sexta-feira, maio 12, 2017

Umas no cravo e outras na ferradura



 Jumento do Dia

Júlio Magalhães, jornalista descuidado

Dizer que se foi convidado para candidato a uma câmara do Porto através de uma mensagem SMS a que se respondeu negativamente, sem se saber quem era o remetente e transformrar isso em notícia a propagar por Marques Mendes, desvalorizando uma candidatura entretanto formalizada é quase hilariante. A partir de agora todos podemos ser candidatos a qualquer cargo, basta que alguém que não conhecemos e não se identifica nos mande um convite por SMS.

É pena que um jornalista experiente não ache tudo isto ridículo e se assuma publicamente como primeira escolha. Há poucos dias dizia-se que tinha sido sondado, agora já foi convidado, mas respondeu ao convite sem saber quem o convidava. Se calhar foi o conhecido "emplastro" do porto.

«O director do Porto Canal, Júlio Magalhães confirmou esta quarta-feira que o contactaram para ser candidato do PS à Câmara do Porto, por mensagem de telemóvel. Em declarações à SIC, disse que a mensagem não estava assinada, mas ainda assim considerou o convite “normalíssimo”, uma vez que, nessa altura, ainda não se sabia se Manuel Pizarro aceitaria integrar a lista independente de Rui Moreira – que veio a recusar.

Júlio Magalhães achou natural que o PS quisesse ter um “plano B” para a Câmara do Porto. De qualquer forma, o director do Porto Canal contou que respondeu imediatamente ao SMS, rejeitando o convite.

O anúncio de que Júlio Magalhães fora convidado para protagonizar uma candidatura à Câmara do Porto pelo PS feito por Marques Mendes no último domingo, no seu habitual comentário na SIC. O ex-líder do PSD deu a entender que alguém, ao mais alto nível do PS, pensou em deixar cair Manuel Pizarro da corrida à Câmara do Porto.» [Público]

 As previsões de Bruxelas
Depois de anos de divergências acentuadas entre as previsões de Bruxelas e as dos governos portugueses, assistimos ao raro fenómeno de uma aproximação desses dados, com os números de Bruxelas a convergirem para as previsões de Mário Centeno. Isto aconteceu depois de todos terem falhado nas previsões para 2016, tendo tudo acontecido como o governo português.

A isto chama-se competência e rigor, os agentes económicos e as instituições nacionais e internacionais podem confiar nas projeções do governo português, que deixaram de ser desejos ou premonições para se tornarem em enquadramentos económicos confiáveis, de grande importância para quem quer investir com um mínimo de segurança.

Acabaram-se os desvios colossais, os sucessivos orçamentos retificativos, a total imprevisibilidade resultante da incompetência técnica de Vítor Gaspar e de Maria Luís Albuquerque.

 No sábado "vamos ganhar os dois"


 Quem não agrada ao João leva

Este João é uma espécie de polícia de costumes. e quem não apoia o PSD arrisca-se a levar uma surra do João, desta vez foi a coitada da Ferreira Leite.

«Não sei o que é mais absurdo neste súbito surto nacionalista da senhora. Se a inconsciência perante práticas habituais em países civilizados – o actual governador do Banco de Inglaterra é canadiano e ganhou um concurso internacional para o cargo, imagine-se. Se a falta de sensibilidade para a probabilidade e estatística – o mundo é certamente um local de recrutamento mais vasto do que um país. Se a ignorância do nosso passado recente – nós, fantásticos portugueses, com extraordinários dons económicos e políticos e a transbordar de “profissionais competentes”, fomos tocar três vezes à campainha do FMI em menos de 40 anos. Eu propunha a Manuela Ferreira Leite que guardasse a bandeirinha verde e rubra para apoiar Cristiano Ronaldo ou Salvador Sobral. Em matérias de finanças públicas, o seu patriotismo é pura e simplesmente patético.» [João Miguel Tavares]

 Ele vai fazer milagres



      
 Mais uma guerra entre corporações
   
«Está declarada a guerra entre um grupo de enfermeiros e a Ordem dos Médicos. A causa é o projecto de diploma do Governo que define o que cada profissão no sector da saúde pode fazer. O Conselho Nacional da Ordem dos Médicos (OM) não quer que os enfermeiros possam fazer “avaliação diagnóstica” e pretende que fique claro na proposta de lei que serão sempre os clínicos a coordenar as equipas de saúde.

É uma “visão retrógrada” e de um “corporativismo inaceitável”, reage um grupo de enfermeiros liderado pela ex-bastonária Maria Augusta Sousa, numa posição ontem enviada para a Comissão Parlamentar da Saúde, onde a matéria está a ser analisada desde 2016. “Considerar que os enfermeiros não podem realizar diagnósticos de enfermagem é no mínimo acintoso e desrespeitador do trabalho que milhares de enfermeiros diariamente desenvolvem”, criticam num texto cujo primeiro signatário (a título individual) é o presidente da Associação Portuguesa de Enfermeiros, João Fernandes.

