segunda-feira, março 30, 2015

Umas no cravo e outras na ferradura



   Foto Jumento

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Gaivota no Parque das Nações, Lisboa


 Fotos dos visitantes d'O Jumento
  
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Produção de Medronho, Monchique [A. Moura, Faro]
  
 Jumento do dia
    
Marco António, o pequeno

A natureza tem destas coisas, dois progenitores deram ao seu rebento o nome de um imperador romano e azar dos azares, o homem nasce pequeno, talhado para ser uma segunda figura do PSD que até esteve para ser ministro do trabalho mas teve de se contentar com o lugar de secretário de Esatdo, para dar o lugar ao ioncompetente do Lambretas.

Especialista em golpes rasteiros o pequeno MKarco António decidiu fazer jogo sujo gozando com a iniciativa do PS de pedir propostas para o programa elitoral. Trata-se de uma iniciativa de um partido que diz respeito aesse partido, mas o MArco António decidiu gozar. Só é pena que o pequeno imperador tenha mais humor do que memória, se assim não fosse lembrar-se.-ia de uma iniciativa do seu aprtido para que os eleitores sugerissem cortes na despesa.

Mas como Marco António e os seus são muito bons depressa abandonaram a ideia e como se viu sabiam muito bem em que despesas iriam cortar, nos vencimentos e nas pensões.

«Depois do apelo do PS aos seus simpatizantes, o  vice-presidente do PSD, Marco António Costa, convidou neste sábado os militantes a enviarem propostas para o Largo do Rato, afirmando que os socialistas revelam necessidade de ajuda para apresentar um projeto de Governo. "Espero que os meus amigos possam ter a oportunidade de mandar algumas ideias que é para os ajudar a fazer o programa porque senão for com o apoio, com ajuda dos portugueses e também dos militantes do PSD não será com estes dirigentes que o PS apresentará um projeto para Portugal", afirmou com ironia.

O também coordenador nacional do PSD discursava para uma audiência de militantes do partido, na tomada de posse dos novos órgãos concelhias de Vinhais, no distrito de Bragança, em que classificou de um "artifício" o pedido de contributos do PS para a elaboração do programa eleitoral que os socialistas vão apresentar aos portugueses. "O Partido Socialista tem andado permanentemente a esconder-se em artifícios, o último dos quais é que vai fazer alguma uma consulta à opinião pública para ter ideias para o programa eleitoral", enfatizou.

Marco António Costa continuou afirmando que "se o Partido Socialista não é capaz de apresentar um projeto sem ajuda de todos", o PSD está "aqui para os ajudar". Ressalvou, porém que "é indispensável que o Partido Socialista pare de atacar permanentemente todas as figuras do Estado português e que faça da política de terra queimada uma atitude constante da sua ação política".» [Expreeso]

 Interrogações que me atormentam

Como neste país não há almoços grátis interrogo-me sobre quem paga a quem nas violações do segredo de justiça no caso José Sócrates, serão os jornais que pagam aos garganta fundas da justiça ou são estes que pagam aos jornais para publicar a informação que interessa a alguém?
 
 A derrota do PS na Madeira
 
Será que as vitórias do PSD se devem apenas às asfixia democrática ou haverá também um problema de qualidade nas propostas e nas pessoas que personalizam a alternativa? Talvez seja tempo de o PS começar a repensar as suas estratégias para a Madeira e para o país pois os eleitores parecem ser mais exigentes com as propostas dos partidos do que parece.
 
 Um drone sobre Lisboa



  
      
 Vamos lá fracturar
   
«1 A melhor das hipóteses era descobrir e demonstrar que o Governo mandara criar uma lista VIP de pessoas particularmente protegidas pelas Finanças, no que aos seus processo dizia respeito. O PS, mancomunado com a extrema-esquerda e os demagogos de vários azimutes, começou por tentar, gulosamente, agarrar essa maravilhosa oportunidade. Sem pensar duas vezes, encostaram-se ao dirigente sindical dos funcionários das Finanças — o qual, para desviar as atenções do escândalo de se ter descoberto que havia funcionários (140 identificados) que se dedicavam a bisbilhotar processos de “contribuintes mediáticos” com os quais nada tinham funcionalmente a ver, substituiu-o pelo escândalo da existência da tal lista VIP, que seria patrocinada pelo Governo e, mais concretamente, pelo secretário de Estado Paulo Núncio. Só que o homem, chamado a mostrar as provas que jurava ter da lista e da directa intervenção do Governo na sua criação, mostrou duas mãos cheias de nada.

