terça-feira, março 10, 2015

Umas no cravo e outras na ferradura



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Rã do Jardim Gulbenkian, Lisboa
  
 Jumento do dia
    
Cavaco Silva

Cavaco Silva continua a ter aquela visão de gasolineiro de Boliqueime que tanto o caracteriza, dadno razão a alguém que em tempos disse ser mais fácil tirar Cavaco de Boliqueime do que tirar Boliqueime de Cavaco. Só isso explica que em mais um dos seus prefácios ao roteiro miserável que tem sido a presidência considere que a eleição presidencial é uma espécie de concurso de emprego onde os candidatos devem ser escolhidos pelo seu currículo profissional. Compreensível da parte de quem viveu quase toda a vida no poder sem cheira a ter a dimensão político que seria de esperar quando muitos portugueses votaram nele para presidente.

tentando desviar a atenção dos portugueses das próximas eleições legislativas, Cavaco Silva sugere que o próximo presidente deve ter experiência diplomática. Com esta visão saloia Cavaco Silva sugere que  depois do desastre da batalha de Galipoli, no Estreito de Dardanelos, Churchill nunca poderia ter sido primeiro-ministro em tempo de guerra, ou que nenhum presidente americano esteve à altura do cargo num país que por ser uma potência mundial devia ter à sua frente uma pessoa experiente na diplomacia. Desde Roosevelt a Obama nenhum presidente estava à altura do cargo.

O que cavaco tenta dizer de forma subliminar é que depois da preciosa ajuda de um presidente economista seria vantajoso que o próximo presidente tivesse experiência diplomático, critério que chumbaria muitos candidatos, entre eles o próprio Marcelo Rebelo de Sousa. Cavaco acha que o país precisa de condicionar a república transformando-a numa monarquia de iluminados.

Este é o Cavaco em todo o seu esplendor, alguém que acha que pode embrulhar um país em truques saloios, alguém que insiste em ignorar os mais valores democráticos e a Constituição, alguém que acha que pode acrescentar exigências às que constam na Constituição. Cavaco acabou de criar uma república de diplomados e com experiência, achando que lhe cabe definir as aptidões profissionais de quem em boa hora o vai suceder.

O que o próximo presidente deve ser é respeitador da Constituição, ser capaz de representar todos os portugueses, respeitador dos valores democráticos, competente e uma pessoa que não seja mesquinha, tudo qualidades que Cavaco não provou ter. Mas se Cavaco acha que as escolhas dos portugueses devem ser condicionadas pelas suas sugestões então tem agora uma boa oportunidade opara propor que o próximo primeiro-ministro seja um cidadão com valores éticos inquestionáveis, que tenha cumprido com os seus deveres se cidadania mais importantes, como o pagamento de impostos e contribuições sociais.

Tudo isto é feio, tudo isto é ridículo, tudo isto é triste, tudo isto é o fado cavaquista a que o país está condenado durante mais algum tempo.

«Perfil traçado por Cavaco Silva deixa de fora Rio e Marcelo, por exemplo. Mas encaixa em Vitorino, Barroso e Guterres. E em Santana Lopes. Que se inclui e 'exclui' Durão Barroso.
  
Num momento em que recorrentemente se fala de potenciais nomes para a corrida presidencial, este perfil parece encaixar em António Vitorino (antigo comissário europeu), António Guterres (atual alto comissário da ONU), e Durão Barroso (ex-presidente da Comissão Europeia). Todos eles já terão dado indicações de que não estarão disponíveis para Belém, mas na política há sempre muitas reviravoltas...
  
A este breve perfil, o Presidente da República aponta ainda a necessidade de, "no plano externo", a atuação do Chefe de Estado requerer "uma adequada coordenação e concertação com o Governo, de forma a assegurar a sintonia de posições entre os dois órgãos de soberania na defesa dos interesses nacionais".» [DN]
 
 Opções e convites
 
Portugal tem como primeiro-ministro alguém que reconheceu que quando tem por opção pagar ou não pagar contribuições para a Segurança Social opta por não pagar e que só paga impostos quando é "convidado" a fazê-lo sob a ameaça de multas ainda maiores.




 E o bobo da Horta Seca nada tem a dizer?
   
«A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) continua a apontar para uma desaceleração da melhoria da actividade económica em Portugal, segundo os indicadores compósitos avançados hoje divulgados.

O indicador mensal para Portugal voltou a recuar duas centésimas em Janeiro, face a Dezembro, para 101,27 pontos, acima do nível 100 que marca a média de longo prazo e acima da média dos países da zona euro, que progrediu 11 centésimas para 100,7 pontos.» [i]
   
Parecer:

O homem ou viaja de feira em feira à custa dos contribuintes ou cala-se, agora como não lhe convém comentar as dívidas do chefe e as más notícias da economia desapareceu.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Diga-se ao Bobo que apareça, que comente as últimas.»

