segunda-feira, junho 16, 2014

Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 

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Libelinha, Praia do Cabeço
  
 Jumento do dia
    
Jerónimo de Sousa

Com eleições antecipadas a esquerda não apresentaria uma alternativa. Se o PS ganhasse teria de se coligar com o PSD pois o PCP exigiria o comunismo como condição. Perante este cenário e impasse a direita teria todas a condições para ganhar as eleições e legitimar a sua política. O que ganha o povo e o que ganharia o PCP com eleições antecipadas.
 
Toda a gente sabe que é a direita a principal interessada em eleições antecipadas, a mesma direita que o PCP ajudou a chegar ao poder e contra a qual tem feito uma oposição simbólica, se comparada com a oposição que promoveu ao governo anterior. O povo nada ganharia a não ser mais miséria, mas isso não é problema para um partido que se serve do povo, mas o PCP teria muito a ganhar, talvez conseguisse mais uns votos do PS e absorveria mais uma fatia do BE.
 
A estratégia do PCP é puro cinismo, o mesmo cinismo de quem mandou o Mário Nogueira apupar Cavaco Silva e pedir a sua demissão e agora vai a Belém armado em líder da esquerda pedir ao mesmo Cavaco que lhe faça um frete ao PCP e à direita, a mesma direita com que se costuma coligar nas autarquias.
 
«O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, anunciou este domingo que vai defender a demissão do Governo e a antecipação das eleições legislativas, na audiência com o Presidente da República na segunda-feira.

Cavaco Silva "deveria demitir" o Governo e "convocar eleições antecipadas", sendo este "o fundamento do pedido da audiência" com Cavaco Silva, afirmou Jerónimo de Sousa em declarações aos jornalistas numa pedreira de mármore em Vila Viçosa, durante uma visita ao Alentejo, a convite da Entidade Regional de Turismo. 

"Solicitámos esta audiência com o Sr. Presidente da República num quadro que consideramos da existência de uma crise política e de uma crise institucional". » [DN]
 
 Os próximos juízes do Tribunal Constitucional

Aqui fica uma lista de personalidades que o PSD pode muito bem sugerir para juízes do TC:
  • Dias Loureiro,
  • Maria Cavaco Silva
  • Fernando Lima
  • Marques Mendes
  • Oliveira e Costa
  • Fernando Seara
  • Isaltino Morais
  • Valentim Loueiro
  • manuel Moura Gueds
  • Miguel Relvas
 
      
 E agora para desenjoar do futebol
   
«O México marca três golos e ganha por 1-0. E ninguém pede a aclaração do resultado? A seleção espanhola, vencedora das eleições europeias em 2008 e 2012, e das intercalares mundiais, em 2010, leva uma cabazada em 2014. E é o Rei que abdica? Ainda no mesmo jogo foi notório que os espanhóis estavam à espera do que lhes aconteceu. Não repararam que já no hino eles ficaram sem palavras? O povo das bancadas do estádio Itaquerão assobia Dilma Roussef por causa da corrupção. E não é que os mesmos, pouco depois, aplaudem Fred por enganar o árbitro com um penálti? Aliás, Dilma Roussef está contentíssima com este Mundial. Enfim, há alguém mais vaiado que ela: Diego Costa, o brasileiro que virou espanhol. Entretanto, este Mundial já encontrou o campeão da diversidade tática: a Holanda tanto ataca com o Van Persie armado em drone americano como lança Robben com a rapidez dos jihadistas sunitas. Os alemães passam os últimos anos a pôr os portugueses de joelho. E admiram-se que um português se queixe do mesmo? Outra coisa, se foi Felipão quem trouxe o Hélder Postiga para a seleção, porque é que agora, quando dava mais jeito, deixou de o convocar? O pai Le Pen prefere que a França não jogue com Evra, Matuidi, Mavuba, Pogba, Sagna e Sissoko, porque são pretos. Já Marine, a filha, tem ideias mais modernas: só será contra Evra, Matuidi, Mavuba, Pogba, Sagna e Sissoko e todos os que são pretos caso a França não ganhe hoje às Honduras.» [DN]
   
Autor:
 
Ferreira Fernandes.
      
