segunda-feira, julho 11, 2016

Ressaca

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No próximo campeonato vão ser tidos em consideração dois tipos de candidatos, os que jogam melhor ao ataque e os que apostam na defesa. Depois de a Grécia se ter sagrado campeão em Lisboa e de Portugal fazer o mesmo em Paris jogar mal começa a ser uma estratégia para se ganhar títulos.

Há dois tipos de portugueses, os que sempre acreditaram no engenheiro e os que por sofrerem de clubite queriam ver alguns jogadores em campo ou não viram as virtudes de um terceiro lugar no grupo que praticam ente nos levou à final. Ser bom português nos dias que correm é acreditar no senhor engenheiro e confiar nos seus recados à família.

Finalmente os portugueses emigrados em França se vingaram nos mau-tratos e discriminações que sofreram desde os primeiros barracos dos bidonvilles. Pela primeira vez vamos ver os emigrantes a regressarem de férias falando orgulhosamente português e sem dizerem que mais um ano e vão para a retrete.

Depois de décadas de ostracismo a Nossa Senhora de Fátima e os seus três pastorinhos foram reabilitados, tudo graças a um treinador de fé que cumpre com as suas obrigações religiosas e que não é de fezadas (fezada de fé e não de fezes porque essas também se designam por cagadas) ou de revoluções, isso foi no 25 de Abril. Toda a comunicação social e até o Presidente da República enaltece essa dimensão religiosa da abordagem do treinador. Depois de 40 anos de esquecimento institucional a NS de Fátima está cada vez mais presente na vida portuguesa, já há algum tempo  os abriu as portas da saída limpa, agora tudo leva a crer que foi a irmã Lúcia que desviou o remate de Gignac para o poste.

Finalmente um presidente explicou os critérios para a concessão de condecorações, soube-se a diferença entre cavaleiro e comendador está na classificação final. Marcelo já sabia que iriam ser agraciados com a ordem de mérito e só faltava saber o resultado para assinar o despacho para que o file de armazém das medalhas começasse a organizar a cerimónia.

Finalmente os portugueses emigrados em França se vingaram nos mau-tratos e discriminações que sofreram desde os primeiros barracos dos bidonvilles. Pela primeira vez vamos ver os emigrantes a regressarem de férias falando orgulhosamente português e sem dizerem que mais um ano e vão para a retrete. A crer na ladainha dos nossos jornalistas os portugueses fugiram de Portugal para sofrerem as piores agruras e esta vitória mais do que a vitória de uma selecção é a vingança desses emigrantes.

Quem não deve estar a perceber o que está acontecendo é Jorge Jesus, depois de ter batido os recordes pontuais do SCP e de ter transformado o seu clube num coro em que se dizia que era merecedor de ser campeão, discurso que ainda foi repetido pro jogadores da selecção, vê agora uma “equipa pequenina” sagrar-se campeão da Europa. Qual será agora o melhor treinador de futebol a trabalhar em Portugal?

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