sexta-feira, março 13, 2015

Umas no cravo e outras na ferradura



   Foto Jumento


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"Óptica Mundial", Lisboa
  
 Jumento do dia
    
António Costa

O líder da oposição fez um intervalo na autarquia para dar o assunto por encerrado, parece que é alérgico àquilo que designa por casos. Só não se entende o motivo porque se sentiu tão ofendido com o comentário de Cavaco Silva, no fundo a diferença não é assim tão grande.

«Já no final da entrevista, o secretário-geral do PS fez, finalmente, luz sobre a razão por que reagira de forma tão intempestiva às perguntas de uma jornalista que o questionara no meio da rua, vinda “detrás de um carro”, sobre a situação da carreira contributiva do primeiro-ministro. Afinal, António Costa, tem uma “reacção visceral” de cada vez que se vê envolvido perante aquilo que apelidou de “política de casos”.

Nesta quarta-feira, em entrevista à RTP, o socialista fez o esforço de comentar de forma mais reflectida sobre a polémica que tem perseguido Passos Coelho. António Costa deu a entender não ter já dúvidas ou questões a colocar ao chefe do Governo. “Está tudo esclarecido e quanto mais o primeiro-ministro fala, menos esclarece”, disse no Largo do Rato.

Sem dar o assunto por encerrado, o líder do maior partido da oposição optou por frisar que ainda estava para chegar o verdadeiro momento em que o social-democrata seria avaliado pelo seu comportamento. “Acho que o caso está bem entregue, está entregue nas mãos dos portugueses. Tenho a convicção profunda que os portugueses perceberam tudo o que se passou e agirão em conformidade", declarou, numa alusão às próximas eleições legislativas”.

Para António Costa, o juízo final a Passos acontecerá, portanto, daqui a uns meses, com as eleições legislativas. Até porque nenhuma das três entidades com poder para demitir o chefe do Governo – o próprio, a maioria parlamentar ou o Presidente – estavam disponíveis para tal.» [Público]

 A melhor forma de fazer oposição é não fazendo oposição

Volta António José Seguro, estás perdoado!

O PS indignou-se com um eventual acordo entre Seguro e Passos Coelho do qual resultaria umas eleições antecipadas das quais resultaria um Seguro em primeiro-ministro com Passos Coelho em vice-primeiro-ministro. Agora António Costa parece estar interessado num governo onde é Passos o primeiro-ministro, Costa vice-primeiro-ministro e Ferro Rodrigues em secretários de Estado.

 E ninguém lhe fez perguntas

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Na última reunião do Eurogrupo a ministra das Finanças foi confrontada pelos seus parceiros face ao pessimismo das previsões europeias em relação à economia portuguesa, ao que a ministra respondeu tranquilizando obedientemente os parceiros informando-os de que o governo português estaria preparado para adoptar mais medidas de austeridade.

Até hoje ninguém da oposição questionou a ministra sobre quais as medidas de austeridade que estaria preparada para adoptar quando o Eurogrupo lhe der essa ordem, a ministra foi clara ao declarar que "ajustará a estratégia orçamental se for necessário", frase que Passos Coelho repetiu. Será que estamos perante mais um daqueles casos que tanto irritam António Costa e por isso ficou em silêncio?

 Belém a Belém? Nem que os reis magos me pedissem!

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Para presidente do Belenenses talvez!

      
 A guerra em que um dos lados não quer ver
   
«O Estado Islâmico conhece-nos e provoca-nos. No "nos" leia-se o seguinte resto do mundo: gente que não gosta que se regue de gasolina um homem numa jaula e se lhe deite fogo, que se vendam mulheres como escravas, que se ponha um garoto de 12 anos a abater a tiro um homem de joelhos... O resto do mundo não gosta de nada disso e o Estado Islâmico sabe-o. E faz o seguinte: filma cada um desses episódios detestáveis e divulga-os para o resto do mundo. Não se poderá chamar hipócritas a estes radicais islâmicos. Eles fazem o que não gostamos e eles gostam (mais, acreditam que é justo), e fazem questão em mostrá-lo. Crimes iguais a esses quase todas as guerras, sobretudo as civis, os praticaram mas os criminosos tiveram sempre o cuidado de os esconder. O Estado Islâmico, não - até prescinde de divulgadores externos. Que louvores não teria ganho o jornalista que tivesse fotografado, filmado ou escrito com palavras certas e horrorizadas uma cena daquelas numa guerra qualquer... Agora, o Estado Islâmico trata disso e com imagens claras. Ele faz aquilo àqueles que tem à mão e diz que quer fazer aquilo ao resto do mundo que não é o seu mundo. Declaração de guerra mais sincera não há. O Estado Islâmico, percebo. O que percebo menos é o resto do mundo não perceber que está em guerra. Por exemplo, em 1943, em plena II Guerra Mundial, Londres aceitava um propagandista do nazismo como hoje aceita propagandistas do Estado Islâmico?» [DN]
   
Autor:

Ferreira Fernandes.

 Bem pregava frei Tomás
   
«"Lamento profundamente não ter tido consciência dessas obrigações", disse no debate quinzenal, de ontem, o primeiro-ministro. Referia-se, claro está, às suas obrigações contributivas, aquelas que ele julgava, à época, serem de carácter opcional. Como disse Catarina Martins, Passos Coelho andou distraído durante cinco anos: não só não tinha consciência de que todos os cidadãos têm de pagar segurança social, como durante o mesmo período de tempo, no momento em que preenchia o modelo B da declaração de IRS, não deu pela existência duma caixinha que refere o carácter obrigatório das contribuições para a Segurança Social.