 E as pensões de Passos não ficam também num banco mau
   
«No chamado banco mau ('bad bank'), um veículo que mantém o nome BES, ficaram concentrados os activos e passivos tóxicos do BES, assim como os accionistas

O Banco de Portugal (BdP) decidiu que as pensões de reforma dos ex-administradores do Banco Espírito Santo (BES), entre os quais Ricardo Salgado, são da responsabilidade do 'bad bank' (banco mau) resultante da intervenção do supervisor na entidade.

A decisão foi tomada pelo Conselho de Administração do Banco de Portugal a 11 de Fevereiro e implica uma adequação dos registos contabilísticos quer do Novo Banco, quer do BES, datados de 31 de Dezembro de 2014.» [i]
   
Parecer:

Era o que devioa suceder a todos aqueles cujas contribuições ficam no bolso por opção.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «»


 Ridículo
   
«O Presidente da República defende, no prefácio dos Roteiros IX, que o futuro Chefe de Estado deve ter experiência em política externa. “Passe a imodéstia”, disse aos microfones da Rádio Renascença, Pedro Santana Lopes considera que se inclui no leque dos presidenciáveis com essas características.

Além de si próprio, o ex-primeiro-ministro reconhece como possíveis candidatos a Belém, com essas características, António Vitorino e António Guterres. Durão Barroso também encaixaria no perfil delineado por Cavaco, mas, nota Santana, “afastou-se a ele próprio, não tem sido um nome muito falado”.

Nas mesmas declarações à Renascença, Santana Lopes considera que, “se fosse Cavaco Silva a escolher, alguns estariam eliminados à partida”: Rui Rio, Sampaio da Nóvoa, Carvalho da Silva e “curiosamente” Marcelo Rebelo de Sousa, conselheiro de Estado nomeado por Cavaco Silva, nota Santana.

Já no seu caso, entre outras funções, o actual provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa sublinha o facto de ter sido primeiro-ministro e secretário de Estado da Cultura.

Mas o que defende em concreto Cavaco Silva no prefácio dos Roteiros IX? “Nos tempos que correm, os interesses de Portugal no plano externo só podem ser eficazmente defendidos por um Presidente da República que tenha alguma experiência no domínio da política externa e uma formação, capacidade e disponibilidade para analisar e acompanhar os dossiês relevantes para o país.”

Marcelo também se inclui
Marcelo Rebelo de Sousa também vê no seu percurso as características apontadas por Cavaco para os candidatos às eleições presidenciais de 2016. Em declarações ao Diário Económico, o comentador da TVI e ex-líder do PSD diz ter tido "sorte em fazer política" em momentos-chave da política externa portuguesa e que, "se não tivesse tido essa experiência, seria uma limitação".» [Público]
   
Parecer:

Marcelo e Santana reagem como se a escolha presidencial fosse um concurso de emprego com Cavaco Silva como presidente do júri, só falta exigirem aos candidatos a apresentação de um cartão do PSD.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»

 Até Marcelo critica o caloteiro
   
«A polémica com as dívidas antigas de Passos Coelho à Segurança Social e ao Fisco continua longe de estar enterrada. Neste domingo, foi a vez de Marcelo Rebelo de Sousa lançar farpas ao primeiro-Ministro. Mas Manuela Ferreira Leite e Marques Mendes também já o tinham feito. Têm em comum o facto de todos terem sido presidentes do PSD.

No seu habitual espaço de comentário semanal na TVI, e depois de fazer o resumo de todo o caso, Marcelo considerou que Passos fez bem em pedir desculpa, mas salientou que as explicações foram “muito numerosas ao longo da semana, não obedecendo a uma lógica sequencial”.» [Público]
   
Parecer:

Compreende-se, um candidato presidencial não tem alternativa.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 Ribeiro e Castro diz que sente vergonha
   
«É um dos subscritores do Manifesto “Por uma Democracia de Qualidade”, que reclama mudanças profundas no sistema político e eleitoral. Para José Ribeiro e Castro, os partidos estão tomados por “grupos de poder” e são a fonte de uma notória e crescente insatisfação com a vida política. Esta será uma das questões que irá a debate num colóquio no final do mês, em Lisboa, sob o tema “2016 - Reforma Política, reforma do Estado”.» [i]
   
Parecer:

E não sente vergonha de ainda continuar deputado depois de ter feito coisas que ele próprio considera vergonhosas?
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Vomite-se.»
  

   
   
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