domingo, junho 18, 2017

Umas no cravo e outras na ferradura



 Jumento do Dia

   
Manuel dos Santos, deputado familiar

Já nos bastava conhecer os tiques racistas de Manuel dos Santos para sugerirn ao senhor o favor de nos deixar de envergonhar no Parlamento Europeu. Agora sabemos que transformou o seu estatuto parlamentar numa empresa familiar.

«O eurodeputado socialista Manuel dos Santos, que esta sexta-feira saltou para as páginas dos jornais por ter apelidado uma deputada do PS de “cigana”, tem dois genros a trabalhar para si com verbas do Parlamento Europeu. Ambos residem em Portugal e prestam serviços ao eurodeputado com as verbas disponibilizadas pelo Parlamento Europeu para esse efeito: cada eurodeputado tem um máximo de 24.164 euros para contratar assistentes, sendo que o máximo previsto para os assistentes não acreditados, os chamados assistentes locais, é 4.671 euros brutos mensais. Ao Observador, Manuel dos Santos confirma a contratação dos genros mas garante que paga “menos do que isso, à volta de 3 mil brutos a cada”.

As regras do Parlamento Europeu foram alteradas em 2009 para evitar que os eurodeputados usassem esta verba para contratar familiares ou pessoas próximas como assistentes. Desde então, o Estatuto do Deputado é claro quanto à impossibilidade de um eurodeputado “empregar ou recorrer aos serviços dos cônjuges, pais, filhos, irmãos, irmãs, ou, em geral, de quem dê lugar a alguma possibilidade de conflito de interesses”.

Trata-se de David Alexandre Carneiro Martins e de Miguel Ângelo dos Santos Martins Barata, ambos casados com as filhas de Manuel dos Santos, segundo confirmou o próprio ao Observador. Os nomes de ambos aparecem na página de Manuel dos Santos no site do Parlamento Europeu, o primeiro como prestador de serviços, e o segundo como assistente local. Além destes dois assessores, Manuel dos Santos tem, à semelhança dos demais eurodeputados, três outros assistentes acreditados que, esses sim, têm funções a tempo inteiro a partir de Estrasburgo e Bruxelas, tendo livre acesso ao Parlamento Europeu.» [Observador]

 O que é feito da Maria Luís?

A últimas vez que as agências de notação se pronunciaram, mantendo a notação da dívida portuguesa, esta senhora veio a público apoiar a argumentação que fundamentava a decisão. Desta vez ninguém a viu.

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