domingo, março 02, 2014

Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 

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Aqueduto, Lisboa
  
 Jumento do dia
    
Cavaco Silva

O facto de Cavaco Silva ser o pior dos presidentes desde a implantação da república não obriga a que o homem se revelasse ilimitadamente incapaz para o cargo que desempenha, mas quando um presidente é cabeça de cartaz de um Carnaval como o de Loulé e beneficia e a sua imagem só não publicita aquele carnaval nas caixas multibanco porque a empresa achou que era um exagero temos de concluir que algo está muito mal.

E está mesmo, porque o presidente nada faz para melhorar, agora nem tem opinião sobre o que divide os portugueses e nem se dá aio trabalho de justificar o seu apoio às leis do governo invocando pareceres. Até parece que os portugueses em vez de elegerem um Presidente da República escolheram um chefe de divisão cujo trabalho parece limitar-se a contratar pareceres por ajuste directo.

«O cartaz do Carnaval de Loulé foi proibido de ser publicitado nos écrans das caixas multibanco, à semelhança do que aconteceu em anos anteriores, por alegadamente retratar de forma “depreciativa” o Presidente da República. O que está em causa é uma caricatura de Cavaco Silva, montando num burro ( Zé Povinho), com o chefe de Estado, coroado de Rei Momo, a insinuar com a oferta de uma cenoura.

O corso carnavalesco, sob o lema “único e irrevogável”, faz da sátira politica o principal motivo da brincadeira, com desfile  marcado para hoje, amanhã e terça- feira,na avenida José da Costa Mealha. A empresa Spectacolor, responsável pela comercialização do espaço publicitário das caixas multibanco, recusou a inserção de publicidade sobre o evento por considerar que a representação de Cavaco Silva constituía um “atentado contra a dignidade da pessoa constante da caricatura”. Em causa, justifica a empresa em nota enviada à câmara,  está a imagem de  “um símbolo de uma instituição fundamental que constitui a Presidência da República e o Estado Português”.

Interpelada pelo PÚBLICO, a empresa respondeu que actuou no estrito cumprimento da lei: “Estava obrigada a recusar a inserção da publicidade do Carnaval de Loulé nas caixas multibanco” pelo código da publicidade, argumentou. “Ridículo, voltou a censura”,reagiu e autor do cartaz, Luís Furtado. O artista lembra, a este propósito, que já caricaturou muitas outras figuras da política e a reacção “não passou de umas risadas”.» [Público]

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 Deixem-me tentar perceber

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Frota russa do Mar Negro, Sebastopol

A Crimeia é historicamente um território russo onde vivem maioritariamente russos e que por questões de mera geometria foi integrada na então República Socialista Soviética da Ucrânia.

O poder foi tomado nas ruas e agora o governo "legítimo" daquele país é apoiado por tudo quanto odeia a Rússia e os russos, poder que é poiado por todos os extremistas com destaque para os neo-nazis.

Os neo-nazis ameaçam tudo o que não seja neto dos que no passado apoiaram a invasão da Ucrânia +elos nazis, até os israelitas estão apoiando financeiramente os mais de 200 mil judeus que lá vivem.

A população russa da Crimeia sente-se ameaçada e agora a Ucrânia é governada por aliados da velha Alemanha e do Ocidente.

O exército russo serve, como todos os outros, para defender os interesses do seu país, para salvaguardar as suas fronteiras e para proteger os cidadãos russos.

Há por aí quem ande a defender que a Rússia deixe a sua população entre a neo nazis e permita que o acesso ao Mar Negro e ao Mediterrâneo lhe seja vedado. Por este andar ainda teremos uma base naval alemã em Sebastopol.

Terei compreendido bem ou será que me está escapando alguma coisa?
   
 Vítor Gaspar

Pior do que ter o Gaspar como ministro das Finanças ´vir a tê-lo como líder de uma missão do FMI. Os povos de todo o mundo que se cuidem.
 
      
 Hipócritas de todo o mundo uni-vos
   
«Os congressos dos partidos, com a introdução da democracia direta, transformaram-se em espaços de aclamação das lideranças em que a propaganda e o comício substituíram o debate, o confronto de ideias e a apresentação de propostas. E o encontro laranja do passado fim de semana não foi exceção a esta regra.

