segunda-feira, janeiro 27, 2014

Umas no cravo e outras na ferradura


 
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Pardal-comum, Lisboa
  
 Jumento do dia
    
Marques Mendes

Marques Mendes era administrador, nessa qualidade fez ou concretizou um negócio com números duvidosos, agora vem defender que não é responsável por nada. Ficamos a saber que Marques Mendes é inimputável, talvez por ainda ser muito pequenino, muito pequenino na hora de assumir as responsabilidades.

«Luís Marques Mendes voltou hoje a garantir que não esteve envolvido no negócio de venda de ações, em 2010 e 2011, de duas empresas de renováveis que estão a ser investigadas por poderem ter lesado o Estado em 773 mil euros.

"Não sou sócio, nem nunca foi sócio da empresa que compra, nem da que vende. Eu limitei-me como admistrador a formalizar aquilo que os anteriores tinham celebrado", afirmou o comentador à SIC.

O Expresso adianta, contudo, nesta edição que apesar de Luís Marques Mendes já ter dito, em comunicado, que não era sócio das empresas investigadas, era acionista das duas sociedades vendidas à Fomentinvest e a NRW Energias.

Carmen Xavier, sócia-gerente da Isohidra, classificou o negócio de venda de ações como "ilegal", por Luís Marques Mendes, sublinhando que foi feito com um preço abaixo do mercado.

Mas segundo o conselheiro de Estado, o preço foi combinado entre as partes em 2008, pelo que não estranhou o valor. » [Expresso]

 
 A praxe

A política de Passos Coelho deve constar nalgum manual de praxes da Lusíada. Aliás, Passos é o Dux e com ele está a comissão de praxes daquela "universidade".
 
      
 Casos de polícia
   
«Não vou comentar os acontecimentos do Meco, de uma escala apesar de tudo rara ou inédita. Mas, dado o clima da semana, julgo ser obrigatório escrever sobre as "praxes" que, ao que consta, provocaram os acontecimentos. Pior ainda, não consigo fugir ao consenso geral: mesmo quando não são propensas ao perigo, as "praxes" são uma manifestação de idiotia e uma explicação para o nível geral do nosso ensino superior.
  
As reportagens sobre os jovens afogados vão mostrando porque é que tantas criaturas terminam a licenciatura sem uma vaga ideia do respectivo conteúdo, de resto frequentemente superficial. O universo das "praxes" é um currículo à parte, repleto de hierarquias, estatutos, símbolos de honra e desonra, códigos de conduta e normas de vestuário que os leigos devem aprender com zelo, sob pena do que calha, incluindo, em situações extremas, da morte. Não admira que, enquanto se dedicam às ordens do "Dux" (?), os "estudantes" não tenham vagar para o propósito oficial das universidades, as quais assistem impávidas à troca do saber especializado pela iniciação paralela à reverência, à prepotência, à desumanização, ao colectivismo e, afinal, à cretinice. Se a aversão à liberdade é uma marca nacional, o desejo de pertença, uma discutível virtude, realiza-se aqui da maneira mais primária.
  
"Aqui", onde? É justo distinguir entre universidades com e sem aspas. O peso das "praxes" é menos relevante nas instituições em que os estudantes, por incrível que pareça, têm de estudar. A importância da capa e da batina cresce em função da insignificância da instituição, o que, em Portugal, equivale a dizer que as "praxes", se levadas ao limite da sua essencial selvajaria, são sobretudo característica das "universidades" particulares, por cá quase uma contradição nos termos.
No mundo civilizado, as melhores escolas são, como seria de esperar, as que funcionam à margem do Estado. No mundo que nos tocou em sorte, em que o ensino público já é o que é, a iniciativa privada foi incapaz de criar um simulacro - ou, vá lá, uma caricatura - de Yale ou Harvard. Em vez disso, ergueu uns barracões sem dignidade nem docentes que, grosso modo, encheu com o refugo do numerus clausus. Nesses lugares, as "praxes" fingem uma tradição e servem de currículo. Por regra, a coisa não vai além da trapaça; ocasionalmente, chega à tragédia. Em ambas as circunstâncias, à semelhança dos rapazes e raparigas mortos na praia, as diversas "Lusófonas" são um caso de polícia. (...)» [DN]
   
Autor:
 
André Macedo.
   
   
 O pequeno Mendes acha que Passos errou
   
«Com Marcelo Rebelo de Sousa a desistir da sua candidatura às Presidenciais de 2016 e Durão Barroso a confirmar que não faz parte dos seus planos candidatar-se ao cargo , segundo o Expresso, Luís Marques Mendes considera que Pedro Passos Coelho se precipitou com a moção da sua recandidatura, onde referiu que não apoiava o primeiro candidato. Em declarações no ‘Jornal da Noite’ da SIC, o comentador defende que quem ganhou com esta situação foi a esquerda, que está mais confiante com uma vitória nas próximas eleições.

“Acho que a moção de Passos é um erro político grande. Primeiro porque um político é suposto unir e ele dividiu. Depois porque Passos está a distrair as atenções do partido. O partido que devia estar centrado na situação económica do país, está afinal já a pensar nas presidenciais”, afirmou o ex- ministro dos Assuntos Parlamentares.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Marquyes Mendes ainda tinha a esperança de ganhar as presidenciais.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
     

   
   
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