domingo, julho 06, 2014

Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 

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Flor silvestre de Lisboa (Estádio Universitário)
  
 Jumento do dia
    
Pedro Passos Coelho, esx-consultor da Tecnoforma

Pedro Passos Coelho deu início a uma cruzada contra o Estado, primeiro começou por destruir a Função Pública, agora quer reduzir o Estado a serviços de má qualidade para indigentes. bem, talvez se escapem os cursos para funcionários de aeródromos que n´~ao insistem ministrados pela Tecnoforma, é para estas coisas que o Estado é útil.

«O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, rejeitou hoje a ideia de que "tudo se resolve com a intervenção do Estado", lembrando que "quanto mais o Estado intervém a partir de certo nível, mais recursos tem de ir buscar às pessoas".» [Notícias ao Minuto]
 
 BES

Até parece que o PSD conjugou os esforços de Belém e de São bento para lançar uma opa sobre o BES apadrinhada pelo sr. Costa do BdP. Como é possível que um deputado que nada sabe de banca passe a chairman do BES com o apoio do BdP e sem uma única crítica feita por um qualquer jornalista económico?
 
 Défices

Há na sociedade portuguesa e na Europa a ideia de que em política económica defender défices públicos é ser progressista e quanto maiores forem os défices mais progressista é o decisor. O curioso deste movimento pró-défice está no facto de serem os que mais detestam os mercados a partir do princípio de que se deve ir aos mercados.

A direita é mais conservadora e pensa ao contrário, défices orçamentais é um sinal de incompetência e a mesma direita que defende os mercados é alérgica a ir aos mercados para financiar os défices. Em vez disso preferem equilibrar as contas indo aos bolsos dos mais pobres garantindo-lhes que ficando sem dinheiro há condições para um dia ficarem mais ricos. É mais ou menos o que agora estão dizendo aos trabalhadores, ganhem menos e facilitem os despedimentos porque um ddia voltarão a ter emprego e a ser sustentavelmente ricos.

Ainda assim, o discurso de Passos ainda é simpático, o de Cavaco é bem pior e parece inspirado nas autoflagelações cristãs ou chiitas, a crer nos seus discursos os portugueses não levarão nada em troca depois de todos os sacrifícios pois, segundo disse ao presidente boche, esses sacrifícios foi uma lição merecida pro terem andado a beber "minis" e a comer caracoletas em excesso, levando o país à falência.

No meio de toda esta confusão ideológica com que uns e outros tentam mostrar o caminho do paraíso o povo que nada sabe do multiplicador de Keynes lá vai mandando os filhos para o estrangeiro enquanto muitos vão agonizando num desemprego de longa duração que se vai transformando numa reforma antecipada sem direito a pensão.

E enquanto isso sucede o pessoal do PSD vai tomar conta do BES, o presidente vai receber a sua pensão do BdP por inteiro e os amigos do passos dão os últimos retoques nas “Tecnoformas” para encherem o bandulho com os dinheiros europeus que estão para vir.
 
 Dúvida 1

Se o BdP fosse um banco privado o sr. Costa seria considerado idóneo para o gerir se fosse tidas em conta as suas responsabilidades no BCP?
 
 Dúvida 2
 
Foi o PSD que tomou conta do BES ou foi o BES que tomou conta do PSD?

 Neymar

Se há alguém que não se pode queixar do sucedeu ao jogador é o seu treinador Scolari, foi mais do que evidente que a sua estratégia para anular o melhor jogador da Colômbia foi o recurso à violência e James foi alvo de muitas faltas duras. Um jogo em que a violência foi usada como estratégia de jogo poderia acabar mal e Scolari sabia muito bem disso.
 
      
 Presidente grande não é sinónimo de grande Presidente
   
«Foi há pouco mais de uma semana. Sem registo de achaques, fanicos ou camoecas, o Presidente da República, qual peregrino de Nossa Senhora de Fátima - a tal que, em maio de 2013, "inspirou" o fecho da sétima avaliação da troika -, "ajoelhou-se" perante o seu homólogo alemão para acatar a lógica punitiva que encima a liderança merkeliana da Europa.

"Aprendemos a lição dos últimos anos", afirmou o professor Cavaco diante do senhor Gauck. Isto é, na narrativa enunciada agora pelo Chefe de Estado, os portugueses todos, de quem, insiste em afirmar, é o Presidente, foram, durante anos a fio, mandriões, viveram acima das suas possibilidades e às custas dos virtuosos e generosos alemães. E, portanto, os mil e tal dias de expiação violenta dos pecados a que já fomos sujeitos - e que hão de continuar - são justos e merecidos, até porque quem não tem dinheiro não tem vícios, que é como quem diz, casa própria, carro, televisão para ver a bola e as novelas, sofás da Moviflor (roubado ao Pacheco Pereira), os putos na escola e outros luxos, como funcionários públicos bem pagos ou reformados com pensões acima de 700 euros. Tudo conseguido, está bom de ver, à custa do crédito, ou seja, do endividamento.

