quarta-feira, julho 02, 2014

Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 

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Rua Augusta, Lisboa
  
 Jumento do dia
    
Pedro Mota Soares, o "Lambretas

Portugal está assistindo a um milagre económico digno da Santinha da Rua da Horta Seca, sem que se tenha conhecimento de investimentos e com a economia em recessão ou em quase estagnação não pára de diminuirr o desemprego. Agora o Lambretas não só inventa criação de emprego como ainda o usa para justificar a redução dos portugueses que beneficiam do rendimento social d inserção. Só falta dizer que os mais pobres foram estudar alemão e já estão a trabalhar em Munique ou Berlim.

«"Significa maior rigor na atribuição de prestações sociais. O Governo tomou um conjunto de medidas para separar o trigo do joio, garantir que quem efetivamente não tem condições de subsistência pode receber uma prestação desde que esteja disponível para um conjunto de obrigações", disse Pedro Mota Soares.

"É normal que numa altura em que o desemprego desça existam mais pessoas a sair do Rendimento Social de Inserção (RSI)", acrescentou.» [Notícias ao Minuto]
 
 Coisa estranha

Quem quer que Passos Coelho continue a fazer o que tem feito prefere Seguro na liderança do PS. Nunca um líder do PS mereceu esta alegria por parte da direita, ainda por cima pouco tempo depois de essa mesma direita o ter considerado um mole.
 
 Uma dúvida

No que é que o ti Costa do BdP foi melhor no caso BES doq ue sucedeu com Constâncio no caso BPN? Convém considerar que o ti Costa conhece as vigarices off shore da banca como poucos, que hoje todos estão mais alertas em relação à banca e que os poderes dos banco centrais são maiores e mais eficazes.

Enfim, ainda bem que o ti Costa é um gajo muito competente e evitou uma crise no sistema financeiro português...
 
 Situação original

Passos Coelho gere o governo e assume compromissos internacionais como se tivesse mandato de primeiro-ministro para mais 48 anos. O mesmo faz Seguro, comporta-se como se o mandato de secretário-geral do PS durasse os mesmos 48 anos.

Estes jotas são muito originais.
 
      
 A política está a mudar. Habituem-se!
   
«O país tem vindo a assistir a um novo fenómeno que pode indiciar que algo de profundo está a mudar no panorama politico-partidário.

A situação insólita actualmente vivida no Partido Socialista é um sinal de que podemos estar a assistir a uma alteração da tradicional correlação de forças entre o espaço público e a esfera de intervenção partidária.

Os factos são conhecidos.

É sabido que António José Seguro depois de ascender ao lugar de secretário-geral do PS alterou os estatutos do partido de forma a “blindar” qualquer tentativa de “ameaça” à sua liderança até às legislativas de 2015.

Muita gente dentro e fora do PS dava como adquirido que António José Seguro se manteria aos comandos do partido e seria candidato a primeiro-ministro, depois de frustradas as tentativas da oposição interna em apresentar uma alternativa, em tempo útil, isto é, dentro dos calendários previstos pelos estatutos.

Sabia-se que mesmo tendo que enfrentar períodos de turbulência interna, Seguro tinha um mandato legítimo para quatro anos, resultado da alteração estatutária por si promovida, que instituiu o alargamento dos mandatos de secretário-geral para o dobro, estando, por essa via, “amarrado” à liderança do partido e à condição de candidato a primeiro-ministro.

Ademais, sob a liderança de Seguro, o PS ganhara duas eleições – autárquicas e europeias – e em circunstâncias normais essas vitórias, mesmo que para muitos pouco convincentes, teriam sido suficientes para que a máquina partidária, controlada por Seguro, impedisse qualquer tentativa de mudança de rumo.

Perante estas permissas, cumpre perguntar: o que se passou, então, para que o quadro de funcionamento do sistema partidário não se tivesse comportado de forma prevísivel?

Na minha perpectiva, o que aconteceu foi que pela primeira vez em Portugal a intervenção no espaço público extravasou e rompeu com as barreiras do espaço político formal. A crise no PS não é apenas uma crise interna, é uma crise sistémica. É o efeito das “ondas de choque” provocadas pelo crescente descrédito dos cidadãos no sistema politico.