Falhada a sorte grande, avançou-se para o segundo prémio: se o secretário de Estado não tinha ordenado a criação de tal lista, pelo menos conhecia a sua existência e nada tinha feito para a travar. Hipótese infelizmente também desmentida pelas cartas de demissão e declarações do director e subdirector do Fisco e pelas juras, feitas sob a tortura do politicamente correcto, do secretário de Estado e do próprio PM: eles são, esclareceram, “visceralmente” contra listas destinadas a garantir especial protecção do sigilo fiscal a pessoas especialmente expostas à sua violação. Sacrificados os directores, acobardado o Governo, resumida toda a história a uns “testes” que nunca foram para diante, o que restava ao PS, que não meter a viola ao saco?

Presumo que neste fim-de-semana, auscultando o seu eleitorado nos cafés da terra, a senhora deputada esteja a receber muitas palmadinhas nas costas: o povo adora demagogia

Mas não, não é assim que eles vêem a política. Não interessa a verdade do que aconteceu ou deixou de acontecer, não interessa sequer discutir a questão de fundo. Não interessa saber que há países, como os Estados Unidos, onde quem não paga os impostos devidos vai preso, mas quem viola o segredo fiscal de um contribuinte também vai preso. Porque à responsabilidade total dos contribuintes nas suas obrigações corresponde a responsabilidade total da Administração na preservação do seu sigilo fiscal. E, assim, eis que, falhada a sorte grande e o segundo prémio, não conseguindo demonstrar nem que o Governo ordenara, nem que sabia, nem sequer que concordava com a tal lista VIP, o PS, em lugar de deixar morrer o assunto, resolveu antes apostar ao menos na terminação: se o Governo não ordenara, não queria e não sabia, devia ao menos saber. E, por isso, como explicou uma deputada socialista, aos gritos histéricos na Assembleia, o secretário de Estado tinha sido “desautorizado”, tinha “deixado de existir”, e só lhe restava demitir-se. Presumo que neste fim-de-semana, auscultando o seu eleitorado nos cafés da terra, a senhora deputada esteja a receber muitas palmadinhas nas costas: “Assim é que é, então aqueles malandros queriam segredo sobre as suas fichas nas Finanças? Quem não deve não teme!”. Presumo que a senhora deputada, quanto mais não fosse para não estragar o seu reconfortante fim-de-semana, não lhe tenha ocorrido balbuciar umas palavrinhas sobre essa coisa deslocada chamada direito à privacidade.

2 Noutra questão, os socialistas levantam dúvidas bem mais sérias: a questão da lista de condenados por pedofilia a ser fornecida às autoridades judiciais, policiais, serviços de reinserção social e comissões de protecção de menores. E, mediante pedido fundamentado, também acessível a quem detenha poder paternal sobre crianças. Trata-se de uma antiga ideia da ministra da Justiça, Paula Teixeira da Cruz, e que, anos atrás, debateu comigo num programa televisivo. Já então ela defendia esta medida, que eu rebatia, essencialmente com base numa deformação mental que tenho: desconfio, por princípio, de quando a invocação do bem comum exige o sacrifício de direitos e garantias individuais. E, para todos os efeitos, a lista e o acesso a ela significa uma pena acessória de quem foi julgado, traduzindo-se numa espécie de condenação perpétua, que não presume nem aceita a possibilidade de reinserção e arrependimento. Mas confesso que, se já então tinha dúvidas, hoje tenho ainda mais. Tudo o que hoje sabemos sobre a pedofilia, sobre o seu carácter de tara incurável (independentemente de saber se a taxa de reincidência no crime é de 40 ou de 90%), sobre as circunstâncias de facto que a tornam propícia (seja na escola, na igreja ou nos acampamentos juvenis), são dados de que não se pode fugir, se o principal é proteger as potenciais vítimas e não os sabidamente pedófilos. É uma discussão complexa, em que cada argumento esbarra num contra-argumento, e a solução final adoptada nunca será pacífica e muitas vezes não evitará a perpetração do crime ou a consumação de uma injustiça.

