segunda-feira, março 31, 2014

Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 

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Pavão do Castelo de S. Jorge

 Foto dos visitants d'O Jumento

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As melhores pizzas em sua casa", Baião (M. Henrique)
 Jumento do dia
    
Maria Luís, ministra das Finanças

A crer em Marques Mendes, que tem vindo a desempenhar o papel de porta-voz do governo, o briefing informal do secretário de Estado Leite Martins nada teve de ingénuo e o experiente governante não se descaiu, como sugeriu Passos Coelho a partir de Moçambique. A verdade é que se tratou de um golpe da Maria Luís em Luís Montenegro, sinal de que a ministra não brinca em política e se for necessário usa os seus secretários de Estado em snipers para abater quem se meta no seu caminho.
 
      
 A pobreza e os pobres de espírito
   
«1-Nesta semana tivemos notícias do chamado programa de ajustamento. Há quase dois milhões de portugueses a viver com menos de 409 euros por mês, um terço das famílias não pode aquecer satisfatoriamente a sua residência e praticamente metade dos nossos concidadãos não pode acudir a uma despesa de 400 euros sem recorrer a crédito. Ser velho ou ter filhos é uma porta aberta para a pobreza (é bom que as pessoas do Governo percebam que alguém ainda perde a cabeça se se persistir em falar que é preciso ter mais filhos), e vale a pena lembrar que mais de metade das pessoas em situação de desemprego não recebem subsídio.

Os números divulgados pelo INE não deixam margem para dúvida: há cada vez mais pobres e os pobres estão cada vez mais pobres. A isto deve ser somado o aumento da desigualdade, que já sendo das maiores da Europa ainda cresceu mais. É a nova comunidade que estamos a construir, é o caminhar a passos largos para um passado que pensávamos não poder regressar.

Claro que esta queda no abismo da pobreza não surpreenderá ninguém. Muito menos os agentes externos e os fundamentalistas internos da execução da política suicida que vem sendo posta em prática. É este o plano, é esta a visão: criar um exército de pobres disposto a trabalhar por uma malga de sopa e esvaziar o País duns milhões de almas para que haja, digamos assim, mais espaço. É a já nossa conhecida estratégia de empobrecimento. Como acredito que ainda resta um mínimo de preocupação pelos outros cidadãos, um mínimo de decência, um mínimo de noção de bem comum, um mínimo de caridade, imagino que os estrategos desta loucura pensem que esta miséria provoque no final um milagre - um prodígio como o nascimento de árvores das patacas ou o súbito jorrar de petróleo no Bombarral. Tudo isto seria assim uma espécie de sacrifício para expiar pecados e depois viria, por obra e graça do Deus Desconhecido, a bonança. Francamente, já não se conseguem encontrar explicações racionais para a persistência num caminho que está a conduzir a estes resultados.

Mas, no mesmo dia em que foram divulgados mais números da tragédia em curso, Passos Coelho, reagindo pela enésima vez ao Manifesto dos 74 e não prescindindo do acinte com que tem brindado os subscritores, afirmou que este mostrava uma conceção infantil da Europa. Os assinantes do manifesto "estão a falar de uma Europa que não existe, nem existirá e ainda bem, porque ninguém aceitaria uma Europa em que uns poupam para que outros possam gastar". A colagem às teses que dominam a ausência de pensamento europeu é evidente. E é bom que fique claro, não há ponta de ideologia nelas. Passos Coelho está, na prática, a alinhar num conjunto de preconceitos quase racistas, repugnantes e mentirosos, e em assunções pretensamente morais. Não em nenhuma escolha ideológica.

Fica mais uma vez claro que o primeiro-ministro de Portugal pensa que os seus concidadãos são uns esbanjadores, uma malta que andou, e anda, para aí a gastar à tripa-forra. Os povos do Norte, claro está, poupados e sérios, estão fartos da nossa desbunda.

Não ignorando, Passos Coelho, os números da pobreza, do desemprego, da emigração no nosso país, parece perfeitamente razoável chegar à conclusão de que acha que ainda não são suficientes. Não pode ser mesmo doutro modo. E, assim sendo, resta a pergunta: quantos mais pobres e desempregados serão necessários para que sejamos considerados uns probos e dedicados cidadãos, senhor primeiro-ministro?

2-Nesta semana ficou claro que o ministro Maduro não faz ideia do que está a fazer no Governo, que Marques Guedes acha os jornalistas uns manipuladores, que o ministro Mota Soares não é tido nem achado em questões do seu ministério e é substituído por um secretário de Estado dum outro em que Maria Luís Albuquerque manda e acha que não tem de dar confiança a ninguém. O primeiro-ministro ainda não percebeu bem as funções que exerce e pensa que os membros do Governo devem contribuir para um debate sereno... aquele cavalheiro que em 2011 dizia que "a única coisa que aproveito para enfatizar é que todos aqueles que produziram os seus descontos e que têm hoje direito às suas reformas e às suas pensões as deverão manter no futuro, sob pena de o Estado se apropriar daquilo que não é seu".

Entretanto, vêm para aí mais cortes nas pensões (e salários) e foram anunciados de forma a instalar o pânico e a gerar incerteza numa parte já muito fragilizada da população. O costume, portanto.

A novidade veio de Portas. Segundo o vice-primeiro-ministro, cerca de 85 mil pessoas, nos últimos dois anos, deixaram de ter direito ao Rendimento Social de Inserção porque todas elas tinham mais de 100 mil euros na conta bancária. Das duas uma: ou, afinal, havia para aí muito dinheiro sem que ninguém soubesse, ou Paulo Portas mente despudoradamente, miseravelmente, irrevogavelmente, mesmo. É aguardar.» [DN]
   
Autor:
 
Pedro marques Lopes.
   
