quinta-feira, março 12, 2015

Umas no cravo e outras na ferradura



   Mentira do Dia

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   Foto Jumento


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Galo no Campo dos Mártires da Pátria, Lisboa
  
 Jumento do dia
    
Passos Coelho

Por este andar Passos Coelho ainda vai descobrir que os cidadãos que merecem ser criticados são os que pagam, isto é, os normais são os que se escapam e os outrops são os anormais pois poderiam escapar-se e não o fazem.

«Nos primeiros cinco minutos da sua intervenção inicial, o chefe de Governo referiu-se aos seus atrasos no pagamento das contribuições à Segurança Social como “falhas”. E assumiu: “Lamento profundamente de não ter tido conhecimento” desses pagamentos enquanto trabalhador independente nos anos 1990. “Não tenho nenhuma situação por regularizar seja em matéria fiscal ou de Segurança Social”, reiterou, acrescentando que foi por sua “insistência” que procurou avaliar a existência de qualquer dívida ou falha contributiva.

“Assumi que não regularizei essa situação em finais de 2012 para não criar nenhum equívoco para assacar nenhum benefício para direitos futuros”, disse. Passos Coelho acrescentou que acabou por liquidar a dívida “agora” e não "mais tarde". 

Assumindo que está disponível para ser escrutinado, o chefe de Governo deixou, no entanto, um alerta: "Não aceitarei a coberto desse escrutínio se queira fazer manipulação política sobre a minha situação contributiva e fiscal que não corresponda à verdade". » [Público]

 Sinais de decadência

Multiplicam-se os sinais de decadência do primeiro-ministro que para se manter à tona de água já precisa de comentários absurdos de Cavaco Silva, declarações de inocência do ministro Mota Soares, nuvens de fumo lançadas pelo Paulo Macedo , artigos de propaganda gratuita do Ramos do observador. É uma verdadeira procissão de gente que rezxa pela alma de Passos Coelho.

      
 E o Paulo Macedo?
   
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«A sisa acabou em 2003. Esta palavra foi durante muitos anos um dos piores pesadelos dos contribuintes. Obrigatório quando se comprava casa, o imposto era considerado pesado por muitas pessoas que tentavam arranjar forma de escapar ao seu pagamento. Muito conhecido nos meios políticos, já fez cair ministros e secretários de Estado e semeou suspeitas nos currículos de alguns governantes.

O caso mais conhecido é o de António Vitorino. Em 1997, era ministro da Defesa e demitiu-se quando o Público descobriu que não tinha pago a sisa relativa a um monte em Almodovar, comprado antes de ser ministro, porque declarou um valor abaixo do valor real. O então ministro de António Guterres convocou uma conferência de imprensa para apresentar a demissão mal recebeu as perguntas do Público. Não esperou que saísse a notícia.» [Observador]
   
Parecer:

O Observador descobriu que no passado houve outros ministros com problemas de ordem fiscal, uma forma de desculpabilizar Passos Coelho pois misturam-se dúvidas com certezas, erros com evasão. Mas a jornalista esqueceu-se de um ministro deste governo que também foi manchete, Paulo Macedo.

O divertido do caso do IMI de Paulo Macedo está no facto deste senhor ter perseguido gente na tentativa de saber a origem da fuga, tendo este modesto blogue sido o suspeito número um e a vítima principal do ódio do então DGCI. Mas o mais curioso desta história está no facto de o jornalista que então irritou o Paulo Macedo, Rudolfo Rebelo do DN, é agora assessor de Passos Coelho.

É uma excelente ocasião para Passos Coelho e Paulo Macedo saberem quem são as gargantas fundas do Fisco pois se há alguém neste país que teve acesso indevido a muita informação do fisco é precisamente Rudolfo Rebelo.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se à jornalista Helena Pereira, do Observador, que marca de queijo anda a comer.»
  
 Grécia, o caldo vai entornar
   
«O Governo grego está decidido a abrir uma nova frente de batalha com a Alemanha, ao insistir no pagamento de compensações pelos crimes e destruição dos nazis durante a II Guerra Mundial. O tema não é novo, mas nesta quarta-feira o ministro grego da Justiça, Nikos Paraskevopoulos, disse estar pronto para aplicar uma decisão do Supremo Tribunal de Atenas e exigir milhares de milhões de euros a Berlim.

"A título pessoal, penso que a autorização para aplicar a decisão [do Supremo] deve ser dada e estou pronto para fazê-lo", disse o ministro num debate parlamentar sobre os crimes cometidos pelos nazis na Grécia.

O primeiro-ministro, Alexis Tsipras, não sendo tão directo, foi mais duro: "Depois da reunificação [da Alemanha], em 1990, foram criadas as condições políticas para resolver o assunto. Mas, desde então, os governos alemães escolheram o silêncio, os truques legais e o adiamento. E pergunto-me, numa altura em que tanto se fala de moral na Europa: é esta uma atitude moral?".

A compensação que a Alemanha deve à Grécia é um tema antigo. Tsipras quer reabrir o dossier e fazer regressar ao trabalho a comissão parlamentar criada em 2012 para investigar o assunto mas suspensa em Dezembro do ano passado, quando foram marcadas as eleições antecipadas que deram a vitória ao Syriza de Tsipras.

"O Governo grego tem por objectivo debruçar-se sobre o assunto com sensibilidade e responsabilidade, através do diálogo e da cooperação, e espera a mesma atitude do Governo alemão, por razões políticas, históricas e simbólicas", disse o primeiro-ministro. Tsipras apelou também à compreensão dos outros países europeus ao dizer: "É nosso dever para com a História, para com os combatentes de todo o mundo que deram a vida para derrotar o nazismo".» [Público]
   
Parecer:

Um dia destes a Alemanha ainda no vem cobrar uma comissão sobre essa dívida pro causa de lhe termos pedido para ser dura com a Grécia.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 Que a terra lhe seja leve
   
«A confirmar-se, esta será a quarta morte anunciada de um jihadista português no conflito na Síria e no Iraque.

Um jornalista do Alrai, do Kuwait, anunciou no Twitter a morte de um jihadista português, que designou como Abu Juwairiya al-Portughali.» [DN]
   
Parecer:

Menos um bandido.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Aguarde-se pelo fim da guerra na Síria.»
  

   
   
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