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Parque das Nações, Lisboa
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Pedro Passos Coelho
O líder do PSD venceu, conseguiu encostar o país à bancarrota, agora já vai aprovar o PEC IV mas desta vez ao quadrado.
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«O primeiro-ministro é entrevistado na televisão. O jornalista faz uma pergunta embrulhada - "(...) o recurso ao FMI e àquelas linhas de emergência que o Fundo tem, que foram criadas a seguir à crise de 2008, numa situação de emergência..." - e Sócrates tenta desviar a questão, manifestamente não quer falar sobre o que se passou no Conselho de Estado (CE). Mas o jornalista, na sua função, insiste: "Essa questão não foi tratada na reunião do CE?" Sócrates: "Não foi." Pode ser mentira, pode não ser. Muito provavelmente não foi totalmente uma verdade. Para quem não queria falar sobre o que se passou no CE (e entendo que um primeiro-ministro, membro do CE, não o queira) é possível encaixar um "não" verdadeiro numa das muitas variantes da pergunta. A questão era sobre "o recurso ao FMI"? Às "linhas de emergência"? Às criadas em 2008?... O jornalista tinha direito em perguntar o que se disse no CE. E Sócrates, em não dizê-lo. Num país menos excitado isto ficaria por aqui. Mas Bagão Félix, membro do CE, achou que devia ("porque há limites de ética e de decência na política") dizer isto de Sócrates: "Mentiu." Já dois socialistas, também membros do CE, confirmaram Sócrates, e outro membro, do PSD, confirmou Bagão, mas este 2-1 conta pouco. Interessante, e raro na política, vai ser acompanhar Bagão Félix. Ele passará a dizer tudo, de tudo, sem subterfúgios e sempre. São Bagão, portanto.» [DN]
Autor:
Ferreira Fernandes.
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«Mas ressalva: "Sempre estive na RTP como se estivesse numa empresa privada. Nunca fui uma funcionária pública. Sempre tive uma postura competitiva e exigente. Sempre trabalhei para conseguir resultados e audiências. Desse ponto de vista não senti nem deverei sentir grandes diferenças."» [CM]
Parecer:
Lamentável.
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Informe-se a jornalista de que no Estado há muita gente com mais valor e dinamismo do que ela.»
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«Portugal acabou de colocar no mercado 1.005 milhões de euros em leilão de bilhetes do Tesouro mas aceitou pagar uma taxa de juros muito elevada, de 5,902% no prazo a 12 meses quando em anteriores emissões comparáveis tinha pago um juro de 4,331%.
Já no prazo mais curto, a seis meses, a subida do juro médio foi ainda maior, tendo Portugal aceitado pagar uma taxa de 5,117%, face aos 2,984% nas anteriores emissões comparáveis.
Portugal vendeu 455 milhões de euros em dívida a 12 meses e 550milhões a seis meses. A procura superou em 2,6 vezes a oferta na dívida a 12 meses e em 2,3 vezes no prazo mais curto.» [CM]
Parecer:
As taxas são elevadas mas a verdade é que as taxas cobradas pelo fundo europeu à Grécia e à Irlanda são de 5,7%.
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Aprove-se o negócio.»
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«Luís Filipe Menezes, à margem de uma conferência de imprensa sobre investimentos em Gaia, classificou de "anedota" os últimos dias, em que "Ana Gomes, Eduardo Cabrita e outros amplificadores do discurso ridículo do primeiro-ministro têm dito que 50 por cento da culpa da crise é de Cavaco e 46 ou 47 é de Passos Coelho".
"Penso que três por cento é do Rato Mickey ou de Bufallo Bill. Penso que o único que não tem culpa nenhuma é o engenheiro Sócrates. Está no poder há 16 anos e não tem culpa nenhuma. O Rato Mickey tem com certeza culpa da crise portuguesa", ironizou o social-democrata.» [DN]
Parecer:
Este líder vencido do PSD chega a ser ridículo.
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Faça-se um sorriso condescendente.»
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«O milionário britânico Richard Branson apresentou ontem, terça-feira, na Califórnia (oeste dos EUA), o projecto que implica conduzir um minissubmarino, com o qual deseja explorar as profundezas dos oceanos.
O aparelho, Virgin Oceanic, tem como objectivo chegar aos pontos mais profundos dos cinco oceanos do planeta, o que significa uma aventura sem precedentes, explicou Branson aos jornalistas no porto de Newport Beach, 80 km a sudoeste de Los Angeles.» [DN]
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«Os maiores críticos de José Sócrates não subirão ao palanque do congresso do PS para discursar, no próximo fim-de-semana, já que não estão entre os mais de 1800 delegados que participam na reunião magna. Nomes como Manuel Maria Carrilho, Henrique Neto ou Ana Benavente - que já pediram a substituição da actual liderança - estão radicalmente contra a estratégia com que o PS se vai apresentar às legislativas e colocam em causa a utilidade da reunião magna dos socialistas.
"Temo que seja um congresso inútil em que se vão adiar os problemas", diz ao i Manuel Maria Carrilho, que opta por deixar a dúvida sobre se vai marcar presença em Matosinhos. "Veremos. É uma questão que está em aberto", diz.» [i]
Parecer:
Carrilho cai no ridículo ao dizer que não vai sabendo que não foi eleito.
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Que se inscrevam no próximo congresso do PSD, que serão muito bem recebidos e aplaudidos.»