terça-feira, junho 13, 2017

Umas no cravo e outras na ferradura



 Uma boa oportunidade

Se a memória não me atraiçoa há uns anos atrás a Procuradora-geral assegurou que ia acompanhar as privatizações. Agora que uma das empresas então privatizadas, seria interessante se a PGR desse a conhecer os resultados desse acompanhamento.

É também uma boa oportunidade para que Passos Coelho explique melhor o seu conceito de "democracia económica", com que caracterizou a privatização da EDP. Será que a democracia económica está no fato de Catroga negociar num dia as rendas com a troika e no outro estar a presidir à EDP? Talvez por considerar isto democracia económica Passos Coelho não consegue ver aqui qualquer pouca vergonha.

 casos de (muita) pouca vergonha

Pouca vergonha é a Maria Luís ter empregado o seu marido na EDP, pouco depois de ter privatizado esta empresa.

Pouca vergonha é a EDP conseguir que Passos substituísse o secretário de Estado da Energia, gesto que Mexia terá celebrado com champanhe, para pouco tempo depois a EDP empregar o pai do novo secretário de Estado arranjar emprego na .... EDP.

Pouca vergonha é Passos Coelho se ter esquecido de pagar as contribuições `Segurança Social.

Pouca vergonha foi o Catroga ter negociado com a Troika que queria baixar as rendas da EDP e depois aparecer em presidente daquela empresa. Pouca vergonha foi o mesmo Catroga se ter oferecido a António Costa para lhe fazer fretes.

Pouca vergonha foi o último presidente do BES escolhido pela família Espírito Santo ter sido Mota Pinto?

Pouca vergonha foi a escolha de nomeação de Manuel Frexes, presidente dos autarcas sócias-democratas e da Câmara Municipal do Fundão, e Álvaro Castello-Branco, do CDS-PP e vice-presidente da Câmara Municipal do Porto, para administradores da empresa “Águas de Portugal”

 Catarina Martins oportunista

A líder do BE fez surf político nas declarações manhosas e maldosas de Passos Coelho na questão da nomeação do administrador da TAP, sendo lamentável que a rapariga espertalhiona não tenha conseguido ver aquilo que até Marques Mendes viu, que a escolha não é criticável do ponto de vista da defesa do Estado.

 Sugestão

O governo devia ceder às exigências do PSD retirando a nomeação de Lacerda, mas como está em causa uma equipa que representa o Estado deverá também ser retirada a nomeação de Miguel Frasquilho.

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