quarta-feira, junho 08, 2016

Umas no cravo e outras na ferradura


  
 Jumento do dia
    
André Macedo, jornalista

Já vi melhores destinos para um jornalista do que ser tradutor para português de intelectuais como o Jesus ou o Octávio.

«Jornalista André Macedo vai deixar de ser diretor do jornal "Diário de Notícias" (DN), funções que ocupava desde agosto de 2014 e sucedendo na altura a João Marcelino (que era diretor do DN desde 2007), segundo apurou o Expresso.

Jornalista desde 1995, André Macedo entrou há seis anos no grupo Global Media, onde foi fundador e diretor do jornal digital "Dinheiro Vivo "(além do "DN" e do "Diário Digital", também fazem parte do grupo Global Media o "Jornal de Notícias", "O Jogo", o "Jornal do Fundão", o "DN Madeira" e o "Açoriano Oriental", além da TSF e de uma série de revistas, como a "Evasões" ou a "Volta ao Mundo".» [Expresso]

 Desespero

Depois da pantominice do primeiro-ministro no exílio Passos inicia outra pantominice, a de que em Portugal quem manda é o BE e o PCP. Mais uma estratégia para mudar daqui a uns tempos, quando perceber que os portugueses não são imbecis. Entretanto, ouviu falar das sondagens sobe os colégios privados e já esqueceu o apoio aos amarelinhos.

      
 Tudo normal: Paulo Portas na Mota-Engil
   
«Quando Paulo Portas impôs a Passos Coelho que fosse o CDS a controlar a relação do executivo com as empresas, estava a defender o que achava ser a melhor solução para o país e para o governo de coligação com o PSD ou estava a preparar o dia em que sairia da política?

Quando Paulo Portas exigiu que o seu Ministério dos Negócios Estrangeiros fosse o motor da promoção das exportações das empresas nacionais, quando reivindicou o protagonismo da diplomacia dos negócios, acreditava ser essa a forma mais eficaz de conseguir resultados ou preparou o resultado de ontem, o anúncio da sua contratação pela Mota-Engil?

Quando Paulo Portas se demitiu "irrevogavelmente" do governo e aceitou, afinal, permanecer no executivo, promovido a vice-primeiro-ministro com a coordenação económica, estava a conquistar o quê? Depois de Passos ter "despedido" o independente Álvaro Santos Pereira do Ministério da Economia, ocupado depois pelo membro do CDS António Pires de Lima, estivemos perante um rearranjo do poder político ou um arranjo para Portas ter futuro profissional?

A contratação de Paulo Portas pela construtora Mota-Engil (onde outro político, Jorge Coelho, foi CEO mas sete anos depois de ter sido ministro) acontece após a ex-ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, ter anunciado que acumulará o cargo de deputada com a de administradora não executiva da gestora financeira Arrow Global e o seu homólogo no anterior governo PS, Teixeira dos Santos, aspirar à liderança do BIC, de onde saiu outro político, Mira Amaral. Acontece quando os semipolíticos Leonor Beleza e Rui Vilar estão apontados para vice-presidências da Caixa Geral de Depósitos. Acontece quando o ex-comissário europeu António Vitorino, sempre em multitarefa, sai agora dos CTT para ir para o Santander, o banco que ficou com o Banif onde estava empregado, antes da resolução, outro ex-ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado. Ah! E houve um primeiro-ministro, José Sócrates, a trabalhar numa farmacêutica...

A crise de 2008, a vinda da troika em 2011, o terramoto na banca, a explosão de moralismo contra a promiscuidade da política e dos negócios, os casos BES e PT, os sucessivos escândalos, já rotinas serenas, não fizeram a diferença. E António Mexia, outro ex-ministro, até diz que ganhar dois milhões por ano na EDP, onde também anda Catroga, nada tem de especial.

O jovem Portas jornalista, hoje, desancaria em mil pedaços o maduro Portas, político/gestor que sonha ser presidente da República. Eu fico, apenas, amargurado por, neste país, nesta Europa, neste mundo, neste sistema, a pior expectativa confirmar-se sempre.» [DN]
   
Autor:

Pedro Tadeu.

      
 O sentido de humor segundo a Assunção
   
«A líder do CDS-PP disse que é positivo Portugal ter “alguém com a experiência de Paulo Portas a ajudar” na internacionalização da economia, ao comentar a entrada como consultor na Mota-Engil do ex-presidente do partido.

“É positivo que nós possamos ter no país alguém com a experiência de Paulo Portas a ajudar o nosso tecido empresarial e a ajudar a internacionalização da nossa economia”, afirmou Assunção Cristas, nas Velas, ilha de São Jorge, Açores.

Segundo a presidente do partido, o seu antecessor no cargo e ex-vice-primeiro-ministro “vai fazer muitas coisas diferentes, bastante complementares e sempre com uma forte vocação internacional, desde fazer conferências, a dar aulas, a ter as funções de vice-presidente da Câmara de Comércio e Indústria e também agora esta função de consultoria”.

