sábado, julho 26, 2014

Umas no cravo e outras na ferradura



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Mouraria
  
 Jumento do dia
    
Pedro Mota Soares, o ministro Lambretas

O Dr. Lambretas já encontrou a solução para reduzir o desemprego sem crescimento económico, recorre-se a estágios, uma forma de trabalho precário co-financiado pelo Estado.

«À margem do II Fórum Internacional de Emprego Público, que termina hoje em Espanha, Pedro Mota Soares notou que o novo quadro legal "acolheu muitas das medidas solicitadas pelos parceiros sociais".
"Conseguimos garantir que em casos que tenham a ver com a empregabilidade, nomeadamente dos trabalhadores mais jovens, em casos que tenham a ver com a própria qualidade dos estágios, os estágios profissionais possam ter uma prorrogação de nove para 12 meses", afirmou o governante à Agência Lusa, em declarações telefónicas.

Este prolongamento do prazo serve para garantir que a "qualidade do estágio possa beneficiar", que acontece "efetivamente a colocação das pessoas no mercado de trabalho", assim como avalizar que um estágio profissional seja uma "porta de entrada no mercado de trabalho".» [Notícias ao Minuto]

 Dúvida

Quando interromperam a simpática "entrevista" ao Dr. Salgado o pessoal foi começar a bucha que traziam na marmita ou optaram por ir ao Gambrinus?
  
 Rituais da justiça portuguesa

Quando soube dos pormenores da detenção de Ricardo Slgado lembrei-me de quando um juiz foi ao parlamento prender um deputado. Enfim, também na justiça os banqueiros merecem tratamento especial.
  
      
 Sobre a ciência dos mercados
   
«Há coisas que custam a engolir mas, pronto, tenho de aceitar. Eu já não tinha gostado da PJ a vasculhar os papéis nas minhas duas salas no Hotel Palácio, mas lá aceitei. Depois, quando o juiz me avisou de que ia interrogar-me no dia seguinte, levantei a sobrancelha, incomodado. Mas, pronto, tive de aceitar. Disse-lhe que lá estaria, o meu motorista haveria de me pôr no Campus de Justiça à hora marcada, mas ele respondeu que iriam à minha casa buscar-me. Que remédio, aceitei. De manhã, bem vi o ar pasmado da minha empregada, ao dizer: "Estão à porta dois polícias que perguntam pelo senhor doutor." Custou-me? Muito, mas aguentei. Percebi os sorrisinhos trocados entre o guarda e o motorista, mas pus cara de quem não viu. Chegado ao TIC, no corredor cruzei-me com olhares impertinentes dos beleguins, mas aguentei. No juiz topei o revanchismo dos sans-culottes, mas respondi a tudo, calmo. Na pausa de almoço contaram-me a histeria das rádios e televisões - "detido!", gritavam todos - e aguentei. Voltei ao interrogatório do Robespierre, aturei as perguntas, sofri a condição de arguido, tolerei as acusações, resignei-me à caução a pagar... Aceitei tudo! Mas há uma coisa que não admito. A mim, que fui estes anos todos o rosto do mercado de capitais, o epítome da bolsa de valores, não se devia ter feito este insulto: no dia em que fui detido, interrogado e constituído arguido, as ações do BES sobem?!» [DN]
  

   
   
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