 Vergonha e esperança
   
«No espaço de dois dias, duas deputadas do PSD fizeram declarações sobre o último acórdão do Tribunal Constitucional e o conflito institucional que o Governo e alguns sectores do PSD pretendem criar.

No passado domingo, Francisca Almeida, no Expresso, escreveu um artigo em que critica a deliberação do TC duma forma equilibrada, sustentada, com argumentos sérios e pertinentes, mas sem nunca pôr em causa a instituição, nem o seu papel na arquitetura do nosso Estado de direito, nem os juízes. No mesmo texto interpela o primeiro-ministro perguntando "a quem serve e de que serve juntar aos constrangimentos da decisão constitucional um conflito institucional?", põe em causa as infelicíssimas declarações de Passos Coelho sobre a suposta falta de legitimidade democrática dos juízes (dando-lhe uma lição sobre a forma como são escolhidos), explica que certos princípios que estarão sempre presentes em Constituições de países democráticos serão sempre alvo de interpretação subjetiva e que a inclinação partidária não é, evidentemente e felizmente, garantia de decisão neste ou naquele sentido.

Na terça-feira, Teresa Leal Coelho, em entrevista ao Público, faz o mais descabelado, ignorante e vergonhoso ataque ao TC de que há memória.

A deputada, entre outros despropósitos, sugere sanções jurídicas "para os casos em que os poderes que são distribuídos, incluindo ao TC, são extravasados". Trocando por miúdos: Teresa Leal Coelho quer sanções jurídicas ao TC, sempre que este não delibere segundo a sua interpretação da Constituição ou sempre que ela pense que exista usurpação de poderes - provavelmente a deputada não saberá, mas é do que acusa o TC . Entretanto, esquece-se, claro está, de esclarecer que tribunal julgaria o TC ou se ela mesmo se encarregaria dessa tarefa.

A senhora também lamenta que alguns juízes tenham iludido quem os escolheu. Portanto, segundo a professora de direito Teresa Leal Coelho, os malandros dos juízes iludiram os atuais responsáveis do PSD. A prova disso é que até os designados com a sua ajuda não decidem segundo a "visão filosófica-política que seria compatível com aquilo que é o projeto reformista que temos para o País", diz a deputada. Em termos simples: os bons juízes são os que respeitarem sempre as propostas legislativas de quem os indicou. Isso do respeito pela Constituição, pela lei, pela independência dos juízes serão detalhes, talvez mesmo sinais de falta de "maturidade política", que segundo Teresa Leal Coelho parece faltar aos senhores e senhoras do TC. Mas, se assim fosse, para que serviria o TC? Punham--se uns fantoches no Palácio Ratton e estava o assunto resolvido, até se poupava dinheiro.

Tivesse o PSD ao seu leme gente que respeitasse o legado do partido e percebesse que acima das lutas políticas conjunturais estão princípios básicos da democracia liberal e do Estado de direito, e Teresa Leal Coelho seria imediatamente destituída de vice-presidente do partido e não mais falaria pelo PSD. Mas, claro está, quando é o próprio líder do partido e do Governo a pôr em causa um pilar do Estado de direito, é de esperar ver acólitos, para quem a fidelidade pessoal é mais importante que as responsabilidades com a comunidade, a serem mais fundamentalistas que o chefe.

Declarações do teor das da vice-presidente do PSD são indignas de alguém que é representante do povo e devia pugnar pela defesa do Estado de direito acima de tudo. Claramente, é essa a dimensão mais grave dos dislates que proferiu. Mas são, por isso mesmo, também um insulto à história do PSD e aos princípios que o partido sempre defendeu. Um partido defensor das instituições, um partido reformador, não esta caricatura de movimento revolucionário que se permite ter gente que cospe na herança e nos contributos do partido para a evolução do País, como fez o inefável Bruno Maçães, qual Trostski de trazer por casa, ou, agora, Teresa Leal Coelho, qual nova Passionaria.

Francisca Almeida, com 31 anos de idade e sem responsabilidades de monta no PSD, está mais consciente do que deve ser a postura institucional dum Governo, mais alinhada com o papel de defesa das instituições típica dum partido de centro-direita e mais lembrada do conjunto de valores e princípios que o PSD sempre defendeu do que uma vice-presidente do partido e do que o próprio primeiro-ministro. Há, de facto, outro PSD que não este que não percebe o Estado de direito e que não hesita em pôr em causa o equilíbrio institucional por medíocres objetivos táticos. O PSD em que, estou firmemente convicto, os seus eleitores tradicionais se reveem.

