quarta-feira, março 19, 2014

Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 

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Pormenor da fachada da Estação do Rossio, Lisboa

 Fotos dos visitantes d'O Jumento

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"Será que ajuda mesmo?"   (J. de Sousa)
 Jumento do dia
    
Moreira Rato, gestor do banco de sangue da austeridade

Moreira Rato esqueceu-se de comentar dois pormenores, que a operação de retoma de dívida falho e o Tesouro limitou-se a comprar trocos e que a estratégia de aumentar a austeridade parta pagar o excesso de dívida acumulada para dispensar Portugal de ir aos mercados inventando uma saída limpa está a custar muito caro aos funcionários públicos e pensionistas. Moreira Rato é o gestor de um verdadeiro banco de sangue dos portugueses que Passos escolheu para serem as vítimas da austeridade.

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Ouvir Moreira Rato dizer que a operação correu bem e que os 50 milhões significam um grande interesse dos investidores só pode merecer uma gargalhada.

«"Nunca falo em datas específicas [das operações promovidas pelo IGCP]. Mas, em termos de trocas, nunca escondemos que iremos fazer trocas com alguma regularidade e, quanto às recompras, faremos [essas operações] com alguma regularidade. Não temos nenhuma troca em vista no curtíssimo prazo", afirmou João Moreira Rato quando questionado sobre se pretende realizar mais operações deste tipo até maio ou junho, altura em que Portugal deverá terminar o atual programa de resgate.

O presidente do IGCP, a agência que gere a dívida pública portuguesa, referiu ainda que a instituição está "a trabalhar no sentido de introduzir leilões regulares de dívida", destacando que o objetivo é ter um acesso ao mercado semelhante ao que tinha em 2008.

"Temos vindo a trabalhar para voltar aos mercados da mesma forma como estávamos em 2008 e isso envolve operações sindicadas e leilões regulares de dívida. É nesse sentido que estamos a trabalhar", afirmou à margem de um almoço-debate promovido hoje, em Lisboa, pela Câmara do Comércio Luso-Francesa.

Moreira Rato disse também que as operações de recompra que o IGCP tem vindo a fazer "são operações normais de mercado", cujos objetivos são "aplicar excedentes de tesouraria" e "sinalizar ao mercado que, a certo nível de preços, [o IGCP] estará disponível para comprar de volta".

O Tesouro português amortizou hoje 50 milhões de euros da dívida total de 8,2 mil milhões de euros que tinha para pagar até outubro de 2015, naquele que foi o segundo leilão de recompra em menos de um mês. O rácio de cobertura da operação foi 17,8 vezes e o preço médio da recompra foi de 104,30 euros (a uma taxa cupão de 3,35%).» [Notícias ao Minuto]
 
      
 O manifesto
   
«Em 1974, o país encontrava-se exangue por 13 anos de guerra, resumindo-se as perspectivas de um jovem a combater no Ultramar, com risco de vida, ou fugir e nunca mais regressar. Até que houve um general que escreveu um livro, no geral um chorrilho de disparates, mas que dizia duas coisas óbvias: a situação era insustentável e não se conseguiria ganhar a guerra. O livro causou escândalo nacional, houve uma reunião de chefes militares em apoio ao governo, e os dois generais envolvidos na sua publicação foram exonerados. Só que, depois de o óbvio ter sido dito, toda a gente percebeu que o regime estava a prazo e, de facto, não durou mais de dois meses.

Hoje, o país também se encontra exangue com uma dívida que não conseguirá pagar, mesmo depois de sacrifícios impensáveis. Os velhos vêem desaparecer todos os dias os seus magros rendimentos e os jovens abandonam o país. O Presidente já anunciou que só com níveis de crescimento nunca antes verificados conseguiremos ver a dívida reduzida para valores aceitáveis em 2035. Não admira, por isso, que tenha surgido um manifesto que, com ou sem disparates, disse também o óbvio: esta dívida é insustentável e a sua reestruturação é inevitável. O manifesto causou escândalo numa série de apaniguados do governo e o Presidente viu-se obrigado a exonerar dois consultores, mas o óbvio também ficou dito. Se a única solução dos nossos governantes é continuar nesta política até 2035, podem começar já a arrumar as secretárias.» [i]
   
Autor:
 
Luís Menezes Leitão.
   
   
 OCDE defende gastos sociais em Portugal
   
«Portugal partiu para a crise, entre 2007 e 2008, com um dos índices de desigualdade social mais elevados da Europa. O fosso entre ricos e pobres continuou a aumentar e em 2010 apresentava-se já como o mais elevado entre todos os países europeus da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico).

As reformas adoptadas desde 2010 não ajudaram. Em Julho de 2013, o Rendimento Social de Inserção chegava a menos 30% das pessoas do que em 2010. Enquanto outros países reforçaram os apoios de assistência aos mais pobres, as políticas implementadas em Portugal, com vista à consolidação orçamental, limitaram o acesso a esses apoios, conclui a sétima e mais recente edição do Society at A Glance 2014 (Olhar sobre a Sociedade) – um relatório que analisa os indicadores sociais dos países da OCDE publicado de dois em dois anos. A organização de 34 estados-membros e que junta também países fora da União Europeia – como a Islândia, Estados Unidos, México, Turquia, entre outros – deixa várias recomendações.

“Uma primeira prioridade é garantir apoio básico para os mais desfavorecidos”, enfatizam os autores do documento. “Uma segunda prioridade é ajudar as famílias mais desfavorecidas a rapidamente beneficiarem de uma retoma económica”, acrescentam. “Mas mais ainda precisa de ser feito” para reduzir os desequilíbrios, quando quase seis em dez desempregados não estão a receber subsídio de desemprego. Desde o início da crise, todas as semanas, Portugal perdeu 2700 empregos.» [Público]
   
Parecer:

Teremos primeiro de correr com este governo e com Cavaco Silva se queremos pensar o país.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Divulgue-se.»
     

   
   
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