Penso que a discussão merece ser feita sem preconceitos e, sobretudo, sem ser inquinada pelo politicamente correcto. E há sinais disso: basta ler nas entrelinhas os habituais defensores do lobby gay, para perceber que eles e elas procuram forma de esconjurar esta lei como homofóbica. Há anos, o Supremo Tribunal de Justiça, julgando um caso de violação de um menor por parte de um homossexual, produziu uma vergonhosa sentença em que estatuía que tal crime não poderia ser julgado mais grave do que se tivesse sido cometido por uma mulher, sob pena de tal contrariar o princípio constitucional da liberdade de orientação sexual de cada um (neste caso, do criminoso). Ou seja, para os juízes do STJ, para um miúdo de dez ou doze anos, era indiferente ser violado por uma mulher ou por um homem, pois o que havia a defender era o direito à orientação sexual do criminoso e não a da vítima, que ainda nem tinha idade para a ter. Espero bem que esta lei, a ser chumbada, o seja por razões jurídicas convincentes e não pela vassalagem ao politicamente correcto ou por força do terrorismo intelectual característico do lobby GLT (veja-se o exemplar caso da perseguição de Elton John e amigos à dupla Dolce e Gabana, só porque eles, apesar de serem um casal gay, se pronunciaram contra a adopção por parte dos casais homossexuais). Estamos a falar de coisas muito sérias, que só não entende quem não tem filhos.

3 O Conselho Deontológico da Ordem dos Advogados decidiu instaurar procedimento disciplinar ao advogado de Sócrates, João Araújo, pelas ofensas dirigidas a uma jornalista do Correio da Manhã-TV. Acho que fez bem. Mas também acho que o Conselho Deontológico do Sindicato dos Jornalistas, que se apressou a defender a jornalista em causa, deveria ver na íntegra a reportagem que ela fez para a CMTV (acessível no YouTube), perseguindo os advogados pela rua fora, colada a eles sem os largar durante minutos e de microfone estendido captando as conversas entre ambos, numa atitude de deliberada provocação. Gostaria que me esclarecessem se aquilo é o que agora se chama jornalismo.» [Expresso]
   
Autor:

Sousa Tavares.


 Verbo de encher
   
«As autoridades romenas divulgaram o envio de aviões militares portugueses para o seu país, numa altura em que Cavaco Silva ainda desconhecia a missão. Esta situação acabou por provocar enorme mal-estar entre o Presidente da República e o governo de Passos Coelho, num episódio que acabou por, indiretamente, envolver a própria NATO.

O mau ambiente entre os dois órgãos de soberania surgiu quando o Palácio de Belém soube, pela imprensa, que as Forças Armadas iriam ser empenhadas numa missão externa sem que o Conselho Superior de Defesa Nacional (CSDN) a tivesse obrigatoriamente apreciado e aprovado. Pior, o Presidente ainda nem sequer tinha sido informado pelo chefe do governo, nas habituais reuniões semanais das quintas-feiras entre ambos.» [DN]
   
Parecer:

Passos já não dá cavaco a Cavaco!
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pobre senhor, as humilhações a que se sujeita.»

 Este Syriza até parece o BE
   
«As negociações entre as autoridades gregas e os credores internacionais com o objetivo de chegar a um acordo até segunda-feira sobre as medidas a assumir por Atenas estão mergulhadas em dificuldades, de acordo com participantes no processo, citados pela Bloomberg. A lista de reformas prometida pelo Governo de Alexis Tsipras prevê um aumento das receitas fiscais em três mil milhões de euros ainda em 2015, mas a delegação de Atenas apenas apresentou documentos em formato digital através de dispositivos móveis, dizem as mesmas fontes, e escritos somente em grego.

Em vez de uma lista de medidas concretas, a Grécia limitou-se a mostrar um documento “demasiado vago, não credível e não escrutinável”, afirmou um diplomata, que adiantou que a delegação grega fez a respetiva apresentação de forma oral. A lista de reformas, discutida sob a pressão de a Grécia ficar de cofres vazios a 9 de abril próximo quando tem de fazer um reembolso de 460 milhões de euros ao FMI, constitui o requisito para os credores internacionais, integrados, também, pelo Banco Central Europeu e Comissão Europeia, libertarem 7,2 mil milhões de euros de financiamento à Grécia.» [Observador]
   
Parecer:

Já quase nem se fala do Syriza.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver.»
  

   
   
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