Definitivamente, Cavaco não tem emenda. Bem sei que talvez fosse pedir demais ao inquilino de Belém que, como Matteo Renzi no Parlamento Europeu, recordasse ao senhor Gauck que a Alemanha só é hoje uma economia pujante e que cresce porque, em 2003, quando foi pioneira na violação do défice inscrito no Pacto de Estabilidade e Crescimento, a União Europeia condescendeu na flexibilização das regras. Isto para já não falar da solidariedade europeia, traduzida em perdões, na era da reconstrução do após-guerra ou no tempo da reunificação alemã. Já que não lhe passou sequer pela cabeça citar os seus próprios roteiros no que à incapacidade de pagar a nossa dívida diz respeito, de acordo, naturalmente, com as regras estabelecidas no Tratado Orçamental, e que por isso têm fatalmente de ser revistas, bastava apenas que tivesse ficado em silêncio, em vez de nos ter sujeitado a nova humilhação.

Cavaco Silva é homem de metro e oitenta. Mas isso faz dele, apenas, um Presidente grande. Não um grande Presidente. E esse pormenor da perspetiva com que se olha para a estatura faz toda a diferença. Nos últimos dias, aliás, a dimensão cavaquista ficou evidente, mais uma vez, em dois momentos distintos.

Primeiro, ao ignorar o prémio internacional com que Carlos do Carmo foi distinguido. É certo que não é um Óscar ou sequer um Nobel da Literatura. É só um Grammy Latino, coisa sem importância, pela excelência da carreira de mais de 50 anos. Cavaco é assim, politicamente pequenino, politicamente rancoroso, politicamente mesquinho. Tal como já acontecera, por exemplo, na morte de Saramago, o Presidente da República foi incapaz de mostrar nobreza e afirmar-se orgulhoso por mais este feito de um embaixador da cultura portuguesa. E tudo porque Carlos do Carmo não faz parte da corte cavaquista, e não hesita em criticar frontalmente e em público os defeitos políticos de Cavaco. Ser Presidente de todos os portugueses é saber conviver com as diferenças e com a crítica, felicitando todos os que se destacam e não apenas aqueles que o bajulam.

E depois houve o Conselho de Estado. Mais uma vez, Cavaco Silva está preocupado, sobretudo, com o seu lugar na história. Apelar a "consensos", "compromissos", "pontes de diálogo construtivo" entre partidos, a um ano de eleições legislativas, ainda para mais com o Partido Socialista feito em frangalhos é, obviamente, politicamente desleal e irrealista. Serve, tão-só, o propósito para que o Presidente possa prosseguir a construção da sua narrativa favorita. Ou seja, que avisou, que tudo fez para que as forças políticas do chamado "arco da governação" se comprometessem num pacto, e que não foi por falta de ter tentado ou por sua responsabilidade que isto, eventualmente, não acontecerá.

Como escreveu nesta semana o embaixador Seixas da Costa, "com o devido respeito, o espaço nos livros de História não se ganha desta forma".» [DN]
   
Autor:
 
Nuno Saraiva.
      
 cacetada na mula ruça
   
«O jornalista Afonso Praça, que morreu em 2001, gostaria de o saber. Trabalhei com ele no semanário O Jornal e na revista Visão, e ele que foi diretor de O Jornal da Educação e de O Bisnau, jornal humorístico, tudo a ver, praticava uma língua tersa que soa melhor quando vem carregada de pronúncia transmontana. Usava também os colarinhos da camisa abertos e uns olhos sorridentes, próprio de quem não se leva a sério, sinal de quem sabe muito bem o que vale, e valia muito. Seria doutorado ou licenciado, o Praça? Pois não sei. De algumas conversas, com os seus amigos de mais conversa, o Rogério Rodrigues e o Assis Pacheco, presumi que tenha passado por seminários e pela Faculdade de Letras de Lisboa. Eu sabia e sabíamos todos na redação é que o seu português escrito era exato - era a ele que recorríamos nas dúvidas, quando ainda não havia Ciberdúvidas. Doutor, o Praça? Nem simples Dr.? Pois não sei. Era o Praça, o sábio. Ele, que era de Torre de Moncorvo, gostaria de saber que os da assembleia municipal da sua terra decidiram esta semana, e por unanimidade, ser iguais. Acabou o "o senhor doutor se me permite" e o " senhor engenheiro que me perdoe". Todos são nome de cidadão, e só, ou são o que os traz ali, deputados municipais. Um concelho com freguesias com nomes limpos, Adeganha e Cardanha, Horta da Vilariça e Castedo, Urros e Peredo dos Castelhanos, merece que os seus eleitos tirem a gravata da língua.» [DN]
   
Autor:

Ferreira Fernandes.
   
   
 O quê?
   
«O Ministério da Educação planeia pagar um prémio às autarquias que trabalhem com menos docentes do que os tidos como necessários.

Segundo o Público, o prémio em causa ronda os 12.500 euros por ano letivo e aplica-se sempre que o número de professores seja abaixo do estipulado no universo escolar. Mais concretamente, explica a publicação, uma autarquia receberia o prémio se trabalhasse com, a título de exemplo, 399 quando os necessários seriam 400.

Essa partilha em 50% do diferencial iria aplicar-se somente nas situações em que tal diferença entre os professores no ativo e os necessários não seja superior a 5%.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

E não se consideram os resultados?
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Mandem-se os parabéns ao Crato e pergunte-se se vai adopta critérios idênticos na determinadção dos subsídios ao ensino privado.»
     

   
   
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