quarta-feira, janeiro 04, 2012

Umas no cravo e outras na ferradura




Foto Jumento


Grafitti, Lisboa
Imagens dos visitantes d'O Jumento


Banco de pedra, Aldeia de João Pires, Penamacor [A. Cabral]
  
Jumento do dia


Soares dos Santos, empresário holandês

Este senhor que foi tantas vezes às televisões exigir austeridade foi o primeiro a fugir, ele que  até criou uma Fundação para intervir na política de forma activa revela-se agora cobarde e não vem a público justificar-se.

 Soares dos Santos saiu ou traiu o país'


[Expresso]

 DGCI de praia

 
O que desapareceu foram as alfândegas, a DGCI ainda existe! [CM]
 
É conhecido o caso dos algarvios que aprendem o inglês de praia, o mais famoso dos quais é o Zezé Camarinha. Também na mega DGCI criada pela anexação das alfândegas pela velha DGCI os funcionários das alfândegas terão de aprender DGCI de praia para aprenderem a linguagem da nova organização, terão de fazer um "engate" e ir aprender dgcês para a Praia da Caparica.
 
Os ocupantes poderiam seguir o exemplo dos romanos que quando ocupavam uma nova província divulgavam as suas leis, mas não, limitaram-se a fazer como os bárbaros, invadiram, pilharam e a única coisa com que se preocuparam foi em deixar a sua marca, isto é assegurar que se eliminava o escudo das alfândegas por novo escudo quebrado da nova DGCI. Mas esqueceram-se de coisas elementares como, por exemplo, explicar as novas regras em matéria de comunicação interna e externa de instruções. Resultado: as alfândegas estão quase paralisadas cm os serviços sem saberem como darem instruções sobre o que entrou em vigor no dia 1 de Janeiro.
 
Para tomarem posse das instalações mais emblemáticas das Alfândegas num gesto digno de qualquer ocupante, não se esqueceram de mandar antecipadamente um arquitecto para avaliar se o mobiliário tinham condições de conforto para os novos ocupantes. O senhor arquitecto lá foi comentando depreciativamente a qualidade do equipamento e numa exibição de novo riquismo pouco educado lá ia concluindo em voz alta que a mobília não era digna dos invasores.

Estavam tão preocupados com a pilhagem de instalações que se esqueceram da economia e das empresas, ignoraram o mais importante.

 O Professor Karamba Futre
   
 
Pela forma como muitos responsáveis do PSD se têm referido à invasão chinesa, esperando-se resmas de dólares chineses, teremos de concluir que o Futre tinha razão e o primeiro-ministro fez o que os seportinguistas recusaram, mandou a EDP comprar o chinês que o Sporting rejeitou e o primeiro a anunciar charters de chineses foi o pequeno Marques Mendes que já anunciou uma fábrica de automóveis.

Manuel António Pina tem razão em chamar Professor Karamba Futre a Paulo Futre, o homem tinha razão e adivinhou que vinham aí mega bytes de chineses com sacos de dinheiro.
    
 

 Bem-vinda à tua terra Stefanie
  
«Olá, Stefanie. Tinhas as pernitas pretas e engelhadas e os olhos que ainda não se queriam abrir quando dei por ti. Em foto dos jornais, o bebé do ano. A tua mãe segurava-te, exausta e serena. Nasceste na mesma casa onde conheci a minha filha, assim como tu, dedos dos pés espetados para vida. A casa chama-se Maternidade Alfredo da Costa, homenagem a um médico goês, Manuel Vicente Alfredo da Costa, nascido em Margão, onde os bebés nasciam com as pernitas mais da tua cor do que a da minha filha. O teu pai, Stefanie, não teve a minha sorte, não viu a filha no primeiro dia. Ele está em França a arranjar trabalho. Começaste bem, acredita, uma mãe de olhar sereno, um pai em quem podes confiar, longe porque cuida de ti. Amanhã, sei lá, talvez se possa ter acesso às caixas de comentários dos jornais e tu, curiosa, talvez queiras saber o que se disse de ti no dia em que - a tua mãe não vai deixar de to lembrar - foste o bebé do ano em Portugal. Saberás, então, que muitos te mandaram para a tua terra. Mandarem--te para onde acabavas de chegar... Estavas tu a nascer e eu estava numa festa. Inclinei-me para uma senhora muito velhinha que lá estava e disse-lhe: obrigado. Agradecia-lhe pelo que me deu o irmão dela, Fernando Quejas (1922-2005), o cabo-verdiano que me ensinou o que era uma morna. Por que te conto isto? Eu ainda não sabia, mas o que estava a dizer àquela senhora velhinha era: olá, Stefanie.» [DN]

Autor:

Ferreira Fernandes.
   