Em três dias ouviu-se dizer que o País "está muito melhor", embora a vida das pessoas esteja cada vez pior. Escutaram-se hossanas ao presidente do PSD - por acaso primeiro-ministro - apesar da eutanásia da matriz social-democrata do partido. Glorificou-se o empobrecimento como se este fosse a via única para a "soberania" económica e financeira ou, como notou Marcelo Rebelo de Sousa, para um novo 1.º de Dezembro de 1640 que não existe. E, pasme-se, tal como Jesus Cristo fez com Lázaro, também Pedro Passos Coelho se virou para Miguel Relvas para lhe dizer "levanta-te e anda".

A reabilitação política do ex-ministro é, porventura, a melhor resposta à pergunta lançada do púlpito por Pedro Passos Coelho, logo na sexta-feira: "O País está melhor ou pior do que há dois anos?"
Miguel Relvas não cometeu qualquer crime. Mas não é preciso fazê-lo para se ter tornado proscrito entre os "irmãos" de partido. O silêncio gélido com que o anúncio do seu nome foi recebido pelos congressistas, a recusa em fazer comentários e o fraco resultado que a lista por si encabeçada ao Conselho Nacional obteve são bem a prova de que a teimosia de Passos Coelho não foi bem recebida no PSD.

Há 11 meses, quando se demitiu do Governo submerso em polémicas e trapalhadas constantes, a última das quais a verificação do seu processo de licenciatura na Universidade Lusófona, alegou falta de força anímica para continuar mas não deixou de lembrar o papel que teve no percurso que conduziu Pedro Passos Coelho primeiro à liderança do PSD e depois à chefia do Governo. Pode vislumbrar-se na decisão do líder social-democrata a virtude de quem não esquece os amigos e lhes dá a mão na primeira oportunidade. Mas as afirmações públicas feitas a 4 de abril de 2013, no momento da saída, não podem nem devem ser ignoradas.

Miguel Relvas é, ninguém duvida, um homem influente e com poder. E este seu regresso à política ativa - por mais que ele diga que o não é - é a demonstração de que a social-democracia até pode ter saído dele, mas ele nunca se afastou verdadeiramente do primeiro-ministro e do Governo. E do partido, cuja máquina ou aparelho conhece de olhos fechados, muito menos.

O ano em curso e os próximos dois são de eleições. Europeias já a 25 de maio, legislativas em meados de 2015 e presidenciais no início de 2016. Se há decisão que o Conselho Nacional do PSD é chamado a tomar é a da aprovação dos diversos candidatos concorrentes aos sucessivos atos eleitorais. E, como é evidente, Relvas não deixará de assumir aquela que é uma das suas tarefas prediletas: participar nas escolhas que o PSD tem para fazer.

Uns meses antes das eleições de 2011, ainda como secretário-geral do partido, surgia na capa da revista Notícias Magazine de avental e colher de pau na mão, a mexer uma panela. Além do gosto pela cozinha, a imagem revelava que Miguel Relvas é homem de ação e de mexer os cordelinhos partidários.

Não será estranho pois que, passado o choque inicial da revelação do seu ressurgimento político, muitos daqueles que passaram os últimos anos a zurzir na personagem acabem por ir ao "beija--mão" à São Caetano à Lapa, como, no passado fim de semana, alguns rumaram ao Coliseu para o fazer com Passos Coelho. É que, como diz o povo, a vingança serve--se fria e será esse o momento para que no PSD nasça uma nova palavra de ordem: hipócritas de todo o mundo laranja uni-vos!» [DN]
   
Autor:
 
Nuno Saraiva.
   
   
 "Aliança Portugal"
   
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«Passos Coelho e Paulo Portas firmaram este sábado de manhã o acordo de coligação para as eleições europeias, que coloca o CDS no quarto e oitavo lugar (que poderá ser uma mulher) da lista conjunta, que se chamará "Aliança Portugal".

Depois da assinatura pelos dois presidentes dos partidos, numa unidade hoteleira de luxo em Lisboa, Nuno Melo, o primeiro candidato centrista, tomou a palavra para acusar o PS pela "bancarrota" de 2011, fazendo um breve resumo dos "PEC".» [DN]
   
Parecer:

A aliança da direita tem uma designação que tresanda a extrema-direita, a conquista do voto vale tudo até à utilização abusiva do nome do país. Será que Portas e Passos consideram estrangeiros e traidores à pátria todos os que não votam neles? Agora só falta que a música da campanha seja o hino nacional e os candidatos a eurodeputados se apresentem nos comícios com a farda da Mocidade Portuguesa.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Vomite-se.»
     

   
   
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