sábado, março 08, 2014

Acertos de contas

Felizmente os nossos jornalistas andam mais descontraídos e deixaram de fazer comentários, de encontrar sintomas de asfixia democrática, agora temos jornalistas simpáticos que apreciam pontapeadores e falsos doutores na condição de usarem Aramis. Talvez por isso e a bem da Nação não teceram grandes comentários sobre o momento Marcelo Rebelo de Sousa protagonizado por Passos Coelho e Durão Barroso no congresso do PP europeu, curiosamente um partido onde o PPD só entrou graças à cunha de Paulo Portas. 
  
Durão Barroso aproveitou a oportunidade para dar mostras da sua grande elevação ética, algo que o país já lhe tinha reconhecido quando disse aos portugueses que apoiava a invasão do Iraque por saber das armas químicas, ou quando apoiou a candidatura de António Vitorino à presidência da Comissão Europeia, e já nem vale a pena referir a famosa manta da TAP. Se a EDP avsa quanto lhe devemos, se ninguém deixa de cobrar o que lhe é devido, compreende-se que Durão Barroso apresente a factura a Portugal.
  
A Durão Barroso devemos a alegria de ter tido a oportunidade de sermos governados por Pedro Santana Lopes, devemos-lhe um défice orçamental digno de um comunista militante do keynesianismo orçamental, devemos-lhe o apoio à política rigorosa de Passos Coelho e, cereja em cima do bolo, ainda lhe devemos ter usado o cargo de Bruxelas para tentar meter os juízes do Tribunal Constitucional na linha.
  
Mas não é apenas Portugal que tem uma grande dívida para com Durão Barroso, a Europa também lhe deve muito, deve-lhe tanto que o nosso Durão Barroso fez muito bem em sugerir que estava ao nível de um Delors. Aquilo que os europeus estão fazendo a Durão Barroso é uma injustiça, não se manda à bardamerda alguém que, como todos os portugueses sabemos, deu tudo à Europa.
  
É por isso que Pedro Passos Coelho fez bem em intervir no congresso da direita europeia pedindo aos seus pares que paguem a dívida fazendo eleger o nossos maior português para um alto cargo que venha a estra vago, talvez presidente do Conselho ou mesmo responsável pela política externa, desde que pague bem e ofereça algumas mordomias qualquer coisinha é melhor do que ir para Belém ser escutado por José Sócrates.
  
O país deve estar agradecido a Durão Barroso e a Passos Coelho, ao primeiro pelo que fez e ao segundo pelo que nos está fazendo, estamos em dívida com Durão e estamos ao lado de Passos Coelho ao lembrar à Europa o que deve ao nosso Durão.

  
 
 
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