 2011/2012

«O ano de 2011 que agora chega ao fim não deixa saudades. Depois de uma crise política evitável em que a extrema esquerda se juntou à direita para derrubar o Governo, num dos momentos mais difíceis da nossa história recente, Portugal não mais parou de percorrer um caminho, que alguns têm por inevitável, susceptível de o conduzir para um abismo económico e social com imprevisíveis consequências políticas.

No final do corrente ano abrem falência 12 empresas por dia; cerca de 6.000 famílias têm marido e mulher no desemprego, o que significa um aumento de 100% relativamente a 2010; cerca de 800 mil portugueses estão desempregados e quase metade (400 mil) não têm subsídio de desemprego; mais de 100 mil portugueses foram forçados a emigrar para Angola, Brasil, Suíça ou França.

Eis os primeiros resultados de uma política que trata a indispensável disciplina orçamental desligada da convergência económica e social, que não dá prioridade à criação de riqueza com justa redistribuição, que considera a consolidação orçamental como um fim em si mesmo e não como um instrumento ao serviço das pessoas e das famílias.

É neste quadro que o empobrecimento generalizado da população é tido como uma inevitabilidade e se anunciam medidas que transformam o Estado social em Estado assistencial. Aliás, foi o próprio primeiro-ministro a informar o País que o sistema público de pensões, dentro de 20 anos, só poderá garantir metade das pensões a que os beneficiários hoje teriam direito.

Em síntese, - passaram 200 dias e quase tudo o que até agora se viu foi aumentar impostos, reduzir salários e pensões e aumentar preços de bens e serviços essenciais.

Se em 2012 tudo continuar na mesma tempos ainda mais sombrios se avizinham.

Depois de em numerosas intervenções o primeiro-ministro ter procurado sensibilizar os portugueses para o inevitável empobrecimento da generalidade da população e ter apontado a emigração como resposta ao desemprego (já o Padre António Vieira dizia que os Portugueses nascem em Portugal mas morrem por esse Mundo...).Vem agora, no Natal, transmitir uma mensagem de esperança. Com esta mudança de atitude, não suportada em factos ou em medidas concretas (a "democratização da economia" é um mistério ou um mero "slogan" sem conteúdo), o primeiro ministro dá de si próprio uma imagem de pouca coerência na direcção do Governo. Pelo contrário, o ministro das Finanças em entrevista ao Expresso demonstra uma sólida preparação teórica aliada a uma inesperada consistência política.

O ano de 2012 terá, a nosso ver, de ser o ano da economia, das empresas e da concertação social. Para tanto teremos de reforçar a nossa presença na UE e junto da troika, negociando ou renegociando tudo o que se mostrar indispensável à salvaguarda dos interesses dos portugueses e da dignidade nacional.

Crescimento económico e emprego têm de entrar rapidamente na agenda do Governo a nível interno e internacional. O caminho para uma sociedade mais inclusiva e a lógica da cooperação e do compromisso na busca das melhores e mais justas soluções, são os únicos factores que podem evitar graves rupturas sociais.

Em 2012 o Partido Socialista terá um papel decisivo na estabilidade das instituições e na manutenção da paz social ao assegurar a alternativa democrática ao actual Poder. É de interesse nacional que cumpra, unido e na plenitude, esse papel.» [DE]

Autor:

Basílio Horta.
   

 Os maçons são para as ocasiões

«Na primeira versão, segundo o 'Públic'o, a deputada que redigiu o relatório, Teresa Leal Coelho, aponta indícios de que o ex-director do SIED, Jorge Silva Carvalho, estaria ligado a grupos de pressão da Maçonaria. Na segunda versão, esta referência desaparece.

Ora, segundo o 'Expresso', o líder parlamentar do PSD, Luís Montenegro, pertencerá à mesma lógica maçónica de Jorge Silva Carvalho, um dos visados no projecto de relatório.» [CM]

Parecer:

O dark side do poder.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Faça-se um sorriso e aposte-se em como este assunto será abafado até amanhã.»
  
 José Manuel Coelho ofende a memória de Kim Jong-il
  
«O presidente do PTP-M, José Manuel Coelho, comparou hoje Alberto João Jardim ao ex-lider da Coreia do Norte, Kim Jong-il, ao fazer obras megalómanas para se perpetuar "enquanto o povo passa fome". » [DN]

Parecer:

Esta comparação é ofensiva para o defunto.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Peça-se desculpa aos familiares, amigos e admiradores do defunto, incluindo o Bernardino Soares.»
  
