domingo, março 16, 2014

Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 

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Insecto da Quinta das Conchas, Lisboa
  
 Jumento do dia
    
Teresa Caeiro, deputada cristã anti coadopção

Teresa Caeiro quer ter as benesses resultantes do seu estatuto no CDS e, ao mesmo tempo, conseguir as simpatias de outros. O problema é que um deputado é de vez em quando é chamado a votar e quando o faz vota por uns e contra os outros, é um azar, mas ainda bem que é assim. Teresa Caeiro votou pelos seus, agora resta-lhe o julgamento de todos, os do seu partido e dos outros, e para os outros ela votou contra. É uma pena que não o perceba e agora ficamos a saber que a senhora não tem vontade própria.

«Teresa Caeiro confirma que, tal como em maio do ano passado, queria ter-se abstido ontem na votação da proposta do PS para permitir a coadoção de crianças por casais homossexuais. Em declarações ao Expresso, a deputada e vice-presidente do CDS explica porque seria esse o seu voto, e porque razão acabou por votar contra a iniciativa socialista: na sua interpretação, a "orientação firme" de voto dada pela direção do partido era uma imposição de disciplina de voto.

"Sem prejuízo de achar que os casais homossexuais podem proporcionar o carinho, a segurança e a educação necessários a uma criança, não podemos esquecer que, para além dos afetos entre o casal e a criança, há também a sociedade. Não estamos a falar apenas de uma ligação bilateral, mas de um triângulo: pais, criança e sociedade. E pergunto-me se a sociedade portuguesa, neste momento, início do ano de 2014,  estaria apta para aceitar e não estigmatizar crianças nestas circunstâncias. Isso é que me levaria à abstenção, que seria o meu sentido de voto", explica a deputada do CDS.» [Expresso]

 
 Novo rumo: perder um bom médico para ganhar um mau político.

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A forma leviana como este Beleza se refere aos que assinaram o manifesto ou como aborda determinados assuntos, como sucedeu quando defendeu o fim da ADSE, revela muito do novo rumo de Seguro. Com timoneiros destes é bem melhor e mais seguro ir a nada.
 
 Conclusão óbvia

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Se os credores mandassem para Portugal alguns pitbulls para defenderem à dentada o direito ao seu dinheiro pago a juros elevados, não fariam melhor do que aqueles que do lado de São Bento ou de Belém reagiram ao Manifesto dos 74.
 
 Dúvida

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Qual o montante da indemnização que a direcção do SCP vai a tribunal exigir ao seu gurada-redes Rui Patrício pelo frango que ofereceu ao Benfica?

Recorde-se que esse frango, que quase pareceu um peru, custou ao Sporting a eliminação na Taça de Portugal, um dos troféus que a equipa perdeu até ao momento. Se a direcção do Sporting quer ser indemnizado faz todo o sentido levar Rui Patrício a tribunal, o guarda redes não é tão bem pago para fazer fretes aos adversários e se os árbitros são suspeitos em consequência dos seus erros, também faz sentido questionar o porquê do frete.

O Ricardo deu o título ao Benfica com um frango frente a Luisão, o Patrício deu a passagem na eliminatória da Taça de Portugal com um frango mais duvidoso do que qualquer dos erros de arbitragem que o SCP sofreu esta época. Faz todo o sentido criar o movimento "basta aos frangos!".
 
 Fiscais dos impostos?

«O secretário-geral da Deco critica o sorteio ‘Fatura da Sorte” por ser uma “versão pimba” do Ministério das Finanças para incentivar o pagamento de impostos e acusou o Governo de querer transformar os contribuintes em fiscais de impostos.» [i]

Em frente ao meu serviço há dois pequenos cafés, num sempre que bebo uma bica entregam-se a factura correspondente ao pagamento, no outro a dona tem uma caixinha onde faz o troco sem proceder a qualquer registo ou facturação.

A crer nas palavras do secretário-geral da DECO no primeiro café, onde o dinheiro que pago vai ser entregue ao Estado, eu estou a ser fiscal das finanças, uma figura que pelo tom do discurso do senhor dever´estar entre o chulo e o gatuno. No segundo café, onde a simpática senhora mete ao bolso o dinheiro que eu paguei a título de IVA, eu sou um cidadão exemplar.

Só uma pequena pergunta: porque será que o senhor da DECO não vai à merda? Uma coisa é concordar ou discordar-se do sorteio, eu discordo. Outra é apelar ao cidadão comum para que colabore com a evasão fiscal.
   
   
 A Bertinha sai cara
   
«O Ministério da Defesa alugou um BMW série 1 novo para o gabinete da secretária de Estado da Defesa, Berta Cabral.

O aluguer do carro custa 635 euros por mês, com IVA incluído, e tem em vista, segundo o Ministério da Defesa, substituir uma viatura cujo contrato de aluguer operacional terminou no dia 13 de março. O Ministério da Defesa diz que o aluguer do carro se integra no processo de contratação de novas viaturas para diversas entidades ministeriais, cujos contratos de aluguer de carros, já com muitos quilómetros, terminaram este ano.

O Ministério de Aguiar-Branco frisa que a Entidade de Serviços Partilhados da Administração Pública (ESPAP), que gere a frota do Estado, "autorizou o aluguer por prazo máximo de três meses ou até à entrega do novo veículo, se esta ocorrer primeiro". O aluguer do carro foi considerado mais vantajoso do que a renovação do contrato da viatura.» [CM]
   
Parecer:

A senhora não preferiria receber o aluguer, mais o vencimento e as ajudas ficando nos Açores?
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
 Ou há moralidade ou comem todos
   
«Os advogados de defesa de alguns arguidos do Banco Português de Negócios (BPN) já avançaram com pedidos de prescrição no processo de contraordenação do Banco de Portugal (BdP) que envolve a ocultação da relação entre o grupo de José Oliveira Costa e o Banco Insular - irregularidades detetadas em 2008.

O fundador do BPN é um dos arguidos que já solicitou a prescrição do processo, soube o Expresso. Mais três arguidos, pelo menos, terão pedido igualmente a prescrição. Este julgamento está na reta final.» [Expresso]
   
Parecer:

Os ricos escapam-se com prescrições, os pobres são condenados por roubarem um papo-seco.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se à ministra da Justiça a que fim da imopunidade se referia quano prometeu acabar com ela.»
     

   
   
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