sexta-feira, fevereiro 21, 2014

Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 

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Santiago do Cacém
  
 Jumento do dia
    
Feliciano Barreiras Duarte, deputado

Sem se perceber porquê ou a propósito o deputado Barreiras Duarte decidiu falar da reindustrialização e apesar de o seu governo ter uma maioria absoluta veio com a ladainha do consenso. O problema é que o deputado não explicou o que pretendia com reindustrialização, a que reindustrialização se refere e quais os problemas da maioria para que precise de um consenso com os partidos da oposição pelos quais tem revelado o maior desprezo.
 
Poderia ter começado por explicar o que é feito do tal projecto de reindustrialização defendido pelo governo no tempo do anterior ministro da Economia e que até foi alvo de contactos com o governo francês, como na ocasião se deu conta. Seria bom que este governo e os seus deputados se deixassem de discursos poucos sérios e em vez de andarem com ladainhas começassem a trabalhar.

«"A reindustrialização pode ser um tema de entendimento entre os partidos, um fator de mobilização para o país, em suma, um desígnio nacional que ultrapasse diferenças ideológicas e calculismos políticos de ocasião, já que é consensual a sua necessidade", afirmou o deputado do PSD Feliciano Barreiras Duarte, numa declaração política no plenário da Assembleia da República.

Recordando que a última reunião da COTEC, que se realizou a semana passada em Lisboa, teve como tema a reindustrialização, o deputado social-democrata repetiu alguns dos argumentos utilizados nesse encontro entre responsáveis dos países do sul da Europa, nomeadamente o Presidente da República português, o chefe de Estado italiano e o rei Juan Carlos de Espanha.

"Os países mais industrializados são os mais estáveis e robustos económica e socialmente", defendeu Feliciano Barreiras Duarte, sublinhando que com "mais e melhor indústria" Portugal terá "melhor economia" e, consequentemente, "mais e melhor emprego".» [Notícias ao Minuto]

 
 De Kiev a Damasco

Que bom seria se os opositores ao regime sírio fossem democratas, defendessem um Estado laico, respeitassem todas as confissões religiosas. Que bom seria se respeitassem os direitos humanos, se evitassem a morte de civis a todo o custo, se garantissem um futuro democrático para a Síria, se dessem a certeza de que os cristãos sobreviveriam. Que bom seria se as suas motivações fossem a liberdade e a democracia e fosse isso que os une aos governos europeus.
 
Que bom teria sido se o derrube dos regimes do Egipto, da Tunísia e da Líbria tivesse conduzido a democracias, que tivessem diminuído a influencia dos fundamentalistas.
 
Que bom seria se os que hoje se manifestam pela democracia na Ucrânia sempre tivessem sido grandes defensores da democracia. Que bom seria se as manifestações não fossem motivadas por qualquer ódio e muito menos pelo ódio que no passado levou muitos ucranianos a festejar a chegada das SS para depois entregarem comunistas e judeus aos nazis. Que bom seria que as motivações dos Ucranianos fossem motivadas pelo apego à democracia e que fosse esse mesmo apego aos valores da democracia que desta vez justifica o apoio dos alemães às manifestações da oposição que foi derrotada em eleições que ninguém questionou.
 
 O cinismo dos .... da troika

Não estando muito seguros de que a curto prazo as coisas não se compliquem em Portugal, a troika combinou uma posição comum para assacar as responsabilidades ao governo de Passos Coelho, esquecendo que tudo o que este governo teve a cobertura da troika e que até à última avaliação não faltaram os elogios.
   
 Então Cavaco Silva

Cavaco Silva foi o primeiro a vir defender um programa cautelar para Portugal, mas ao mesmo tempo que anuncia o consenso institucional com o governo este anda a amealhar dinheiro a juros superiores a 5%. Cavaco mudou de ideias e não disse nada ao país em nome do tal consenso institucional com que justificou a sua total obediência a Passos Coelho?
 
 Uma pergunta ao ministro dos Negócios Estrangeiros

Porque razão comenta as manifestações que se realizam na Ucrânia e ignora as que se estão realizando na Venezuela? Parece que para o governo português há mortos de primeiras e mortos de segunda.
   
   
 O Passos não gosta do Carnaval
   
«"Não há nenhuma alteração relativamente à posição que o governo deixou claro já vai para dois anos", declarou Marques Guedes em conferência de imprensa no final da reunião de hoje do Conselho de Ministros.