 Descobertas pérolas no Algarve

«Investigadores do IPIMAR e da Universidade do Algarve (UALG) acabam de descobrir várias pérolas na espécie mais comum existente em Portugal, fenómeno considerado muito raro e que nunca tinha acontecido em 10 anos de investigações, anunciou esta terça-feira aquela universidade.» [CM]

Parecer:

Se foi na  Praia da Manta Rota podem muito bem ter sido o resultado de alguma mijadinha de Passos Coelho, como se sabe por onde passa o Passos Coelho vai deixando pérolas atrás.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Procurem-se pérolas ali para os lados de Massamá ou de São Bento.»
  
 Apela-se ao boicote no Pingo Doce

 
 «A mudança para a Holanda da sede social da Jerónimo Martins, proprietária dos supermercados Pingo Doce, já deu origem à criação de páginas no Facebook que condenam a decisão.» [DN]

Parecer:

Aqui também se apela ao boicote e apoia-se a exigência de que o super merceeiro pague o salário mínimo holandês aos seus empregados. A questão do desemprego é falsa, além de a maioria trabalhar em part-time (nas caixas) serão criados empregos na concorrência.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Boicotem-se os canalhas!»
  
 Jornal da Madeira com salários em atraso

«Cerca de 70 funcionários da empresa Jornal da Madeira (JM), entre eles 35 jornalistas, não receberam ainda o ordenado do mês de dezembro.» [DN]

Parecer:

Os jornalistas do jornal oficioso do jardinismo são como pastilhas elásticas, mastigam-se e jogam-se fora. Que vão pocurar ordenados nos jornais que ajudaram a difamar.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver.»
  
 Cunha Vaz defende Pingo Doce e Soares dos Santos

«Esta é a forma como o empresário, não o especialista em comunicação, António Cunha Vaz, comenta a forma como foi comunicado ao mercado a venda das acções da família Soares dos Santos à subsidiária da Jerónimo Martins na Holanda, para pagar menos impostos, questão que está a gerar diversas reações negativas em Portugal.

"É importante que se diga que não são os únicos", acrescenta Cunha Vaz. "A questão não é a Jerónimo Martins. São várias as sociedades que já o fizeram. A Jerónimo Martins comunicou esta decisão em tempo de crise tendo com isso ganho maior visibilidade. Era bom que as pessoas das redes sociais prestassem atenção a outras empresas", diz.» [Dinheiro Vivo]

Parecer:

O que Cunha Vaz ignora é o discurso político que Soares dos Santos manteve numa participação política activa, exigindo  um pedido de ajuda ao FMI e uma política de austeriade. Agora foge para que a austeridade que exigiu seja aplicada apenas aos pobres. Isto é ser canalha.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Mandem-se os parabéns ao senhor Cunha Vaz, o Soares dos Santos há-de agradecer-lhe.»
     

   
 DGCIês de praia
   
 
É conhecido o caso dos algarvios que aprendem o inglês de praia, o mais famoso dos quais é o Zezé Camarinha. Também na mega DGCI criada pela anexação das alfândegas pela velha DGCI os funcionários das alfândegas terão de aprender DGCI de praia para aprenderem a linguagem da nova organização, terão de fazer um "engate" e ir aprender dgcês para a Praia da Caparica.

Os ocupantes poderiam seguir o exemplo dos romanos que quando ocupavam uma nova província divulgavam as suas leis, mas não, limitaram-se a fazer como os bárbaros, invadiram, pilharam e a única coisa com que se preocuparam foi em deixar a sua marca, isto é assegurar que se eliminava o escudo das alfândegas e se usaria o escudo quebrado da nova DGCI engordada com as gorduras pilhadas na DGITA e DGAIEC. Mas esqueceram-se de coisas elementares como, por exemplo, explicar as novas regras em matéria de comunicação interna e externa.
      
Alguns dirigentes da velha DGCI estão convencidos de que impostos por impostos é tudo igual, ignoram que por falta de instruções o navio para, a peça que é necessária na linha de montagem não é desalfandegada, o medicamento que urge num hospital sai com atraso. Pensam que uma Alfândega é uma velha repartição de finanças.
 

O processo de anexação das alfândegas foi tão mal conduzido, revela tanta ignorância por parte dos centuriões ocupantes que irá lançar a confusão da máquina fiscal, até porque a velha DGCI anda tão preocupada em absorver mais gorduras que para além de ficar com um sério problema de obesidade institucional vai ter grandes dificuldades em fazer dieta, agora que acabou o incentivo da esposa do Manuel Maria Carrilho.