As formas de intervenção política formal estão em acelerado processo de deslegitimação democrática e já não conseguem disfarçar a fraca representatividade que o actual sistema político revela, espelhado quer nos níveis-recorde de abstenção, quer no aumento da base eleitoral dos partidos anti-sistema.

É hoje claro que com o advento da Sociedade da Informação e com a dissiminação da Internet e das tecnologias móveis, uma nova forma de intervenção cívica, acelerada pelo espaço público virtual e pelas redes sociais, está a germinar e a emergir progressivamente e com isso a reconfigurar a própria democracia. O campo da cidadania alarga-se e autonomiza-se e as organizações políticas formais, que atravessam uma crise de identidade e de legitimação, respondem reactivamente e dessa forma tentam readaptar-se e reinventar-se numa lógica de sobrevivência.

Em vários momentos da nossa história as inovações tecnológicas produziram efeitos de mudança fundamentais e permanentes nas estruturas de poder das sociedades humanas. O pensador americano de origem australiana McKenzie Wark fala da eclosão de um novo fenómeno que designa por “terceira natureza”, explicando: "Entrámos numa nova era em que a informação passou a estar um passo à frente do movimento das pessoas e das coisas, acabando por dominar e coordenar os seus movimentos, fazendo com que a 'terceira natureza' exerça ainda maior domínio sobre a 'segunda natureza', que é a do contexto humano e do processo produtivo, que, por sua vez, domina a nossa relação com a natureza, os recursos e as matérias-primas."

As novas formas de intervenção no espaço público estão a permitir aos cidadãos desestruturar os velhos modelos de organização centralista e substituí-los por processos de comunicação baseados no diálogo em rede, muitas vezes desenvolvidos em canais que escapam ao controlo dos dirigentes. Esta é uma nova realidade e quem quiser ter lugar na política do futuro vai necessariamente ter de se adaptar a ela.

A emergência de António Costa como candidato à liderança do PS não teria sido possível, atentas as crcunstâncias e os condicionalismos inerentes ao modelo partidário vigente, se não tivesse encontrado na sociedade civil uma “câmara de eco” que soou de forma ruidosa no espaço público, impondo-se ao partido.

António José Seguro foi apenas a primeira vítima. Habituem-se!» [Público]
   
Autor:
 
Daniel Adrião.
      
 Marcelo, Miguel, o BES e nós
   
«Pergunta do milhão de euros: como é possível que um caso com a dimensão do BES só se conheça agora? Como é possível que nós, gente dos jornais e da comunicação social, tenhamos tido ao longo dos anos notícia de tantas pontas soltas – basta ver o número de casos em que o banco esteve envolvido –, mas ninguém tenha sido capaz de unir as várias pontas e perceber aquilo que realmente se estava a passar?

A resposta é óbvia: porque a família Espírito Santo é demasiado grande e o país demasiado pequeno. Enquanto a família esteve unida, formou um bloco inexpugnável, pela simples razão de que o seu longo braço chegava a todo o lado, incluindo partidos (alguém já ouviu António José Seguro, sempre tão lesto a dar palpites sobre tudo, comentar o caso BES?), comunicação social (quem não se recorda do corte de relações com o grupo Impresa em 2005, na sequência de notícias sobre o envolvimento do BES no caso Mensalão?) e até aos próprios comentadores, por via das relações pessoais que Ricardo Salgado mantém com gente tão influente quanto Marcelo Rebelo de Sousa ou Miguel Sousa Tavares.

Ora, ninguém à face da terra possui uma independência inexpugnável. Isso não significa que todos tenhamos um preço – significa apenas que somos condicionados por relações de amizade ou de sangue e que nesse campo uma família de 300 membros, que há décadas se move na alta sociedade portuguesa como peixe na água, acaba por chegar a quase toda a gente que interessa. O próprio Sousa Tavares referiu essas ligações há um ano, numa entrevista à Sábado: “O Ricardo Salgado é sogro da minha filha e avô de netos meus. Além disso, somos amigos há muitos anos, porque eu fui casado com uma prima direita dele. Nunca o critiquei e nunca o elogiei, porque acho que não se fala da família em público.” Pode apontar-se a Miguel Sousa Tavares muita coisa – eu já o fiz –, mas não falta de independência ou coragem. Simplesmente, quando o caso BES atinge esta dimensão, o silêncio de alguém com a sua importância torna-se efectivamente um favor a Salgado. Não há como fugir a isso.