No ano passado, Marques Guedes, então como secretário de Estado da Presidência, havia dito que a não tolerância de ponto seria um princípio a manter-se pelo menos durante a aplicação do programa de assistência financeira, que finda este ano.

Questionado sobre uma eventual mudança de posicionamento após o fim do programa de resgate, o agora ministro advertiu para o facto de o país "já ter percebido" que os desafios que há pela frente "são desafios exigentes" e não é possível "deixar de continuar a trabalhar para os vencer".» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

E aquilo de que ele não gosta é para acabar.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se ao homem de Massamá se temalgum familiar para os lados de Santa Comba.»
  
 Desmancha-prazeres 
   
«Os salários nominais dos trabalhadores portugueses têm de cair mais para o país reduzir o seu défice externo nos próximos dez anos. A Comissão Europeia já fala em 2% a 5% ou até mais, dependendo do que acontece nos países concorrentes, em cima do corte médio de 5,3% já registado de 2010 até à data em Portugal.
  
Tal como referiu ontem o FMI, que levantou sérias dúvidas sobre a eficácia das "centenas" de reformas que o Governo disse ter feitos nos últimos dois anos e meio, hoje a Comissão Europeia, no seu relatório da décima avaliação, vem levantar dúvidas graves sobre o ajustamento do mercado de trabalho.
  
Para reduzir o registo altamente negativo da posição líquida de investimento internacional, uma referência "relevante" para a conta externa do país, os salários têm de ajustar mais.
  
A Comissão fez umas contas. Desde 2010, Portugal já fez "um ajustamento significativo nos custos do trabalho unitários nominais". Entre o primeiro trimestre de 2010 e o terceiro de 2013 a quebra salarial foi de 5,3%, sendo que no universo das empresas (excluindo o sector público a razia já vai em 6%).» [DN]
   
Parecer:

Agora que a nossa Santinha da Horta Seca estava à beira da canonização veio o FMI e Bruxelas e estragaram a festa.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
   
 Quando as ratazanas fogem do barco
   
«Luís Filipe Menezes critica Passos Coelho por ter aberto o dossier das presidenciais na moção que leva amanhã ao XXV congresso do PSD, mas não tem receio de admitir que se a escolha dependesse dele "seria Marcelo Rebelo de Sousa" o candidato do partido a Belém em 2016.

Numa entrevista ao Económico, que pode ler amanhã na íntegra na edição em papel e no Económico TV a partir das 20h, Menezes considera que o PSD tem "vários e fortes candidatos" para as Presidenciais 2016, mas acredita que não será o partido da escolher quem irá apoiar: "Aquele que for mais corajoso e determinado para avançar terá o apoio do PSD". No entanto, Menezes acha que o PSD "abriu indevidamente a Caixa de Pandora" e não tinha essa necessidade.

Foi Passos Coelho quem na moção que leva ao congresso falou da questão das presidenciais, traçando um perfil de quem considera que deve ser o candidato do PSD: "o Presidente deve comportar-se mais como um árbitro ou moderador" e evitar "tornar-se numa espécie de protagonista catalisador de qualquer conjunto de contrapoderes ou num cata-vento de opiniões erráticas em função da mera mediatização gerada em torno do fenómeno político". Palavras que levaram Marcelo Rebelo de Sousa a considerar que o líder do PSD estava a exclui-lo das hipóteses e a dizer de imediato, que assim sendo, não se candidataria.» [DE]
   
Parecer:

Pobre Dr. Luís, depois do buraco financeiro que deixou em Gaia até já critica Passos Coelho. Será que o filho quer ser deputado europeu?
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
   
   
 Cavaco dispensado de opinar sobre a coadopção
   
«O Presidente da República devolveu hoje ao Parlamento a resolução aprovada sobre a realização de um referendo à coadoção e adoção por casais do mesmo sexo, na sequência do acórdão de parecer negativo do Tribunal Constitucional, ontem divulgado.

Numa comunicação no site oficial, o Presidente justifica a devolução sem comentários, considerando apenas que o faz "uma vez que o Tribunal Constitucional se pronunciou, em sede de fiscalização preventiva obrigatória, pela sua inconstitucionalidade e ilegalidade".

O Tribunal Constitucional considerou que as duas perguntas podem ser de difícil entendimento para os eleitores, ao mesmo tempo que rejeitou a possibilidade de a consulta se restringir apenas aos cidadãos recenseados no território nacional.» [Expresso]
   
Parecer:

Assim não corre riscos.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sugira-se a Cavaco que diga o que pensa, isso no pressuposto de que pensa.»
     

   
   
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