a essa outra entidade, entretanto desaparecida: o "Governo do primeiro ciclo". Mas não há disfarce que resista: 

o Governo que Gaspar reconheceu falhado e desacreditado, e que o País viu dividido e desautorizado, é este mesmo Governo que Passos Coelho e Portas conduziram até aqui, com 127% de dívida pública, 10,6% de défice, 4% de recessão e quase 18% de desemprego. Nenhuma renovação de caras, nenhuma revisão orgânica, nenhuma redistribuição de poder poderá apagar estes dois anos de falhanço, desastre económico e tragédia social. 

O segundo fingimento não é menor do que o primeiro e diz respeito à própria ideia de um "novo ciclo". É aí que Paulo Portas terá de jogar o melhor das suas habilidades na arte da dissimulação para cumprir uma estratégia de absoluta duplicidade: garantir continuidade à ‘troika' ao mesmo tempo que se promete mudança aos portugueses. É certo, a escolha do discurso e dos protagonistas pode ajudar. Mas não é tudo. Há-de chegar o momento da verdade, sem lugar para mais fingimentos nem disfarces: o Orçamento para 2014 e o corte de 4.700 milhões de euros. O novo ciclo confirmar-se-á, então, como um segundo ciclo de austeridade, com mais cortes nas pensões e nos salários. Com mais despedimentos na função pública e com mais desemprego. Nesse dia, cairá a máscara.

Ao fim de dois anos de reconhecido falhanço e três semanas de crise política, o Governo, a mando do Presidente da República, propõe-se perguntar ao Parlamento se é digno de confiança. Mas, verdadeiramente, não é sobre isso que o Parlamento lhe vai responder. O que vai ser votado é o juramento de fidelidade do CDS a um Governo que queimou, uma a uma, todas as bandeiras políticas que fizeram a identidade do CDS - dos contribuintes, aos pensionistas. E que, com maior ou menor dissimulação, vai continuar a fazê-lo. Ficaremos então a saber o que já se suspeitava: a identidade do CDS é revogável.» [DE]
   
Autor:
 
Pedro Silva Pereira.
   
   
 Governo usa fraldas para incontinentes
   
«“Dois ou três chumbos inviabilizarão as metas e não temos alternativa”, afirmou ao Sol fonte governamental.

O semanário noticia hoje que o “Governo está assustado” e que o maior medo do Executivo nesta altura, depois da acalmia provocada pela comunicação do Presidente da República, que pediu um Governo até ao final da legislatura, deve-se à atitude do Tribunal Constitucional face às novas medidas de contenção na despesa.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Pois, o voto do PS dava muito jeito.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
 Afinal havia outro...
   
«Cavaco Silva não enviou apenas um observador para as recentes negociações tripartidárias mas também uma carta detalhada aos três partidos – PSD, CDS-PP e PS – que serviu de guião, noticia hoje o jornal Sol, que adianta que o intuito era abrir caminho à renegociação com a troika.

A carta tinha o carimbo de “confidencial e pessoal” e foi enviada logo na sexta-feira, dia 12, dois dias depois do discurso de Cavaco Silva ao País. O objectivo foi assegurar que não restavam dúvidas sobre o que o Presidente pretendia em torno do “compromisso de salvação nacional” e transmitir que o objectivo central de Cavaco era um acordo concreto que pudesse abrir caminho a um pedido conjunto para rever o memorando de entendimento com a troika, ou seja, não bastava chegar a um documento vago.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:
 
Afinal, quem fez pressões sobre Seguro, alguém do seu partido ou alguém do PSD que tem gabinete em Belém?
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Vomite-se.»
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