Mas se Sousa Tavares não fala sobre o tema e já justificou porquê, o mais influente comentador português – Marcelo Rebelo de Sousa – necessita urgentemente de aproveitar algum do seu tempo dominical para fazer a sua declaração de interesses em relação aos Espírito Santo. E essa declaração é tanto mais premente quanto nas últimas semanas tem vindo a defender a solução Morais Pires, considerando até que a impressionante queda das acções do BES na passada semana era coisa “inevitável”, visto estarmos perante “um novo ciclo”. Que essa queda tenha acontecido exactamente por não estarmos perante um novo ciclo parece não ter passado pela sua cabeça, habitualmente tão veloz e atenta.

Não admira, pois, que Nicolau Santos tenha chamado a atenção no Expresso para o facto de Marcelo e Ricardo Salgado já terem passado juntos “várias vezes férias no Mediterrâneo”. E já agora – acrescento eu – que Rita Amaral Cabral, há longuíssimos anos companheira de Marcelo, como é público, seja actualmente administradora não executiva do BES, e, entre 2008 e 2012, um dos três membros da comissão de vencimentos do banco. Marcelo, como todos sabemos, nunca teve quaisquer problemas em criticar aqueles que lhe são próximos. Mas há factos que devem ser verbalizados – porque é precisamente destes pequenos segredos que vive o regime que nos trouxe até aqui.» [Público]
   
Autor:

João Miguel Tavares.
   
   
 Estes pobres consomem demais e depois vem a crise!
   
«O final do mês de Junho revelou-se uma “hecatombe” para os “bolsos” dos accionistas do Grupo Espírito Santo (GES) que, nas duas últimas sessões, viram a cotação da ESFG (que detém 25,1% do BES) cair cerca de 40%, para 1,4 euros. Já o BES manteve-se em terreno negativo com as acções a afundarem-se, naquele curto período, quase 28% e a negociarem-se a 60 cêntimos (menos 15 cêntimos do que o valor do aumento de capital).

A derrapagem acelerada das cotações das duas empresas do universo Espírito Santo está a preocupar as autoridades, que nesta segunda-feira se confrontaram com um contágio à dívida nacional, que no prazo a três anos sofreu uma ligeira subida de 0,004% (para 1,19%). O BPI e Banif fecharam igualmente a deslizar na bolsa de Lisboa (3,65% e 2,4%, respectivamente). Ao contrário do BCP, que subiu quase 5% no último dia em que os investidores podiam comprar acções para participar no aumento de capital de 2250 milhões de euros, que arranca a 4 de Julho.» [Público]
   
Parecer:

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Despacho do Director-Geral do Palheiro: «»
  
 Depois de adiar Seguro arrasta os pés e atrasa
   
«Os três dias passados sobre a última, e tensa, reunião interna socialista não foram ainda suficientes para proceder à redacção final do regulamento eleitoral para as primárias, nem para fechar a composição da comissão eleitoral.

Esta terça-feira foi o dia estipulado, há um mês, para aprovação do regulamento e designação da comissão. Os prazos do calendário para as primárias começam assim a derrapar.

Na passada sexta-feira, a comissão política nacional do PS aprovou o regulamento proposto pelo secretário-geral, mas com alterações. Confirmou também o ex-ministro e antigo dirigente socialista, Jorge Coelho, como líder da comissão eleitoral. De então para cá, pouco mais se avançou. Mas ambos os lados que agora disputam a liderança do PS admitem a data de 8 de Julho – dia para o qual está agendada uma nova comissão política nacional - como a meta, para fechar ambos os dossiers.  

