sexta-feira, julho 12, 2013

Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 
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Orquídeas selvagens do Parque da Bela Vista, Lisboa
    
 Manhoso

O Cavaco que há poucos dias anunciava a certeza do cumprimento do OE e que há poucos meses falava em criação de emprego e crescimento em 2012 é o mesmo Cavaco que tudo fez para atirar Portugal para o primeiro resgate atribuindo as culpas a Sócrates, culpa que recordou nesta comunicação ao país. É o mesmo Cavaco que sugere ao PS que apoie a direita e em troca levará eleições em 2014, isto é, quando estiver destruído enquanto partido. Se o PS não aceitar será o responsável também pelo segundo resgate.

Cavaco não quer assumir as suas responsabilidade e decidiu jogar com o país só para montar uma armadilha ao PS. Este é o verdadeiro Cavaco, o Cavaco de sempre, um político manhoso que se limita a usar as circunstâncias em favor da sua própria pessoa, foi sempre assim enquanto primeiro-ministro, voltou a sê-lo desde o primeiro dia de presidência.

Cavaco nunca foi, não é, nem nunca será presidente de todos os portugueses, não tem dimensão política para tal, não passa de um político menor e sem estatura para o cargo que desempenha. cavaco é um presidente dele próprio e da direita, se esta se sujeitar à sua pessoa.

Cavaco não quer salvar o país, se assim fosse teria impedido que Passos e Portas o ativessem atirado contra a parede, o que Cavaco quer é salvar o que resta da sua carreira política e salvar a direita, o país de Cavaco é pouco mais do que os que estiveram na missa e o aplaudiram como se fosse uma estrela das telenovelas.

 Ó Miguel Sousa Tavares...
 
Tu tinhas toda a razão!
 
 Portugal tem um "actual governo"

É este o conceito miserável de funcionamento regular das instituições segundo Cavaco Silva.
 
 O forró da direita
 
A direita domina as instituições do Estado e em todas elas faz figura triste, governo, Presidência da República e Presidência da Assembleia da República não se cansam de dar espectáculos tristes.
 
      
 O Cavaquistão
   
«Cavaco Silva inaugurou ontem um novo tipo de negociação política e um novo estilo de governo. A negociação política é a da praça pública: tudo o que acontecer, acontecerá mais ou menos em direto e não ocorrerá jamais no recato do Palácio de Belém, que abdica para todo o sempre daquilo que durante anos nos andou a vender, a famosa magistratura de influência. Afinal, as negociações de bastidores - discretas, silenciosas e até eficazes - não existem, não servem para nada, são um logro total. O método Cavaco é mais básico, rudimentar e às três pancadas. O Presidente da República fala com os partidos, sindicatos e parceiros sociais com toda a pompa e circunstância durante dias, com fim de semana pelo meio, note-se o requinte de sadismo. No final deste longo e estúpido processo, o Presidente lê um discurso baralhado que lança a confusão absoluta no País. Abrem-se todos os cenários. Tudo é possível, até o impossível. Silva Peneda vai ser primeiro-ministro? Rui Rio?
  
Quanto ao novo estilo de governo, há aqui assunto para a ciência política, mas também há matéria para os seguidores desse grande maluco que era o Miguel Bombarda. Então é assim: daqui para a frente, o Governo de Passos é o governo iogurte. Embora tenha azedado, talvez até esteja definitivamente estragado, deve manter-se em funções até junho de 2014 (tem prazo de validade), mas se não for patriota o suficiente para encaixar esta menorização e enxovalho políticos sem paralelo histórico, então o Parlamento (e não a Presidência da República) tem condições constitucionais para encontrar uma solução. Qual? Bom, isso logo se vê, diz Cavaco sem dizer. Eleições é que não. Os investidores adoram estes filmes.

Talvez seja eu, que estou fora de Lisboa e tal, mas não entendo nada. Quer dizer: os mercados acalmaram-se, as bolsas subiram, Passos e Portas engoliram o orgulho e chegaram a uma decisão: manter as aparências mais uns tempos. Talvez um ano, talvez menos, talvez mais, logo se veria. Seja como for, estava a funcionar. O País já assimilara em grande parte a decisão, a maioria parlamentar apoiava o acordo e os mercados já o tinham até benzido. Eis senão quando o Presidente decide que isto, afinal, é uma extraordinária porcaria em que ele não acredita. O que faz? Demite o Governo? Nada disso: quer dizer, diretamente não o faz, mas na verdade faz sem fazer. Mas acaba por não fazer. É isto o pântano cavaquista. Que me caia um raio em cima se Passos e Portas aceitarem esta aberração - o tal governo iogurte. Isso não vai acontecer. Um Governo com prazo de validade não existe, não tem força para ajudar uma avozinha a atravessar a rua, quanto mais governar um país falido. Cavaco quer conduzir o País sentado no banco de trás, mas agora tem de escolher o motorista. Quem? Qual? Porquê? Até ver, hoje estamos muito pior do que ontem. É o Cavaquistão» [DN]
   
Autor:
 
André Macedo.
   
