domingo, julho 28, 2013

Umas no cravo e outraas na ferradura


 
   Foto Jumento
 
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Vila Real de Santo António
    
 Quem lidera a oposição

Há qualquer coisa de errado, com um governo tão sacana e incompetente e não há candidato a líder da oposição.

 Deve ser das leituras que faz
 
A proposta de união nacional feita por Passos Coelho a Seguro cheira mal que tresanda e o que fez Seguro? Ficou calado.

      
 Albuquerque e o dominó dos swaps
   
«Cuspir para o ar num Governo onde há sempre ventos contrários, às vezes até em turbilhão, é um tremendo risco. A imagem é repugnante, mas é de propósito. Porque é exatamente isso que está a acontecer com a polémica dos swap e o envolvimento de Maria Luís Albuquerque. A tentativa pueril de atirar as culpas de mais um caso de desaire financeiro - quase tão mau como as famosas PPP - para o anterior Governo foi desde o início mal medida. Passos Coelho e a tropa de assessores nascidos na blogosfera e nas agências de comunicação que levou para o Governo esqueceram-se da promessa eleitoral de nunca se desculparem com o passado e quiseram fazer chicana política. Politiquice. E a ideia não podia deixar de dar para o torto. A nova ministra das Finanças acaba apanhada numa rede na qual quanto mais estrebucha mais se enleia. Só pelo seu percurso profissional, Maria Luís Albuquerque tinha de saber do assunto. Sabe-se agora também que, na sua ainda curta carreira política, esteve sempre atenta ao problema. E que recebeu informação e foi avisada da gravidade do problema. A questão central não é pois se mentiu e quanto mentiu no Parlamento, porque isso apenas atesta sobre a sua credibilidade pessoal e política. É porque deixou passar dois anos, comprovadamente sempre preocupada em receber todos os dados, até gritar aqui d"el rey. Dois anos durante os quais as perdas potenciais de que foi alertada logo quando se tornou secretária de Estado duplicaram. Houve um erro grave de vários gestores de empresas públicas e dos ministros que os tutelavam no tempo de Sócrates: aplicaram dinheiro público através de instrumentos financeiros de alto risco e deviam ser responsabilizados pelas gigantescas perdas que este jogo de casino trouxe ao Estado. Era fazer isto, doesse a quem doesse, e assunto encerrado. Mas não. Optou-se por uma caça ao rato que de repente se tornou num daqueles jogos em que as peças de dominó vão caindo sucessivamente até à última. E, depois de administradores e secretários de Estado, essa derradeira figura pode ser a da própria minis- tra. Fragilizada numa nomeação contra o parceiro de coligação que se demitiu por sua causa. Fragilizada porque ao revogar a sua irrevogável decisão, Portas ficou com a tutela de muitas das suas competências. Fragilizada por uma polémica que a consome por dentro, Albuquerque é uma ministra a prazo. E é ela a grande ameaça à nova coesão do Governo.
  
A quota do Banco Português de Negócios
  
Das duas, uma: ou este governo tem mesmo a tentação do abismo ou, face ao descrédito em que mergulhou, já não consegue convencer ninguém a juntar-se-lhe. Seis meses depois da escolha de Franquelim Alves para secretário de Estado este sai e Passos Coelho deve ter decidido que tinha de manter a quota de BPN dentro do Governo e escolheu Rui Machete para ministro dos Negócios Estrangeiros. Não está em causa a competência de um ou de outro. Nem sequer a responsabilidade de qualquer dos dois no maior escândalo, o maior crime financeiro, existente em Portugal. Está em causa a ética política e a ética da responsabilidade. Se não fosse isso, nem eles nem quem os contratou teriam tido vergonha de colocar no currículo essa parte do passado. Passos pode até ter querido vingar-se de Cavaco, que em 95 afastou Machete do Governo do Bloco Central em que era vice-primeiro-ministro de Soares. Ou, simplesmente, ter sentido a necessidade de ter um peso pesado da política para dar uma aura de maturidade a um governo em que a falta dela tem sido mais do que evidente. Mas parece não aprender com os erros. É que, como se não bastasse, ainda acabou a semana a dar uma nova oportunidadea Agostinho Branquinho, o salta-pocinhas-mor do poder político para o económico. Assim, não há confiança dos cidadãos que resista.
  