Contactado ontem pelo PÚBLICO, António Galamba, dirigente nacional para a organização do PS, escusou-se a adiantar pormenores, com o argumento de que não estava a par do processo. Por seu turno, Duarte Cordeiro, o apoiante de António Costa que apresentou propostas de alteração ao regulamento durante a última reunião, disse estar ainda à espera de “ser contactado” por alguém da direcção para se tratar da redacção final. “Se não for contactado durante o dia de hoje, contactarei a sede no sentido de agendar uma reunião”, afirmou nesta segunda-feira ao PÚBLICO.» [Público]
   
Parecer:

Este Seguro trata o PS como se fosse uma associação de estudantes do ensino básico.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Aguarde-se pelo meu dia de anos, porque quem leva a prenda é o Seguro.»
   
 Coisas que nunca aconteceriam em Portugal
   
«O ex-Presidente francês Nicolas Sarkozy foi detido nesta terça-feira para interrogatório por investigadores anticorrupção, algo sem precedentes numa investigação a um antigo Presidente em França.

Sarkozy, 59 anos, que compareceu perante os investigadores em Nanterre, perto de Paris, para o interrogatório desta terça-feira de manhã, pode ficar detido por um período de 24 horas com uma possível extensão por mais um dia.

No dia anterior, o advogado do antigo Presidente, Thierry Herzog, e dois magistrados foram também detidos por suspeitas de tráfico de influência e violação do segredo de justiça, segundo a agência francesa AFP.» [Público]
   
Parecer:

Será que o Sarkozy também comprou acções da SLN ao Oliveira e Costa?
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se ao "boi da piranha" do processo BPN.»
   
   
 Sobe, sobe, dívida sobe
   
«De acordo com uma nota da UTAO, a que a Lusa teve hoje acesso, em contas nacionais (a ótica que conta para Bruxelas), a dívida pública portuguesa atingiu os 132,9% do Produto Interno Bruto (PIB), valor que supera em quatro pontos percentuais o registado no final de 2013 e que "excede em 2,7 pontos percentuais o objetivo previsto para o final de 2014 no Documento de Estratégia Orçamental 2014-2018".

A estimativa dos técnicos independentes que apoiam o Parlamento é superior à que foi divulgada em maio pelo Banco de Portugal, que calculou que a dívida pública portuguesa tenha chegado aos 132,4% do PIB no final do primeiro trimestre do ano.» [Visão]
   
Parecer:

O país precisa de mais um milagre da Santinha da Horta Seca.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Requisitem-se os serviços da Santinha.»
   
 Costa Rica poderá ter Dia Nacional do Futebol
   
«Os deputados do parlamento da Costa Rica aprovaram segunda-feira uma moção que convida a seleção a visitar aquela assembleia depois da presença no Mundial2014 e estudam declarar 20 de junho como Dia Nacional do Futebol.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Por cá poderíamos escolher o dia 16 de Junho como o Dia Nacional da Cabazada. Ao contrário do que parece não seria uma homenagem à apanha de alfarroba para dar de comer aos burros, foi o dia em a selecção tuga levou quatro dos boches da Merkel.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
   
 A Costa 12 - 1 Seguro
   
«Assim, dos 13 presidentes de câmaras açorianas eleitos pelo PS, 12 querem que António Costa seja o próximo secretário-geral do Partido Socialista, considerando que "pelo seu percurso, incluindo a sua ação como autarca", em Lisboa, "tem condições reforçadas para também mobilizar o poder local para a tarefa de recuperar Portugal", segundo um comunicado hoje divulgado.

Para os autarcas de Vila do Corvo (ilha do Corvo), Lajes e Santa Cruz das Flores (Flores), Lajes e São Roque do Pico (Pico), Horta (Faial), Santa Cruz da Graciosa (Graciosa), Angra do Heroísmo e Praia da Vitória (Terceira), Vila Franca do Campo, Nordeste e Povoação (São Miguel), António Costa "tem o perfil adequado para liderar uma nova maioria política, capaz de congregar a vontade dos portugueses e mobilizar o país com uma agenda política para a década, assente no crescimento económico e na criação de emprego".» [DN]
   
Parecer:

Pobre Seguro estará tudo menos seguro.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
   
 Uma espécie de franciscano de Angola
   
«O vencimento-base mensal do Presidente da República angolano passou em junho a estar fixado em 621 mil kwanzas (cerca de 4.650 euros), de acordo com a nova tabela remuneratória de detentores dos mais altos cargos do Executivo.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Coitado, deve ser a filha que o ajuda a sobreviver...
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
     

   
   
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