terça-feira, julho 19, 2016

Sanções ou ingerência política externa?

Se nas estimativas da Comissão Europeia o défice de 2016 vai ficar abaixo dos 3% como se pode justificar que essa mesma Comissão exija um plano B para que o défice fique abaixo desses mesmos 3%, ameaçando com sanções?

Estamos perante uma fraude política com a Comissão a esquecer a sua obrigação de defender a Europa para passar a ser um instrumento de pressão política da direita. Desde que a direita perdeu o poder que receia que este governo prove que muitas das suas medidas de austeridade não passaram de excessos motivados por razões ideológicas.
  
Infelizmente, os tecnocratas da Comissão Europeia e do BCE alinharam na experiência lançada por Passos Coelho e durante três anos fizeram chantagem sobre o país para que o seu povo não se revoltasse contra a pinochetada económica a que foi sujeito. Esses facistazinhos produtores de papers viram em Portugal a oportunidade de fazerem um tste em larga escala de teses económicas cuja implementação era inaceitável na Europa e só seria viável numa ditadura. Dessa forma transformaram o período de ajustamento numa ditadura conduzida pelo traste de Massamá, apoiado num Cavaco que um dia talvez nos diga o que Passos lhe fez para ter sido tão obediente.
  
O plano B que a direita exige desde que António Costa é governo serve apenas para evitar a denúncia da inutilidade da austeridade. Passos não quer que as vítimas dos seus ódios ideológicos se apercebam que foram ludibriados, a direita quer que se pense que os excessos de austeridade eram mesmo necessários.
  
Agora vêm os palhaços da Comissão Europeia exigir um plano B quando as suas previsões dizem que o défice é respeitado mesmo sem esse plano B. A>s sanções não passam de uma ingerência dos tecnocratas da Comissão que tentam a todo o custo salvar a direita portuguesa.

Se as sanções se justificam pelo défice de 2015 então que as apliquem no respeito dos tratados e deixem-se de manipulações da opinião pública, respeitem a legalidade e a democracia.


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