O isolamento de Seguro
  
Passos perdeu porque viu o CDS fazer uma OPA hostil no Governo. Portas perdeu porque o seu poder governamental aumentou menos do que diminuiu a sua credibilidade política. Cavaco também não ganhou nada. Mas o grande derrotado da semana e meia de negociações para o consenso de salvação nacional foi António José Seguro. Como candidato a primeiro-ministro e estadista, nunca podia dizer não ao repto presidencial. Mas todos sabiam que o acordo era impossível, que a ideia presidencial estava condenada à partida. Onze dias e nove rondas de negociações depois, nunca se saberá realmente o que foi verdadeiramente discutido. Mas ficou a nu que o PS apresentou uma mão-cheia de propostas que tinham tanto de inconciliáveis como de irrealistas. Com as quais vai ser encostado à parede. A cada proposta da maioria que se aproxime das apresentadas pelos socialistas, a começar já pela reforma do IRC, Seguro vai ver Passos e Portas exigirem-lhe o apoio obrigatório e não conseguirá justificar uma recusa. Ameaçado pela velha ala do partido e pela concorrência de sempre, é um líder ainda mais isolado a quem o Governo não vai deixar de pressionar. Pelo que se alguém, daqui a uns anos, teorizar que a crise das últimas semanas foi congeminada por Cavaco, Passos e Portas, ainda tenderemos a acreditar.» [DN]
   
Autor:
 
Filomena Martins.
   
   
 É o efeito Crato
   
«A participação portuguesa na 54.ª edição das Olimpíadas Internacionais de Matemática, a decorrer na Colômbia até domingo, foi a melhor de sempre, com o 36.º lugar na classificação por países, num total de 97.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Um ano e pouco mais e a miudagem já sabe de matemática, um verdadeiro milagre cratino, ou terá sido antes a Nossa Senhora de Fátima?
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Solicite-se ajuda à especialista em santinhos para identificar o santo milagreiro.»
  
 O que é preciso é ajudar o Menezes
   
«A candidatura independente de Nuno Cardoso à Câmara do Porto não vai incluir listas às freguesias para não ser cúmplice da “reforma administrativa” do Governo, disse à Lusa o ex-autarca.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:
 
Até onde poderá descer o ser humano?
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Vomite-se.»
   
 Está explicada a festa da remodelação
   
«A equação da felicidade foi desenvolvida pelo professor nova-iorquino Todd Kashdan que apresentou seis fatores essenciais para atingir o bem-estar e, consequentemente, a felicidade, avança o jornal britânico 'Daily Mail'. A equação resulta da combinação perfeita desses elementos.
  
Segundo o professor de psicologia, os agentes para uma vida feliz são: viver no momento (M), ser curioso (C), fazer coisas de que gostamos (L), pensar nos outros primeiro (T), cultivar as relações (N) e cuidar do corpo (B).» [CM]
   
Parecer:
 
Até o Cavaco deve ter seguido a equação, até parece que estava com uma pedrada ou que tinha abusado do tintol com os carapaus alimados, tal era a felicidade que transparecia.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
   
 TE a Luisinha Tóxica ainda é ministra?
   
«A ministra das Finanças, permitiu, em janeiro deste ano, um contrato entre a Parpública e a ELOS - Ligações de Alta Velocidade com swap associado, com uma perda potencial de 180 milhões de euros.
  
No contrato, a que o CM teve acesso, pode ler-se: "O financiamento em causa tem associados vários contratos swap de taxa de juro originalmente negociados entre os diferentes bancos e a ELOS, cujo valor de mercado, atualmente desfavorável à ELOS, ascende a cerca de 180 milhões de euros que a Parpública tem de assumir nos termos do acordo global".» [CM]
   
Parecer:
 
Digamos que Passos Coelho teve um momento de generosidade e de abertura à oposição ofercendo-lhes o direito a abono de família.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se à senhora se já percebeu que não tem futuro ou se encomenda as previsões no mesmo sítio onde as encomendava o Gaspar.»
   
 Velhos conhecidos
   
«No início dos anos noventa o actual ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete, presidiu à comissão parlamentar de inquérito aos alegados perdões fiscais concedidos pelo ex-secretário de Estado de um Governo do PSD e, mais tarde, presidente do BPN, Oliveira Costa, a empresas do centro do país, nomeadamente, à Cerâmica Campos. No relatório final, os deputados ilibaram Oliveira Costa, que é hoje o principal arguido do caso BPN (onde o Estado já injectou cerca de 4 mil milhões de euros), de qualquer “actividade discriminatória culposa imputável”.

A nomeação de Rui Machete para ministro de Estado e chefe da diplomacia portuguesa surpreendeu os meios políticos e suscitou críticas à esquerda pela sua relação com o BPN. “No momento em que as fraudes do BPN e da SLN pesam tanto nas contas públicas e no bolso de cada contribuinte, julgo tratar-se de uma escolha de muito mau gosto”, afirmou o deputado João Semedo do Bloco de Esquerda. O ministro dos Negócios Estrangeiros respondeu após ter sido empossado. “Isso denota uma certa podridão dos hábitos políticos”, criticou, assegurando estar “de consciência tranquila há muitos anos.”» [Público]
   
Parecer:
 
Este até o Corleone ilibava se fosse amigo dele.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
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