Percebem tanto de alfândegas como de alguidares de azeite e devem imaginar que cobrar IVA com base numa declaração referente ao um almoço quie já foi digerido há três meses é a mesma coisa que aplicar direitos a um navio com 24 mil toneladas de cereais que está a aguardar no meio do Tejo que seja autorizada a descarga. Limitaram-se a dizer aos colonizados que a partir do dia 1 deveriam aplicar as regras dos colonizadores, sem sequer se ter dado ao trabalho de dizer quais são as regras.
 
Estavam mais preocupados em acabar com o símbolo dos sites do que com o regular funcionamento da economia. O futuro dirá quais são as consequências de tanta incompetência e irresponsabilidade, da mesma forma que também dirá se é desta que a DGCI será reestruturada ou se mais uma vez vai escapar com a sua estrutura do século XIX como já sucedeu com o PRACE. Veremos se conseguem acabar com os apêndices organizacionais do tempo da Dona Maria II da mesma forma que acabou com os símbolos.
 
 
Parece que na comunicação social o que existe é a velha DGCI agora mais obesa com as gorduras com que se empanturrou na noite de Ano Novo:
 

O que desapareceu foram as alfândegas, a DGCI ainda existe! [CM]



 No "VAI E VEM"
 
O post "O imenso polvo"

«As notícias sobre as secretas não deixam de surpreender. Tudo ali parece nubloso, para não dizer mal cheiroso. O ex-espião Silva Carvalho, que resolveu ir espiar para a Ongoing através dos espiõezinhos que foi deixando pelo caminho ou que levou consigo, não é afinal mais do que um dos braços de um imenso polvo que abrange os serviços de segurança, a Maçonaria, o Parlamento, o Governo, os negócios e sabe-se lá que mais….

Depois de há meses o ex-espião Silva Carvalho ter sido ouvido à porta fechada na Comissão parlamentar e de a conversa com os deputados ter tido “transcrição” no Expresso, agora é o Público a escrever que “o PSD apagou do relatório preliminar sobre as audições relativas aos serviços secretos, realizadas na 1.ª comissão parlamentar, as referências que indiciavam ligações de titulares de cargos de chefia e de direcção da intelligence à Maçonaria.“

Depois desta notícia, a relatora do relatório,“Teresa Leal Coelho, do PSD, garante não ter apagado “rigorosamente nada” do relatório (…). Sobre as discrepâncias entre o documento redigido pelo PSD e o relatório entregue à 1ª comissão parlamentar, (…) tal deve[-se] ao facto deste “conter apenas o que é comum a todos os relatórios elaborados pelos partidos” que aceitaram tentar a criação de um relatório comum, decisão que não inclui o PS nem o partido Os Verdes. (…)“

Desconstruindo as espantosas declarações da deputada Leal Coelho, temos o seguinte:

- O PSD ficou “lixado” com a “sinceridade” da sua deputada que devia saber que não se verte para relatórios informação sobre membros da Maçonaria;

- A deputada foi “convidada” a fazer o arremedo de desmentido (disse que não foram apagadas mas as menções à Maçonaria desapareceram da versão final);

- A deputada, por sua vez, ficou “lixada” com a fuga de informação que deu a conhecer a versão original do relatório e convidou os jornalistas a investigarem a fuga de informação;

- Os deputados do PSD concordam com a versão inicial do relatório mas “apagaram” as referências à maçonaria, supostamente para agradarem ao CDS e ao PCP (uma vez que o PS e os Verdes ficaram de fora do “acordo”);

- As partes apagadas não faziam falta no relatório porque os jornalistas sabem mais sobre a maçonaria do que os próprios membros, entre os quais o líder parlamentar do PSD;

Em suma: o ex-espião maçon foi ouvido na Comissão Parlamentar que teve como relatora uma deputada do PSD que (certamente) não sabia que o seu líder parlamentar e membro da mesma Comissão também é maçon, por sinal da mesma loja do ex-expião cuja audição ela relatou na sua santa ignorância. As palavras seguintes, que constam da versão original do relatório, saíram-lhe fluentes e sem hesitação:

“[os incidentes com o ex-espião] sugerem indícios e lançam suspeitas de ligações do ex-director do SIED [Jorge Silva Carvalho, que, até finais de 2010 dirigiu o Serviço de Informações Estratégicas de Defesa] a “conluios de poder” pretensamente com a ambição de ocupar cargos dirigentes, incluindo nos Serviços de Informações”.

Oops……o polvo chega, afinal, ao chefe da deputada relatora!……»
  





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