Questionada se do ponto de vista ético e moral esta não terá sido uma mudança precoce, Assunção Cristas referiu que “quando Paulo Portas diz que vai sair da política para encetar um novo capítulo, que é um capítulo profissional, naturalmente há uma mudança grande na sua vida”.» [Observador]
   
Parecer:

Esta rapariga se não nos tratasse por imbecis até era divertida.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
 Declarações de IRS complexas
   
«As dúvidas chegaram à mesa do chefe de gabinete do ministro Mário Centeno, André Moz Caldas, que, na resposta enviada ao Parlamento, sublinha que o Governo e a Autoridade Tributária e Aduaneira estão determinados em proceder aos reembolsos “no mais curto espaço de tempo”, ainda que o código do IRS determine que eles possam ser pagos até 31 de Agosto.

As Finanças vincam que o compromisso de começar o pagamento dos reembolsos “a partir do 25.º dia” se concretizou, esclarecendo que o período de 20 a 25 dias que tem sido assumido como indicativo “não foi – tal como em anos anteriores – um prazo médio de referência para o pagamento” mas antes o prazo para o início desse procedimento.

Mas se os prazos são indicativos, a realidade não é igual para todos. Há uma razão: “Por vezes, liquidações com regras mais complexas demoram mais tempo a serem reembolsadas”. É este facto que, segundo o ministério, “explica que a ordem temporal do tratamento das declarações e, nomeadamente, dos reembolsos não tem correspondência directa com a ordem da entrega das declarações”. Este ano, pela primeira vez, os contribuintes casados puderam escolher entre entregarem a declaração em conjunto ou separadamente. A regra passou a ser a tributação separada; se um casal (ou quem vive em união de facto) quiser ser tributado conjuntamente tem de indicar essa opção.» [Público]
   
Parecer:

Compreendo, deve ser o caso do meu reembolso, a minha declaração foi muito complexa, acrescentei dados de identificação à declaração preenchida pelo fisco.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 Livraram-se da RN e ficaram com um cervejódromo
   
«Seja dia ou seja noite, o cenário não varia muito. Em ambas as circunstâncias vêem-se os passeios em frente ao Jardim do Arco do Cego, em Lisboa, e do outro lado da estrada cheios de pessoas, de tal forma que mal se consegue passar. Alguns usam os muros do jardim como assento, outros servem-se deles para pousar garrafas e copos de plástico de cerveja e há também quem urine contra eles. Pelo relvado e nas caldeiras das árvores há lixo espalhado: mais copos, garrafas em cacos e inteiras, beatas e maços de tabaco.

Os moradores da zona dizem que é assim praticamente todos os dias, a partir das cinco, cinco e tal da tarde. Ao PÚBLICO, um casal que mora junto ao jardim e que pede para não ser identificado, entrega uma pen com 25 fotografias que ilustram tudo aquilo de que se queixam. Algumas foram tiradas durante a tarde, outras já de madrugada, umas focam-se no muito lixo acumulado no espaço, outras nos jovens responsáveis por ele.

“Esta era uma zona pacata, uma das melhores para se viver em Lisboa”, lembra um dos moradores, constatando que nos últimos anos tudo mudou. A sua convicção é que isso aconteceu desde que o Instituto Superior Técnico, mesmo ali ao lado, “proibiu a venda de bebidas alcoólicas” no interior do campo universitário.

Desde essa altura, os estabelecimentos dedicados à venda de cerveja barata foram surgindo das ruas adjacentes, principalmente na Rua Dona Filipa de Vilhena. Nalguns, uma “jola” sai a 50 cêntimos, 11 podem ser adquiridas por cinco euros. Os espaços são pequenos demais para lá se permanecer e por isso as cervejas são vendidas em copos de plástico e bebidas nos passeios, à frente das portas dos prédios e debaixo das suas janelas ou do outro lado da estrada, junto ao jardim.» [Público]
   
Parecer:

Parece que as casas não valorizaram  com o tão desejado jardim ni lugar da antiga estação da RN.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 Mota-Engil, a marmita da classe polítuica
   
«Jorge Coelho, Valente de Oliveira, Lobo Xavier ou Seixas da Costa? O que têm em comum estes políticos? Todos já aceitaram um convite de António Mota para a empresa Mota Engil, que agora contratou Paulo Portas para ajudar na internacionalização da empresa.

Antes de Portas, o nome mais sonante a passar pela construtora foi o do socialista Jorge Coelho, antigo ministro de Estado e do Equipamento Social de António Guterres. O comentador da “Quadratura do Círculo” demitiu-se do Governo, em 2001. Só viria a entrar para a construtora em 2008, assumindo as funções de presidente da comissão executiva e vice-presidente do grupo, mas foi uma passagem polémica.

Legalmente, não o impedia, mas tratava-se de uma empresa que trabalhou na área que havia tutelado diretamente. O ex-ministro do PS acabou por deixar o cargo em 2013 alegando “razões de ordem pessoal”, mas integra ainda o conselho estratégico para a internacionalização do grupo, órgão de que faz parte ainda outro ex-ministro socialista, Francisco Murteira Nabo.» [Expresso]
   
Parecer:

Uma vergonha.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Vomite-se.»
  
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