sábado, março 28, 2015

Um discurso pouco digno

"Se o fizermos, estamos a contribuir para que se concretize uma possibilidade - que foi referida por mim próprio e pelo secretário-geral da OCDE [Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico] na semana passada em Paris - da economia portuguesa crescer, no ano de 2015, 2%. Alguns aqui no país tentaram esconder as palavras do secretário-geral da OCDE. É uma atitude que revela algum incómodo incompreensível" [Cavaco]


O actual discurso político de Cavaco Silva é pouco  digno de um presidente de quem se espera isenção e ainda mais em pleno período eleitoral que receio da direita perder as eleições ele transformou na maior campanha eleitoral de que há memória, isto em plena crise e quando no horizonte ainda está um segundo resgate.
  
É pouco digno de um economista porque um professor de economia não ignora que este crescimento está aquém do que seria de esperar depois de um queda brutal do preço do petróleo e de uma igualmente brutal desvalorização do euro. Se a estes factores acrescentarmos a redução dos custos do trabalho e a liberalização da legislação laboral teremos que concluir que estamos perante expectativas que roçam o miserável.

É pouco digno de um presidente deste país porque e um discurso pobre, sm grande nível e que tenta apoiar-se numa entidade estrangeira para convencer um país, como se o seu povo não tivesse gente à altura e com mais classe intelectual e mais credibilidade do que o presidente da OCDE.
  
É pouco digno de um político europeu porque desrespeita os valores democrático de um país e de um povo.
  
É pouco digno de alguém inteligente pois qualquer pessoa comn dois palmos de testa sabe que este tipo de argumentação não conseguem um único voto e apenas torna ridículo quem o faz.
  
Pobre Cavaco, vai ser penoso e triste vê-lo arrastar-se até ao fim do seu mandato.
  
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