sexta-feira, julho 04, 2014

Umas no cravo e outras na ferradura


 
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Beco do Imaginário Lisboa
  
 Jumento do dia
    
António José Seguro

Enquanto Passos Coelho acha que a economia é uma miniatura de comboio com que ele pode brincar mandando parar e andar conforme lhe dá na gana, o seu amigo Seguro continua a não distinguir o país de uma associação de estudantes do ensino básico. Seguro revela-se um líder sem coerência, sem ideias e sem coragem, não admira que exija debates a António Costa ao mesmo tempo que os perde com Passos Coelho, é ridículo usar contra Passos o discurso de António Costa e contra este o argumentário anti-Sócrates de Passos Coelho.

Um bom exemplo de incoerência e de falta de coragem é o que nos está dando com a questão da dívida, quando alguns assinaram um manifesto a defender a reestruturação da dívida um palerma que é o braço direito de Seguro sugeriu-lhes que se inscrevessem no novo rumo, agora que lhe convém armar-se em António Costa vai tentar usar o Conselho de Estado para se projectar como o grande defensor da renegociação da dívida. Acontece que a renegociação não é mais do que a reestruturação defendida no manifesta e que o líder do PS não só não teve a coragem de apoiar, como ainda mandou um pau mandado gozar com quem o assinou.

Seguro vai instrumentalizar o Conselho de Estado transformando-o num comício da sua candidatura a primeiro-ministro nas primárias do PS, vai aproveitar os holofotes para defender o que nunca ousou defender porque sabe que nesse capítulo António Costa bate-o aos pontos. Seguro revela-se cada vez mais como um político de que o país deve livrar-se de ter como primeiro-ministro, já nos basta o Passos Coelho. Se depois de um viesse o outro só nos restava recear que o país estivesse a ser ser vítima das pragas do Egipto.

«O secretário-geral do PS, António José Seguro, adiantou ao Diário de Notícias que vai pôr em cima da mesa do Conselho de Estado o tema da renegociação da dívida, sublinhando que é necessário que o “primeiro-ministro compreenda a importância desta decisão para aliviarmos os sacrifícios dos portugueses”.

“É urgente estabelecer um consenso nacional em torno da renegociação das condições de pagamento da nossa dívida”, afirmou o líder socialista à mesma publicação, adiantando que “só o Governo se exclui” da discussão deste tema.

“Se na reunião de Conselho de Estado conseguirmos que o primeiro-ministro compreenda a importância desta decisão para aliviarmos os sacrifícios dos portugueses, então a reunião terá uma grande utilidade para o nosso futuro coletivo”, sublinhou.» [Notícias ao Minuto]
 
 Sexo tântrico

As primárias do PS é uma espécie de sexo tântrico, um estratagema de Seguro para não sair de cima do PS durante mais quatro meses. Durante esse tempo o PS faz uma espécie de viagem espiritual durante a qual Seguro diz sempre o mesmo, que o PS não merecia isto. E merecia um líder como Seguro?
 
 Síria Iraque, a conclusão óbvia
 
Se a Al-Qaeda tivesse pedido ajuda a países como os EUA e a França para tomarem conta do norte de África Barak Obama e François Hollande não teriam feito melhor. Ficarão na história do mundo árabe como dois imbecis.
 
 9, ena tantos!
 
Parece que a moda pegou e agora juntaram-se uns quantos professores com alguns assalariados do governo e escreveram um livro em defesa de Passos Coelho contra o Tribunal Constitucional. Parece que a conclusão é a de que em crise tudo é constitucional excepto tocar nos ricos.
 
      
 O guarda-costas das gerações
   
«Sabem qual é o grande problema do Partido Socialista? O grande problema é que só prega para os convertidos.

E quando um partido apenas convence quem à partida já está convencido, jamais conseguirá descolar nas sondagens ou passar a barreira dos 35% em eleições. A narrativa do PS de Seguro, vista da perspectiva do centro mais moderado e flutuante, é uma história da carochinha. E ninguém quer ver no governo o João Ratão.

Disse António José Seguro a Pedro Passos Coelho, logo a abrir a sua intervenção no debate sobre o Estado da Nação: “O seu governo tomou posse há três anos e nesses três anos o senhor destruiu três gerações dos portugueses: a geração dos avós, a geração dos pais e a geração dos filhos.” Seguro deixou generosamente de fora os bisavós e os animais domésticos. Mas tudo o resto, segundo ele, ficou destruidíssimo. Um cataclismo em 36 meses.

E atenção, que Passos não se limitou a destruir três gerações. “Mais do que isso: o senhor destruiu-lhes a esperança”, acrescentou Seguro, para quem a remoção de esperança é malfeitoria superior à simples destruição. Se uma pessoa for destruída, ela fica um bocado aborrecida. Mas se ela for destruída e ainda por cima lhe removerem a esperança, isso, sim, é uma dilapidação perfeitamente inadmissível. Citando o Barack Obama de Penamacor: “Porque é a esperança que ergue as nações, porque é a esperança que é capaz de fazer renascer os povos e colocar o nosso país numa trilha de crescimento e não de empobrecimento.” Oh, meu Deus, que bonito. Passem-me um kleenex, se faz favor.» [Público]
   
Autor:
 
João Miguel Tavares.
      
