sábado, maio 24, 2014

Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 

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Proa de fragata do Tejo
  
 Jumento do dia
    
Lobo Xavier

A esquerda que se cuide, Lobo Xavier suspendeu as suas funções empresariais e de lobbying político para ir dar uns murros no PS durante a campanha eleitoral. Se o que motivou Xavier a querer decidir as eleições foi a presença de Sócrates porque razão o corajoso militante do CDS não se dedicou à vida política activa quando o PS era governo?

Enfim, esta gente da direita não parece ter a noção do ridículo e se Xavier vai tentar desesperadamente ajudar o CDS não é por causa de Sócrates, é porque não acredita nas sondagens e receia que o partido que já foi do táxi saia destas eleições como o partido do riquexó, algo que não convinha às empresas para quem trabalha.

«Assumindo uma "inconfidência", António Lobo Xavier contou hoje que "pediu" para ir à campanha do PSD/CDS porque ao longo das duas semanas de estrada sentiu-se "incomodado". E a maior razão do seu incómodo é o uso que outras campanhas têm feito da "falta de memória e distracção das pessoas" associadas a um nome: José Sócrates? 

E "se o PS acha que é altura de recuperar a figura de Sócrates, então é altura de eu voltar à política activa". O antigo dirigente do CDS não explicou o que queria dizer com esta afirmação. Estaria a referir-se à participação no almoço de campanha da Aliança Portugal em Penafiel ou estaria a pensar em outros voos? E mais não disse. » [DE]
 
 Finalmente um verdadeiro macho nesta direita de armário

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 Pérolas de história que desperdiçamos
   
«A revista brasileira Veja dedica a capa a Cristiano Ronaldo. Chama-lhe "o melhor jogador do mundo" e lembra a "arrogância" dele. Para pedras, é um magnífico pedestal. A Veja cita um historiador dizendo do jogador: "Ele é o homem que os portugueses raramente conseguem ser: ótimo profissional e dono do próprio nariz." E o historiador insiste: "Contrasta com o traço comum de submissão deste país." Vocês não queriam só elogios, pois não? Afinal, a revista é brasileira e o português (aquele futebolista) vai lá chegar como adversário. Em todo o caso, voltemos à generalização do português que não consegue ser (com a rara exceção do CR7) bom de bola e soberbo. É uma generalização, que como a rosa que é rosa é uma generalização. Nem vou alargar o campo de pesquisa para procurar portugueses ótimos. Fico mesmo só no futebol. E, aí, fecho ainda mais o ângulo de pesquisa: portugueses no futebol, e no futebol brasileiro. Então, aí vai. Em 1923, o Vasco da Gama, o clube dos comerciantes lusos, ganhou o campeonato do Rio. Os clubes da elite não gostaram porque havia negros na equipa. Convidaram o Vasco a mandar embora os crioulos. Mas a direção do Vasco disse: "Então, não jogamos!" E não jogaram. Quem sabe se esse traço português de não submissão não apressou os ótimos e soberbos Pelé, Didi e Djalma Santos, em 1958? Estes não são portugueses, eu sei. O meu ponto é outro: sem o Vasco de 1923, esses campeões mundiais não se teriam atrasado?» [DN]
   
Autor:
 
Ferreira Fernandes.
      
 A alucinação
   
«Não podendo viver dos méritos do seu Governo, muito justamente detestado por um povo empobrecido e cansado de mentiras, a campanha eleitoral da direita deixou-se tomar pelo desespero e aposta tudo numa teoria ridícula, que remete para a absoluta infantilização da política.

Para esta direita trauliteira, cega de ódio, a maior crise internacional dos últimos oitenta anos não existiu, o que existiu foi o Sócrates; não houve nenhuma crise do ‘subprime', nem do sistema financeiro, o que houve foi o Sócrates; não houve uma recessão global em 2009, o que houve foi o Sócrates; não houve uma resposta coordenada da Europa à crise que levou ao aumento dos défices e das dívidas para salvar empregos e evitar uma grande depressão, o que houve foi o "despesismo socialista" e do Sócrates; não houve crise grega, nem efeito de contágio às economias da periferia, o que houve foi o Sócrates; não houve falta de solidariedade com a Grécia, nem erros crassos da senhora Merkel, do senhor Trichet ou do senhor Barroso, o que houve foi o Sócrates; não houve crise das dívidas soberanas, nem crise do Euro, houve, sim, o Sócrates; não houve consequências do "chumbo" do PEC IV na descida abrupta dos ‘ratings', na subida dramática dos juros e na ruptura do financiamento da economia e do Estado, o que houve, já se sabe, foi o Sócrates; tal como nunca existiu, jamais em tempo algum, a famigerada coligação negativa de Passos Coelho e Portas com os comunistas e a extrema-esquerda que, no auge da crise das dívidas soberanas, desprezou o apoio do BCE ao PEC IV e, na ânsia de chegar ao poder, provocou a crise política que arrastou Portugal para a ajuda externa, o que houve, é claro, foi o Sócrates! De igual modo, PSD e CDS, já para não falar em Catroga e Durão Barroso, também não participaram, de forma alguma, nem de longe, e muito menos de perto, na negociação do Memorando da ‘troika', onde parece que só está a assinatura inconfundível do incontornável Sócrates.
Tal como nunca, nem por uma só vez ao longo destes três anos, o Governo de Passos e de Portas enganou os portugueses e foi, ou sequer pensou em ir, "além da troika" - seja nos impostos, seja no corte de salários ou de pensões - antes se limitou, apesar das doze revisões do Memorando inicial, a cumprir à risca, muito escrupulosamente, e sempre a contragosto, o programa "mal desenhado" inicialmente pela ‘troika' e pelo outro, o mesmo de sempre, o maldito Sócrates. O próprio Vítor Gaspar, de quem muito se falou, e que terá escrito, assinado e divulgado uma carta de demissão a confessar o seu completo fracasso, não é certo que alguma vez tenha sequer existido, até por uma razão simples que nem devia ser preciso explicar: só existe o Sócrates, o Sócrates, o Sócrates!

É notável, embora um bocadinho patético e doentio, este esforço da direita para torcer os factos e a verdade histórica nesta sua campanha alucinada. Mas é preciso cuidado: as alucinações nunca são um bom sintoma e podem ser o sinal de que já se passou para o outro lado. Ver Jean-Claude Juncker, o candidato da direita ao altíssimo cargo de Presidente da Comissão Europeia, referir-se a Cristóvão Colombo como nosso "compatriota" é capaz de ser indício de que toda esta tentativa de reescrever a história já foi um pouco longe demais.» [DE]
   
Autor:

Pedro Silva Pereira.
   
   
 Ridículo demais para ser verdade
   
«Agentes de patrulhamento da PSP de Lisboa vão estar empenhados, até 10 de junho, a juntar 15 toneladas de tampinhas plásticas para fazer uma superbandeira nacional, para apoiar a seleção nacional de futebol e bater um recorde do Guinness.

O Sindicadto Unificado da Polícia (SUP) denuncia esta situação e afirma que os agentes "estão a ser obrigados a fazer este serviço que em nada dignifica a PSP". O caso foi avançado pela edição online do jornal i, ontem ao final da tarde.» [DN]
   
Parecer:

As coisas com que a PSP brinca.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
     

   
   
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