sábado, julho 05, 2014

Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 

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Flores silvestres de Lisboa

   Fotos dos visitantes do Jumento


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Casa portuguesa, Furadouro, Ovar [M. Henrique]

 Jumento do dia
    
Cavaco Silva

Um dos lados mais negros deste cavaquismo presidencial, a segunda versão conhecida do mesmo fenómeno, é a confusão de ódios pessoais com as posições institucionais. O caso mais conhecido foi o de Saramago, agora sabe-se que a Presidência da República ignorou o Grammy atribuído a Carlos do Carmo.

Parece que há uma confusão total ente os ódios pessoais do cidadão e  político com as funções institucionais, um sinal da falta de dimensão da actual Presidência da República. É fácil chegar a Belém, o difícil é ter classe para lá estar.
 
 Estratégia manhosa

A estratégia não é nova, quando o governo procura desprestigiar grupos profissionais ou sociais para melhor convencer o país da bondade das suas políticas recorre a conclusões dos relatórios das suas inspecções, difama-se e ridiculariza-se os seus alvos para lhes retirar capacidade reivindicativa.

Há poucos dias passou-se a ideia de que o Estado pagava suplementos para o desempenho de funções ridículas como tirar e pôr bandeiras, a meio da semana soube-se que o Estado pagava vencimentos indevidamente, agora sabe-se que se pagam pensões a mortos.
 
 O que será a esquerda?

Quando Alfredo Barroso pressiona A. Costa para uma aliança à esquerda interrogo-me sobe o que é a esquerda portuguesa e, acima disso, se nessa esquerda há um mínimo de valores e de princípios comuns. Depois de anos a ver o PCP e o BE a assumirem como principal objectivo a destruição do PS, objectivo que para além de uma questão de estratégia de crescimento eleitoral tem por base princípios ideológicos será possível encontrar uma plataforma comum à esquerda como sugere Alfredo Barroso? Se isso suceder é a primeira vez que acontece desde a guerra civil de Espanha.
 
 Reunião do Conselho de Estado

É uma reunião onde estão uma data de gajos que falam, falam, falam e no fim sai um comunicado que foi escrito antes da reunião começar pelos assessores de Cavaco Silva.
 
 O BCP e o BES

Lembram-se do que foi dito de Sócrates quando o engenheiro da Opus Dei saiu do BCP? Pois é, agora o PSD toma conta do BES e não se ouve um único comentário, aquilo é de tal forma que até parece que foi dividido ao meio São Bento escolheu o Mota Pinto e Belém escolheu o Bento.
 
O PSD fez uma verdadeira OPA ao BES e até se fica com a impressão que o sr. Costa do BdP só ficou contente quando o PSD tem uma quota na gestão digna de uma posição maioritária.
 
 Vítor Bento

Vamos ver se a política de crédito do BES vai ter como objectivo que os seus clientes não vivam acima das suas possibilidades, a tese de Vítor Bento para explicar os males da economia portuguesa.
 
      
 É mais prudente ser rei
   
«A França já nos tinha dado um Rei-Sol. Parecia pretensioso mas, reparem, havia uma só estrela. Agora temos um Presidente-Galáxia, como lhe chamou o jornal Le Monde ontem, falando de uma galáxia - leia-se, miríade de sóis - de affaires à volta de Nicolas Sarkozy. É a despreocupação que surpreende: como se permitiu ter tantos rabos de palha? Os juízes investigavam o apoio financeiro do ex-líder Kadhafi a uma campanha presidencial de Sarkozy, por isso escutaram telefones dos seus ministros, o que criou suspeitas de subornos de magistrados num caso de uma milionária que dava dinheiro por baixo da mesa, o que levou ao arranjinho da indemnização no caso Tapie, o que destapou um caso antigo de contratos de armas para financiar um primeiro-ministro (Balladur) apoiado pelo suspeito, o que levou aos financiamentos ilegais da última campanha (2012), na esteira de contratos escuros sobre sondagens durante o mandato presidencial... Confusos? Sim, e empanturrados: com Sarkozy os affaires são como as cerejas. E falamos de suspeitas tão graves que, pela primeira vez, um antigo presidente francês foi detido para ser interrogado. Aqui chegados e aproveitando a coincidência temporal, lembra-se que Juan Carlos saiu, mas não sem antes garantir a imunidade para depois de ser rei. A monarquia tem a prudência que lhe dá o ser mais antiga do que a república...» [DN]
   
Autor:
 
Ferreira Fernandes.
   
   
 Se fosse a Katia Guerreiro...

   
«Já é uma tradição de Belém - sempre que um português se distingue ou é galardoado com um prémio, sobretudo no plano internacional, a Presidência envia uma mensagem de felicitações, da qual dá nota pública. Esta semana a regra teve uma excepção. O anúncio chegou na segunda-feira: o fadista Carlos do Carmo foi distinguido com um Grammy, o maior e mais prestigiado prémio da indústria discográfica, nunca atribuído a um português. De Belém, nem uma palavra.

O silêncio está longe de ser habitual. Olhando para as últimas dez mensagens de felicitação da Presidência, todas elas foram feitas no próprio dia ou na segunda-feira seguinte quando o evento/prémio foi conhecido a um sábado ou a um domingo. Também foi assim há seis anos, quando Carlos do Carmo ganhou o Prémio Goya para a Melhor Canção Original, atribuído ao "Fado da Saudade". A distinção foi conhecida num domingo à noite e na segunda-feira a Presidência da República felicitava o fadista, considerando que o galardão "honra a música portuguesa".

CRÍTICO DE CAVACO Nos últimos anos, Carlos do Carmo tem sido um acérrimo crítico de Cavaco Silva. Em entrevista à Rádio Renascença, em 2011, dizia o fadista: "Toda esta desgraça começou com Cavaco Silva. O erro está todo aí e a factura está aí." Críticas que foram subindo de tom. Em Outubro de 2013, em entrevista ao programa "A Propósito", na SIC, Carlos do Carmo responsabilizava directamente Cavaco Silva pela situação do país. "Nós tivemos politicamente um azar dos Távoras. Foi ter este Presidente da República como primeiro-ministro e como Presidente da República. Este país regrediu muito. É só analisar. Foi mau demais para ser verdade. Ficou para trás a educação, entrou-se num novo-riquismo, entrou-se numa loucura de consumismo, provocado. Nunca pensei chegar à minha idade e ver isto", afirmava então. Na mesma linha, em Dezembro de 2013, numa intervenção proferida na Aula Magna, numa iniciativa promovida por Mário Soares: "Nunca me passou pela cabeça, depois de 40 anos de salazarismo, levar com este homem 20 anos. Um homem que é inseguro, inculto, medroso. E não interpretem isto como uma questão pessoal, não sou dado a questões pessoais."» [i]
   
Parecer:

Digamos que Carlos do Carmo está muito longe de ser o fadista oficial do cavaquismo
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sugira-se a Cavaco que não faça dos seus ódios pessoais ódios da Presidência.»
  
 Mais a querer inscrever-se nos "Novos Rumos"?
   
«O social-democrata Rui Rio alertou hoje, no Porto, para a necessidade de, "qualquer dia", Portugal ter de "renegociar a dívida" pública no caso de não ter um crescimento económico sustentável» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Seria a sugestão do Álvaro Beleza.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
     

   
   
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