terça-feira, junho 07, 2016

Umas no cravo e outras na ferradura



 Jumento do dia
    
Paulo Portas, consultor de engenharia

Não tardou muito para que Paulo Portas se desenrascasse, depois da sessão de lágrimas no parlamento, com o seu último discurso. Como é sabido Paulo Portas é um conhecido especialista em engenharia e em negócios ligados à construção, pelo que nada há a suspeitar deste estatuto de "consultor", uma forma de as empresas darem dinheiro a alguém, sem que se tenha de apresentar trabalho. Dizem que não há qualquer incompatibilidade e isso compreende-se, Paulo portas não foi coordenador da área económica, não teve um dos seus nos fisco, nem teve nada que ver com as decisões orçamentais.
 
Esperemos que Paulo Portas seja feliz por muitos e bons anos, apesar dos muitos elogios feitos no parlamento políticos como ele não fazem muita falta ao país, nem políticos nem os submarinos que ele comprou.

«Não são doze, como os trabalhos de Hércules, mas Paulo Portas vai precisar de poderes olímpicos para encaixar nas horas do dia tudo aquilo que se propõe fazer, em todos os lugares onde se propõe estar a partir de agora que abandonou o Parlamento e diz que deixou a política de vez.

São sete, como os “Sete Pilares da Sabedoria”, o livro de T.E. Lawrence que é muito apreciado por Portas – e, nem de propósito, alguns dos cargos que o ex-líder do CDSs vai desempenhar no futuro estarão ligados (e vão levá-lo) aos cenários desérticos da obra escrita por “Lawrence da Arábia”.

Se Portas foi um globetrotter nos quatros anos e meio em que esteve no Governo, primeiro como ministro dos Negócios Estrangeiros e, depois, como vice-primeiro-ministro com a tutela das exportações, vai continuar a sê-lo na sua nova vida. Em boa medida, aproveitando o conhecimento e os contactos que acumulou na sua passagem pelo Governo – seja na promoção de empresas portuguesas como a Mota-Engil, seja ao fazer a análise geopolítica e geoeconómica do mundo. Sem desperdiçar o seu talento mediático, todas as semanas, com um programa numa TV perto de si.» [Expresso]

PS: Aposto que não tardará muito para que o Coelhone venha em defesa de Paulo Portas.

 O desiludido

Jorge Moreira da Silva, um rapazinho com ar educado que é vice de Passos Coelho, ficou desiludido porque o congresso do PS não discutiu aquilo que na sua opinião são as questões de fundo. Compreende-se a desilusão, depois da proposta de Passos de ser criada uma comissão para discutir a reforma das pensões, o PS devia ter alterado a agenda e dedicado o seu congresso a discutir a comissão proposta pelo traste de Massamá. A falta que eu sinto de políticos como o falecido Pinheiro de Azevedo, só há uma forma de responder a este alarve, que vá á bardamerda.

      
 Porque será que o traste odia a Função Pública
   
«"Veremos o que o Presidente da República decide sobre essa matéria". Pedro Passos Coelho discorda de Marques Mendes –que disse na SIC que a lei das 35h pode ser inconstitucional – e deixou o seu ponto de vista ao Presidente: "o problema não tem a ver com a constitucionalidade" mas com "a decisão política, que é errada".

Ficamos a saber que para o líder do PSD o que fazia mais sentido era Marcelo Rebelo de Sousa vetar politicamente a lei. Passos classifica-a de "decisão errada porque põe termo a uma convergência que foi iniciada entre o sector público e o privado". E avisa que "isso vai ter consequências negativas, mesmo do ponto de vista das contas públicas, mas sobretudo volta a introduzir uma diferença que não se justifica hoje entre o funcionamento da administração pública e o resto da economia".

O líder social-democrata diz que "do nosso ponto de vista não há fundamento para pensar que se trata de uma inconstitucionalidade, mas não quer dizer que não possa existir, na avaliação até do Presidente da República, uma consideração diferente, veremos o que decide sobre esta matéria".» [Expresso]
   
Parecer:

O traste de Massamá tem um ódio irracional em relação ao Estado e ainda não percebeu que há muitas diferenças entre trabalhar para o Estado e trabalhar para o padrinho Ângelo Correia.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Vomite-se.»
  
 CDS é a favor da aplicação de sanções
   
«O líder parlamentar do CDS na Assembleia da República, Nuno Magalhães, recusou esta segunda-feira passar um "cheque em branco" ao Governo de António Costa, exigindo conhecer "medidas concretas" para evitar eventuais sanções da União Europeia.

O parlamentar centrista, que falava na abertura das jornaladas parlamentares do CDS, que tiveram esta segunda-feira início na ilha do Faial, nos Açores, insistiu que o seu partido "é contra" a aplicação de eventuais sanções a Portugal por incumprimento do défice, mas exige que o Governo tome medidas concretas.

"Não basta o doutor António Costa pedir um cheque em branco sem dizer ao parlamento português aquilo que está a fazer na União Europeia, aquilo que fez no sentido de tornar as nossas contas mais credíveis, mais aceitáveis, mais transparentes, para que possamos avaliar aquilo que foi a atuação do Governo", frisou.» [Expresso]
   
Parecer:

Estando em causa o défice de 2015 esta posição do CDS significa que considera que as sanções devem ser aplicadas.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Lamente-se.»
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