E não, os políticos não são todos iguais. Há políticos que envergonham esse nome e há outros que merecem esse tão nobre título.» [DN]
   
Autor:

Pedro Marques Lopes.
   
   
 Mais um milagre da Santinha da Horta Seca!
   
«O PIB português vai aumentar em 2,5% depois de uma revisão do sistema de contas da União Europeia, a partir de setembro. Contudo, há um risco para as contas púbicas que não está ainda totalmente apurado e que pode dificultar o cumprimento do défice de 4% para este ano, devido à inclusão de empresas públicas no perímetro orçamental, noticia o Sol.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Milagres como este nem a Santinha da Ladeira conseguia fazer.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Organize-se uma peregrinação à Rua da Horta Seca para a agradecer à única santinha que usa sapatos Made in Portugal.»

 Realmente é uma perda de tempo
   
«O presidente da Câmara de Lisboa e candidato à liderança do PS, António Costa, reafirmou hoje, em Vizela, que não vai "perder tempo" com questões estatutárias, nem a "responder a ataques pessoais".

"Eu não me afastarei do meu caminho, nem perderei tempo com questões estatutárias nem a responder a ataques pessoais e, muito menos, a fazê-los", disse António Costa à agência Lusa, à margem de um encontro com militantes.» [DN]
   
Parecer:

Nem Seguro, nem Brilhante e muito menos Beleza dizem algo que mereça resposta
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
   
 A consciência pesada de Blair
   
«O ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair considera que a invasão do Iraque em 2003 não é a causa da vaga de violência que está a abalar o país.

"Mesmo se tivessem deixado Saddam no poder em 2003, quando aconteceu o que aconteceu em 2011 - com as revoluções árabes na Tunísia, na Líbia, no Iémen, no Barein, no Egito e Síria, continuaria a haver um problema maior no Iraque", disse Blair, em declarações à BBC, colocadas no site da cadeia de televisão britânica.

"De facto, é possível ver o que acontece quando se deixa um ditador no poder, isso aconteceu com [Bashar] al-Assad agora. Os problemas não desaparecem. Então, uma das coisas que estou a tentar dizer é que, no ponto em que estamos, em 2014, o que temos de compreender é que este é um problema regional, mas é um problema que nos afeta". Blair defendeu, por isso, uma ação em relação à Síria.» [DN]
   
Parecer:

A forma como se justifica mete nojo.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Mande-se Blair à bradamerda.»
   
   
 Continuam as provocações de Kiev
   
«Vários altos responsáveis russos revelaram toda a sua a indignação neste domingo depois da difusão de um vídeo que mostra o ministro ucraniano dos Negócios Estrangeiro a insultar o Presidente russo perante manifestantes que se preparavam para atacar a embaixada russa em Kiev.

Numa cena filmada no sábado por uma televisão local, o chefe da diplomacia ucraniana, Andrii Dechtchitsa, é filmado a gritar aos manifestantes “Putin é um parvalhão”. Ou será que lhe chamou “idota”?. “Estúpido?”. « C… ão? » Impossível de ter certezas para quem não domina o calão cirílico. A Reuters escreve que o insulto foi “dickhead”. A francesa AFP diz que foi “connard”.

De qualquer forma, o objectivo do ministro ucraniano era o de acalmar os manifestantes, tentando sem sucesso impedi-los de atacarem a representação diplomática russa, um dia depois de os separatistas pró-russos no Leste da Ucrânia terem abatido um avião militar ucraniano, matando 49 pessoas.

A Rússia denunciou ainda no sábado à noite a inacção das forças de ordem ucranianas que “não fizeram nada para proteger a embaixada (…), o que constituiu uma violação grosseira dos compromissos internacionais da Ucrânia”. União Europeia e Estados Unidos condenaram o ataque à embaixada, depois de o ministro russo dos Negócios Estrangeiros, Serguei Lavrov, ter feito uma queixa formal à Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE).» [Público]
   
Parecer:

Pensando ter o apoio dos EUA  os ucranianos não se cansam de provocar os russos. Ainda se vão tramar.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «espere-se para ver.»
     

   
   
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