A proposta de lei nº 34/XIII apresentada pelo Governo em 2016 visa enquadrar legalmente os actos em saúde, definindo as funções e competências das profissões do sector que são auto-reguladas (médicos, enfermeiros, biólogos, médicos dentistas, farmacêuticos, nutricionistas e psicólogos). Portugal prepara-se, assim, para ter um diploma que descreve o que cada profissão no sector da saúde pode fazer, depois de várias tentativas de definição do acto médico terem soçobrado, ao longo das últimas duas décadas.» [Público]
   
Parecer:

É óbvio que os enfermeiros podem fazer um pouco mais do que dar pastilhas.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver.»
  
 Falta de sentido de Estado
   
«O líder parlamentar do PSD, Luís Montenegro, desafiou esta quinta-feira o Governo a levar o relatório sobre a dívida, subscrito por PS e BE, ao próximo Conselho Europeu, sob pena de se estar apenas perante “uma fantochada” sem consequências.

No final da reunião da bancada parlamentar social-democrata, Luís Montenegro salientou que o relatório teve a participação de destacados dirigentes dos dois partidos, incluindo do porta-voz do PS, João Galamba.

“Era bom que o primeiro-ministro pudesse suscitar as questões desse relatório no próximo Conselho Europeu, como era bom que o ministro das Finanças levasse essa discussão ao Eurogrupo”, desafiou.» [Observador]
   
Parecer:

A proposta de Montenegro de propor que um relatório produzido por dois partidos seja apresentado ao Conselho Europeu como uma posição do Estado português só revela a falta de dimensão política, a falta de sentido de responsabilidade e uma total ausência de sentido de estado do líder parlamentar do PSD.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Vomite-se.»

 Ferida profunda no relacionamento interparditário
   
«O líder parlamentar do PSD acusou, esta quinta-feira, o PS de ter aberto “uma ferida profunda” no relacionamento interpartidário com a recusa de Teresa Morais para liderar a fiscalização das ‘secretas’ e apelou à intervenção do secretário-geral dos socialistas.

Em conferência de imprensa depois de ser conhecida a decisão do PS de ‘chumbar’ a candidatura da vice-presidente do PSD para substituir o antigo dirigente social-democrata Paulo Mota Pinto na presidência do Conselho de Fiscalização do Sistema de Informações da República Portuguesa (CFSIRP), Luís Montenegro declarou-se “chocado” e acusou os socialistas de terem “uma visão sectária e totalitária” do regime democrático.

Esta situação abre uma ferida muito delicada e profunda no relacionamento entre partidos políticos e no relacionamento institucional que gravita à volta da representação política neste parlamento”, declarou.
Por essa razão, o líder parlamentar do PSD instou “de forma muito séria e solene o secretário-geral do PS e primeiro-ministro a ponderar bem a gravidade desta situação” e a poder contribuir para “uma saída para esta ferida que agora é aberta”.» [Observador]
   
Parecer:

Montenegro só pode estar a gozar, depois de um ano a ver o seu líder a queixar-se de que lhe roubaram o brinquedo do poder só agora é que surgiu uma ferida?
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»

 Milagre!
   
«O pai da criança brasileira que terá sido curada por intervenção dos beatos Francisco e Jacinta Marto, pastorinhos de Fátima, afirmou esta quinta-feira que o filho “está completamente bem, sem nenhum sintoma ou sequela”. “O que o Lucas era antes do acidente ele o é agora, sua inteligência, seu caráter, é tudo igual”, afirmou João Batista, numa declaração sem direito a perguntas na sala de imprensa do Santuário de Fátima.

Os pais contam que Lucas, a criança na altura com cinco anos, estava em casa da avó, a 3 de março de 2013, a brincar com a irmã, Eduarda, e, acidentalmente, caiu da varanda de uma altura de cerca de 6,5 metros. João Batista e Lucilia Yuri, os pais, contaram ainda que Lucas “bateu com a cabeça no chão e ficou com um traumatismo craniano grave, com perda de massa encefálica do lóbulo esquerdo”. O pai ainda adiantou que após ser assistido na de Juranda, dada a gravidade do seu quadro clínico, Lucas foi transferido para o hospital de Campo Mourão, no Paraná.

O percurso até à unidade hospitalar demorou cerca de “uma hora”, tendo a criança chegado “em coma muito grave”.» [Observador]
   
Parecer:

Pois, não agradeçam antes aos médicos e à ciência que não salvou os pastorinhos da fome e da doença.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
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