Resta saber se os portugueses pensam que quem se esquece das suas obrigações contributivas pode ser primeiro-ministro ou não? Se os portugueses acham que alguém que está obrigado a não ter contemplações com quem se atrasa ou que tem uma dívida e espera três anos para a pagar pode ser a mesma pessoa que ignorava uma prestação fundamental para o Estado ou que, já enquanto primeiro-ministro, atrasou o devido pagamento? No fundo, alguém que, com certeza, mudou, mas que durante bastante tempo se seguia por o nosso conhecido "olhem para o que eu digo, não olhem para o que eu faço".

Luís Montenegro, no debate parlamentar, assumiu, com clareza, o carácter político da conduta fiscal e contributiva do primeiro-ministro: "Cada português vai fazer o juízo sobre o comportamento de todos os agentes políticos." É isso mesmo.» [DN]
   
Autor:

Pedro Marques Lopes.


 Já podem voltar
   
«Apoiar os emigrantes e luso-descendentes que queiram voltar ao país para estabelecer empresas e promover a contratação de emigrantes em empresas portuguesas no estrangeiro são algumas das medidas que esta quinta-feira vão ser aprovadas em Conselho de Ministros. O programa VEM (Valorização do Empreendedorismo Emigrante), pretende apoiar numa fase inicial entre 40 a 50 projetos de portugueses que estejam no estrangeiro e queiram voltar para Portugal com ideias para um negócio. Medidas devem entrar em vigor até ao fim de junho.» [Observador]
   
Parecer:

Com a aproximação das eleições o governo faz o mesmo que tem feito com os seus roteiros, limpa as nódoas de sujidade.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 Defesa de Sócrates faz acusações graves a procurador
   
«Os advogados de José Sócrates acusaram nesta quarta-feira o procurador encarregue do inquérito relacionado com a Operação Marquês de ter enganado deliberadamente tanto a Procuradoria-Geral da República (PGR) como o juiz que decretou a prisão preventiva do ex-primeiro-ministro, Carlos Alexandre.

Numa conferência de imprensa em que explicaram os fundamentos do habeas corpus que apresentaram para pedir a libertação imediata do antigo governante, Pedro Delille e João Araújo disseram que o magistrado Rosário Teixeira alterou as referências à altura que José Sócrates teria cometido os crimes de fraude fiscal, corrupção e branqueamento de capitais.

“Inicialmente esses factos estavam localizados entre 2000 e 2005 e foram agora, depois do recurso para o Tribunal da Relação,  deslocados para o período entre 2005 e 2011, período em que o engenheiro José Sócrates foi primeiro-ministro”, referiu João Araújo.

Qual seria o objectivo de Rosário Teixeira? Segundo o advogado, submeter José Sócrates ao poder do juiz do Tribunal Central de Instrução Criminal Carlos Alexandre, “porventura por o considerar mais favorável às suas teses investigatórias”, em vez de o remeter para os magistrados do Supremo Tribunal de Justiça, os únicos que, no entender dos representantes de Sócrates, poderiam decidir o destino do seu cliente, uma vez que está afinal em causa a actuação de um primeiro-ministro.» [Público]
   
Parecer:

A ser verdadeiras estas acusações isso significa que estamos no Califado.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver.»

 O Maduro prepara a campanha eleitoral
   
«José Manuel Portugal foi informado na terça-feira pela nova administração da RTP que não contava com ele e deixou nesta quarta-feira de comandar a informação do canal do público, confirmou o PÚBLICO. No mesmo dia, Fausto Coutinho, director de Informação da RDP, comunicou à redacção da rádio pública que a administração da empresa o pretende exonerar.

Com José Manuel Portugal deverá cair toda a restante direcção da RTP. Os nomes da nova direcção, que ainda não são conhecidos, têm de ser enviados para aprovação à Entidade Reguladora para a Comunicação Social e ao Conselho Geral Independente.

Na rádio pública, também já estão em marcha as mudanças. "Acabo de ser informado de que o CA [conselho de administração] pretende exonerar a Direcção de Informação Rádio", diz uma mensagem de Fausto Coutinho, enviada aos jornalistas da rádio.

Questionado pelo PÚBLICO ainda antes de se saber das mudanças na rádio, o presidente da RTP recusou confirmar ou desmentir a situação do director de Informação da RTP. Mas defendeu que “a estrutura está a funcionar”.» [Público]
   
Parecer:

Começou a limpeza.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Aguarde-se pelos novos nomes.»

 Cavaco diverte-se com os portugueses
   
«O Presidente da República disse esta quarta-feira que não definiu nenhum perfil do seu sucessor no cargo, mas apenas chamou a atenção para a competência reforçada que hoje existe na política externa.

"Eu não defini nenhum perfil, não entendo como é que alguém que tenha lido cuidadosamente tudo aquilo que eu escrevi possa encontrar lá alguma coisa relacionada com algum ato eleitoral", afirmou Cavaco Silva, ao ser questionado sobre as leituras feitas sobre eventuais candidatos à sua sucessão no prefácio do "Roteiros IX", publicação que reúne as suas principais intervenções do último ano.» [Expresso]
   
Parecer:

Ajudem este senhor a sair com dignidade pois já não sabe o que diz.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Lamente-se o espectáculo triste da incompetência.»
  

   
   
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