domingo, junho 22, 2014

Semanada

Cada dia que passa são menos os militantes e estruturas do PS que acreditam em Seguro e fica cada vez mais evidente que o ainda líder do PS só ganharia as directas com os votos de simpatizantes e se estes forem naturais de Castela ou mobilizados nas bases do PSD. Mas Seguro, o brilhante político cuja inteligência se sente à distância, está convencido de que com os estatutos do seu lado pode ser líder do PSD até à eleições e que as vai ganhar sem o voto dos simpatizantes e eleitores do PS. Quem terá explicado esta tese a Seguro, terá sido o Brilhante ou o Beleza? A última que se soube foi recordada pelo Câmara Corporativa, o tal rapaz que marcou umas directas para 28 de Setembro porque os opositores queriam a fraude de ser eleitos em férias em plena época de férias, chegou a líder através de uma directas realizadas a 23 de Julho e com um congresso que decorreu nos dias 8 e 9 de Setembro. Digamos que o rapaz que já ardeu no madeiro de Penamacor não tem o mais pequeno sentido da honestidade.
  
Sempre que não tem como explicar as suas decisões Cavaco utiliza um de entre três argumento, que já avisou há uns tempos, que fez o que sugeriram os pareceres ou que faz o que os seus antecessores fizeram. Como Passos Coelho disse que ia contratar Cavaco para levar as medidas ao TC o ainda presidente percebeu que estava no papel de moço de recados e sentiu-se obrigado a explicar que ele próprio tinha pedido a um presidente para enviar um diploma para o TC. Só que se esqueceu de referir que não o fez em público dizendo ao presidente o que devia ou iria fazer e que neste caso vai enviar ao TC medidas que sabe serem inconstitucionais e depois de não ter enviado as mesmas medidas em ocasiões anteriores, com base em pareceres que diziam que estavam muito bem. Se isto não é ser moço de recados, então o que será?
  
Aqui costuma escolher-se o "Jumento do Dia", mas desta vez e a título excepcional vamos escolher uma figura da semana, não será o jumento mas sim a de palhaço da semana, homenagem exclusiva que vai para Miguel Poiares Maduro. Este rapazola foi apresentado como um grande intelectual, uma escolha brilhante que até foi certificada por António Barreto, o então assalariado da Jerónimo Martins e líder do Tea Party do merceeiro holandês. Pois o brilhante académico decidiu gozar com o TC dizendo que só pagava subsídios a alguns funcionários, mas a decisão do brilhante académico e especialista de direito constitucional durou poucas horas, no dia seguinte o ministro da Presidência veio dizer o contrário e o Maduro revelou-se, afinal um "verde" feito a martelo, digamos que tendo por função mais evidente o acompanhamento da selecção do Paulo Bento o ministro da Presidência deu um pontapé no cu do Poiares.
  
Quase tão brilhante quanto o Maduro mas ainda um pouco verde nestas andanças dos golpes baixos foi o Brilhante do Seguro. No PSD há quem se queixe dos juízes do Tribunal Constitucional que foram escolhidos pelo partido e agora em vez de obedecerem a Passos Coelho têm o desplante de serem fieis à Constituição. No PS o Brilhante Dias queixa-se dos deputados que foram escolhidos pelos eleitores do PS e agora em vez de obedecerem a Seguro andam a fazer política partidária. Até parece que é o PSD que paga os vencimentos dos juízes e que os eleitores que votaram PS nas últimas eleições estão perdidos de amor pelo Seguro.
  


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