domingo, maio 21, 2017

Umas no cravo e outras na ferradura



 Jumento do Dia

   
Teresa leal Coelho

Assunção cristas foi ao parlamento pedir uma estação do Metro em cada esquina, Teresa Leal Coelho não quer ficar atrás e oferece uma creche em cada bairro. Para além de mais baratinha nas propostas, a candidata do PSD revela uma grande falta de visão para a capital e limita-se a oferecer onde os outros ainda não ofereceram nada.

Pelo caminho fiou a acusação ao actual governo de ter reduzido as carruagens do Metro, quando sabe que foi o governo do seu partido que paralisou todos os projetos do metropolitano de Lisboa, que quase ficou sem equipamento circulante em condições.

«Não se poupou nas acusações, nem sequer no vocabulário. Na convenção autárquica do PSD, em Lisboa, criou-se a oportunidade para desferir vários golpes nas esquerdas que se uniram para governar o país, a solução conhecida como “geringonça”. Foram sobretudo os sociais-democratas Carlos Carreiras e Teresa Leal Coelho que puseram os pontos nos is: a candidata à Câmara de Lisboa defendeu que também os lisboetas estão a pagar o preço da “geringonça” e o ainda autarca de Cascais teceu muitas e muitas críticas a socialistas, bloquistas e comunistas. Até mal-educado chamou ao seu adversário da CDU no concelho, Clemente Alves.

Teresa Leal Coelho começou por criticar as políticas do Governo em relação ao metro, acusando-o de, por exemplo, diminuir o número de carruagens. “O Governo diminui o défice à custa de cativações e quem se trama é não só, mas também, o cidadão de Lisboa”, disse. E o raciocínio continuou em relação à Carris: a municipalização da Carris e o “rasgar” do contrato de concessão defendido pelo PSD mais não é do que o preço que o executivo de António Costa “paga para ter o apoio do PCP”, e também do Bloco de Esquerda. Mais, insistiu: a autarquia vai buscar dinheiro à EMEL para pagar a “dívida operacional da Carris”. A candidata acusou a EMEL de duplicar as receitas, fazendo uma “caça à multa” e espalhando mais parquímetros pela cidade. Mais uma vez: “Os cidadãos que trabalham em Lisboa estão, por via da EMEL, das taxas e dos impostos, a pagar o preço da geringonça”, afirmou. Esta linha de pensamento só podia culminar com “uma das primeiras medidas” de Teresa Leal Coelho: “Deixar de colocar os cidadãos de Lisboa como avalistas para a sustentação do Governo.”» [Público]

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