 A fruta na árvores
   
«Comentando a situação económica do País, um amigo empresário dizia-me: "Muitas das pequenas e médias empresas nacionais já estão falidas. Contudo, tal como a fruta que apodrece na árvore, é capaz de permanecer pendurada durante muito tempo, assim está a acontecer com uma parte do nosso tecido empresarial. Está apodrecido, mas ainda simulando existir." O apodrecimento, todavia, generaliza-se. O professor de Física da Universidade de Coimbra Carlos Fiolhais acusava, com inteira razão, a Fundação para a Ciência e Tecnologia, tutelada por Nuno Crato, de ter "ensandecido". Depois de mais um controverso processo de avaliação de mais de três centenas de centros de investigação científica (onde o discutível recurso a avaliadores externos completamente incompetentes em língua e cultura portuguesas continuou a ser o método prevalecente), soube-se que 71 ficaram privados de qualquer financiamento para os próximos cinco anos, existindo, aliás, discrepâncias no sentido da baixa generalizada, entre pontuações de avaliadores e notas finais, numa exibição de opaca arbitrariedade por parte da FCT. Em qualquer domínio para onde nos voltemos, o País está cada vez mais parecido com um holograma. Os corpos das instituições, sejam escolas, hospitais, tribunais ou Forças Armadas, transformaram-se em frágeis películas revestindo massas de tecidos cada vez mais exangues e vazias. Mas o auge da decomposição foi protagonizado pelo discurso do Presidente da República, perante o homólogo alemão, ao afirmar que "Portugal aprendeu a lição". A letal combinação do dito e da sua circunstância deveria ser considerada como um perigo para a saúde pública.» [DN]
   
Autor:

Viriato Soromenho-Marques.
   
   
 Novo truque na manga de Seguro
   
«O Partido Socialista colocou enormes cartazes a apelar ao voto nas eleições primárias, uma atitude que desagradou aos responsáveis pela campanha de António Costa, avança o semanário Expresso. No site oficial do partido, em destaque nos cartazes, não há qualquer menção ao presidente da Câmara Municipal de Lisboa.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Este Seguro é mesmo um malandreco.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Ridículo.»
  
 Um bom negócio
   
«Um homem de 44 anos foi detido ontem e vai ser presente hoje a tribunal por ter três estufas de canábis, em Torres Vedras, para onde roubava eletricidade da EDP.» [DN]
   
Parecer:

E a EDP é que pagava!
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
   
 O bebé ariano perfeito era judeu!
   
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«Quando Hessy Taft tinha seis meses de idade, a mãe levou-a para ser fotografada por Hans Ballin, um fotógrafo conceituado de Berlim. Meses depois, essa fotografia apareceu na capa da revista familiar Nazi Sonne ins Hause. Hessy Taft tinha sido escolhida a bebé ariana mais bonita e a sua imagem circulava pelo país em postais de propaganda do Terceiro Reich. Mas Hessy era filha de Pauline e Jacob Levinson, dois judeus originários da Letónia.

Os pais de Hessy mudaram-se em 1928 para a capital alemã, com o objetivo de seguir carreira no mundo da música clássica berlinense. Mas em 1935, com a publicação das Leis de Nuremberga, que tiravam aos judeus o direito ao voto e os proibia de casar com arianos ou mesmo de desempenhar certas profissões, o antissemitismo disparou na Alemanha. O pai de Hessy perdeu o emprego na Ópera e teve de começar a trabalhar como vendedor porta a porta.

Foi nesse ano que a fotografia foi tirada. Temendo que algo pudesse acontecer se fosse revelado que o bebé ariano perfeito era, na verdade, uma menina judia, a mãe de Hessy foi ter com o fotógrafo, pedindo-lhe explicações para o facto de a filha se ter tornado na criança-símbolo da propaganda Nazi. Ballin sabia que os Levinsons eram judeus e foi precisamente por isso que decidiu enviar a fotografia para o concurso do “mais belo bebé ariano”. “Quis ridicularizá-los”, disse o fotógrafo à mãe da criança, referindo-se aos Nazis.

A história foi contada por Hessy Taft, que hoje, com 80 anos, é professora de Química em Nova Iorque. Em junho deste ano, a professora Taft ofereceu uma cópia da revista ao Yad Vashem, o museu do Holocausto em Israel. Depois, contou a sua história à Fundação Shoa. À revista alemã Bild, Hessy Taft disse: “Agora posso rir-me, mas se os Nazis soubessem quem eu era realmente, não estaria viva”.

Segundo o Telegraph, há quem acredite que a fotografia tenha sido escolhida por Goebbels, ministro da propaganda de Hitler. Na altura em que a imagem da filha estava por todo o lado – uma tia que vivia em Memel, que hoje pertence à Lituânia, identificou a sobrinha num postal -, os pais mantiveram Hessy em casa, por recearem que esta fosse reconhecida na rua.

Em 1938, o pai de Hessy foi preso pela Gestapo por acusações de fraude fiscal, mas foi libertado quando o seu contabilista, membro do partido Nazi, o defendeu. Depois disso a família deixou a Alemanha e fugiu para a Letónia e depois para Paris. Quando a capital francesa caiu nas mãos dos Nazis, em 1941, a família voltou a fugir, com a ajuda da resistência, para Cuba. Em 1949 mudaram-se definitivamente para os Estados Unidos.

Quando entregou a cópia da revista ao Yad Vashem, Hessy Taft sentiu “alguma vingança” e “uma espécie de satisfação”, escreveu o Telegraph.» [Observador]
     

   
 Eger
   
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