   
 Contradições no seio da classe operária
   
«"Nada disto sucedeu por acaso (...) e mostra o mal-estar que vai dentro da coligação", que revela "precipitação, descoordenação e insensibilidade social", afirma Marques Mendes. Mais ainda: "Não sei se esta gente é competente. O que sei é que não tem sensibilidade social." O ex-líder do PSD garantiu, ontem na SIC, que o "Ministério das Finanças não gostou e anulou a promessa do líder parlamentardo PSD" - "Não é verdade que venham aí mais cortes de salários e pensões." E o briefing, assegura Mendes, "destinou--se a desmentir Luís Montenegro".
  
Outra novidade: o secretário de Estado José Leite Martins colocou o seu lugar à disposição depois do "brutal puxão de orelhas" de Passos Coelho e de Paulo Portas por ter antecipado a reforma do sistema de Segurança Social, causando alarme público. E vai sair? "Não", mas foi "desautorizado", ficando "fragilizado" e "nunca mais tem autoridade".» [DN]
   
Parecer:

Desta vez a causa da crise já não é da coligação pois o irrevogável Portas nada teve que ver com o assunto, é a Maria Luís que mede forças com o Montenegro.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
 Boas novas do ajustamento
   
«O ensino superior perdeu 20% dos alunos com mais de 30 anos nos últimos cinco anos, de acordo com o noticiado pelo Público.

A mesma publicação avança que as licenciaturas perderam 7 mil inscritos com mais de 30 anos, quase um terço do total de estudantes adultos que frequentavam o ensino superior em 2009/2010, tendência que não é agravada ainda mais devido aos mestrados.

A crise, o aumento do horário de trabalho e a desvalorização social do ensino superior são apontadas como as causas para esta queda, que contraria a tendência internacional.» [Público]
   
Parecer:

Este país começa a ser um elogio da burrice.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se ao relvas se foi um deles.»
   
 Faz sentido
   
«O Ministério da Saúde que estudar a possibilidade de atribuir mais responsabilidade aos enfermeiros, autorizando-os a passar exames e renovar receitas, avança o Diário de Notícias. No entanto, a temática está longe de um consenso.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

os enfermeiros de hoje são profissionais altamente qualificados e em numerosas situações a presença sistemática do médico é desnecessária.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Aprove-se.»
   
   
 Um dúvida muito complexa
   
«Falta, no entanto, perceber se a descida de 23% para 6% da taxa de IVA dos frutos secos com casca rija se aplica ao miolo de pinhão, uma dúvida que os industriais pediram às Finanças para esclarecer, há três meses, e para a qual continuam a aguardar resposta.

"Ninguém nos diz se o pinhão é [taxado] a 6% ou a 23%. Claro que se [o IVA] for de 6% e começarmos a faturar a 6%, isso vai baixar os preços do pinhão. Mas também é um risco estarmos a faturar a 6% e virem depois dizer que afinal é 23%", disse à Lusa o presidente da Associação dos Industriais de Miolo de Pinhão (AIMP), Hélio Cecílio.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Isto só dá para rir.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»
   
 Foste um medíocre pá!
   
«O antigo primeiro-ministro José Sócrates considera que Durão Barroso teve um mandato medíocre na Comissão Europeia.

Sócrates respondeu assim a Barroso, que revelou, numa entrevista ao Expresso, que Portugal tinha pouco mais de 300 milhões de euros na altura em que a troika «entrou» no País. 

O antigo chefe do Governo negou as alegações de Barroso, referindo a mediocridade na CE: «[Durão] teve um mandado medíocre à frente da Comissão Europeia. Digo isto com tristeza, porque defendi a sua manutenção à frente da Comissão», revelou José Sócrates em declarações à RTP.» [A Bola]
   
Parecer:

Não foi só no mandato que Barroso foi medíocre, ele próprio sempre foi uma personagem medíocre.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se conhecimento ao medíocre.»
      

 E Marques Mendes está preocupado com o PSD
   
«Luís Marques Mendes considerou, esta noite, que o Governo errou ao dizer que não haveriam mais cortes, tendo mais tarde desmentido a promessa que tinha feito. O comentador defende que este Executivo em vez de apaziguar os portugueses, está constantemente a assustá-los, sobretudo os mais idosos, o que o leva a afirmar que falta a estes governantes a escola da vida.

O social democrata considera que o executivo de Pedro Passos Coelho não deve insistir em aplicar as suas medidas sobre os mais idosos, alertando para o facto de “um dia destes não haver um único reformado a votar no PSD ou no CDS” e “com toda a razão”.

Por isso, defende que estes devem ter uma maior sensibilidade e sublinha que “os governantes não podem ter apenas a educação da universidade mas também a escola da vida”

Por fim, e com base neste descontentamento, diz que o partido poderá ser surpreendido com maus resultados nas próximas eleições, o que leva o comentador a defender que António José Seguro está a ser beneficiado por estas políticas. “Seguro pode enviar um bilhete a Passos a agradecer pois será graças a ele que ganhará as eleições”, afirmou. » [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

O que preocupa marques Mendes não é o que está sendo feito aos mais idosos, é o receio de que estes deixem de votar no PSD.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Vomite-se.»
  
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Parecer:

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Despacho do Director-Geral do Palheiro: «»
   

   
   
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