   
 O PSD autárquico no seu melhor
   
«A autarca, Maria José Filipe (PSD), que cumpria o segundo mandato na presidência da Junta de Freguesia da Benedita foi condenada, em março, a perda de mandato pelo crime de desobediência qualificada, “mas só a 04 de julho recebemos uma carta a comunicar essa situação”, disse à Lusa Pedro Guerra, presidente da Assembleia de Freguesia.

Em causa estão irregularidades no envio de documentos para o Tribunal de Contas, respeitantes aos relatórios e contas da freguesia entre os anos de 2006 a 2009.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Uns escondem as decisões do tribunal, outros recorrem de tudo e outros tentam fazer de conta que a lei era a brincar.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
 O por enquanto só ministro faltou
   
«Paulo Portas não compareceu no Conselho de Ministros desta quinta-feira, fazendo-se representar pelo secretário de Estado Adjunto e dos Assuntos Europeus, Miguel Morais Leitão.
  
(...) Também desta vez foi desmarcado o habitual briefing que ocorre no final do encontro. Os ministros deveriam discutir hoje os cortes de 4,7 mil milhões de euros. O primeiro ministro deve ser recebido ainda hoje em Belém, como acontece todas as quintas-feiras.

Em dúvida mantém-se a realização do debate sobre o Estado da Nação,marcado para amanhã, no Parlamento. O primeiro ministro e o ministro adjunto Miguel Poiares Maduro estiveram reunidos ontem à noite em S.Bento até altas horas da noite.» [CM]
   
Parecer:
 
Isto está um regabofe cavaquista.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
   
 Brasil manda o FMI aos gambuzinos
   
«A resposta da representante da Presidente brasileira, Dilma Rousseff, surge dois dias depois de o Fundo Monetário Internacional ter revisto em baixa a previsão de crescimento para o Brasil, para 2,5% este ano, acelerando para os 3,2% no próximo ano, uma revisão de 0,5 e 0,8 pontos, respetivamente.

De acordo com a atualização do World Economic Outlook, divulgado na terça-feira pela instituição sediada em Washington, o Brasil deverá acelerar este ano para os 2,5%, uma forte melhoria face aos 0,9% registados no ano passado.

"O FMI tem todo o direito de fazer previsões sobre as economias dos países, mas dispensamos as sugestões e o receituário para medidas adotadas pelo Brasil", assinalou Gleisi, em declarações à brasileira Agência Estado.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:
 
O FMI perdeu toda a credibilidade técnica, ouvir os Salssies é destruir as economias.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Aprove-se.»
   
 Não é desta que Portugal aposta no tremoço?
   
«O presidente da comissão executiva da cervejeira Unicer, António Pires de Lima, um alto dirigente do CDS, esteve convencido até ao final da tarde de ontem, hora em que Cavaco Silva falou, de que iria mesmo integrar o Governo como ministro, tendo inclusive comunicado dentro da empresa que estava prestes a abandonar o cargo de chefia. 
  
No entanto, tudo desabou com a comunicação do Presidente da República (PR), às 20h30 de ontem, que pediu um acordo de salvação nacional entre três partidos - PSD, PS e CDS - deixou bem claro que "o atual Governo se encontra na plenitude das suas funções e que, nos termos da Constituição, como disse, existirão sempre soluções para a atual crise política". 
  
O "atual governo" é liderado por Pedro Passos Coelho, sendo secundado por Paulo Portas e Maria Luís Albuquerque, ambos ministros de Estado. Paulo Portas pediu a demissão, disse que a decisão era "irrevogável", mas Passos não aceitou.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:
 
Lá temos de nos contentar com os pasteis de nata do sôr Álvaro, um ministro que já deixou de o ser mas esqueceram-se de o demitir.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
   
 O ainda ministro reuniu com o por enquanto presidente
   
«O encontro do chefe de Estado com Paulo Portas realizou-se já depois da reunião que Cavaco Silva manteve com o secretário-geral do PS, António José Seguro.
  
Os dois encontros só foram revelados à comunicação social depois de já terem terminado.» [DN]
   
Parecer:
 
Isto é um regabofe.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»
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