domingo, junho 30, 2013

Semanada

Esta poderia ser designada como a semana nacional das ratazanas, perante a rejeição social das políticas deste governo demonstrada numa greve social, face ao falhanço orçamental e sabendo-se do desastre não faltam os que vêm abandonar o barco governamental. O caso mais curioso foi o de Teixeira dos Santos, este senhor abandonou o barco de Sócrates para embarcar no de Passos Coelho, agora atirou-se ao mar e nada desesperadamente em direcção ao PS. Será que Teixeira dos Santos estaria agora a fazer a figura degradante que fez se tivesse sido confirmada a sua nomeação para administrador da CGD? Quando o seu nome foi proposto a título de prémio pelo seu comportamento e pelas suas declarações de apoio às políticas deste governo ninguém o ouviu vir a público defender o PEC IV.
  

Se não fossem as ratazanas a centrar as atenções, esta semana seria a do Magalhães a que um ministro oportunista decidiu chamar Camões. O Magalhães pode ser o Camões, mas os portugueses ainda sabem identificar um canalha. Esta gente não tem vergonha nenhuma na cara e depois de o Passos ter ido a Évora dar ares de um governante empenhado no investimento foi a vez de Portas se juntar ao primeiro-ministro e aproveitar-se do trabalho de José Sócrates. Os que gozaram do pequeno computador ou da hipótese de haver aviões em Évora usam agora alguns dos projectos apoiados por Sócrates para tentarem sobreviver.
 
A semana parece ter acabado com uma estranha luz ao fundo do túnel, depois de quase todos os portugueses estarem na miséria, com o consumo interno encolhido e com o país quase na total bancarrota a grande esperança para o crescimento económico vem da caridade, agora designada por "economia social". A caridade tende a ter uma tão grande dimensão que o pesoal das ONG da Igreja está sendo promovida a um estatuto idêntico ao dos Belmiros e dos Espíritos Santo e o primeiro-ministro vai às suas iniciativas falar como se estivesse em frente a investidores. A verdade é que o Banco Alimentar contra a fome tem mais impacto no crescimento do que muitos dos investimentos que o Portas exibe, o aumento do consumo provocado pela campanhas de caridade têm sido o único estímulo à economia apoiado por este governo. 
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