sábado, fevereiro 01, 2014

Umas no cravo e ouytas na ferradura


 
   Foto Jumento
 

 photo faro-se_zpse597afa5.jpg
     
Faro
  
 Jumento do dia
    
Cavaco Silva

De um Presidente com um P grande espera-se que o seja de todos os portugueses e que trate as personalidades da vida política e literária com a distância necessária para não confundir relações de amizade ou partidárias com a sua intervenção como Presidente. Mas Cavaco é um presidente com um p pequeno e basta comparar a forma como tratou Saramago, quer durante a vida quer com a morte, com a bajulice em relação a um outro escritor seu amigo que o actual regime agraciou e agradeceu com um alto cargo para o perceber. Toda a gente percebeu que em Saramago Cavaco ignorou o escritor e odiou o político porque as suas ideias eram indiferentes, agora esqueceu o escritor para elogiar o político, em comum o desprezo ou ignorância em relação à cultura, uma marca deste presidente desde os seus tempos de estudante de económicas.

Ver a adivinha abaixo.
 
 Tradição?

É preciso dar um desconto aos imbecis que promovem as praxes, quando dizem que se trata de uma tradição querem dizer que as praxes são uma taradição.
 
 Adivinha

Quem escreveu estas belas opiniões sobre os portugueses?

«O povo português acaba de demonstrar a sua fatal propensão para viver num mundo às avessas. Não há nada a fazer senão respeitá-la. Mas nenhum respeito do quadro legal, institucional e político me impede de considerar absolutamente vergonhosa e delirante a opção que o eleitorado acaba de tomar e ainda menos me impede de falar dos resultados com o mais total desprezo.
Só o mais profundo analfabetismo político, de braço dado com a mais torpe cobardia, explica esta vitória do Partido Socialista.
(...)
É de prever que, dentro de pouco tempo, sejamos arrastados para uma situação de miséria nacional irreversível, repito, de miséria nacional irreversível, e por isso deve ser desde já responsabilizado um eleitorado que, de qualquer maneira, há--de levar a sua impudência e a sua amorfia ao ponto de recomeçar com a mais séria conflitualidade social dentro de muito pouco tempo em relação a esta mesma gente inepta a quem deu a maioria.

O voto nas legislativas revelou-se acomodatício e complacente com o status quo. Talvez por se tratar, na sua grande maioria, de um voto de dependentes directos ou indirectos do Estado, da expressão de criaturas invertebradas que não querem nenhuma espécie de mudança da vidinha que levam e que se estão marimbando para o futuro e para as hipotecas que as hostes socialistas têm vindo a agendar ao longo do tempo. O que essa malta quer é o rendimento mínimo, o subsídio por tudo e por nada, a lei do menor esforço.

Mas as empresas continuarão a falir, os desempregados continuarão a aumentar, os jovens continuarão sem ter um rumo profissional para a sua vida. Pelos vistos a maioria não só gosta disso, como embarcou nas manipulações grosseiras, nas publicidades enganosas, nas aldrabices mediáticas, na venda das ilusões mais fraudulentamente vazias de conteúdo.
(...)
Este prémio dado à incompetência mais clamorosa vai ter consequências desastrosas. A vida dos portugueses é, e vai continuar a ser, uma verdadeira trampa, mas eles acabam de mostrar que preferem chafurdar na porcaria a encontrar soluções verdadeiras, competentes, dignas e limpas. A democracia é assim. Terão o que merecem e é muitíssimo bem feito.

O País acaba de mostrar que prefere a arrogância e a banha de cobra. Pois besunte-se com elas que há-de ter um lindo enterro.

A partir de agora, só haverá mais do mesmo. Com os socialistas no Governo, Portugal não sairá da cepa torta nos próximos anos, ir-se-á afundando cada vez mais no pântano dos falhanços, das negociatas e dos conluios, e dentro de pouco tempo nem sequer será digno de ser independente. Sejam muito felizes. » [DN]

Três hipóteses de resposta:


  1. O líder do PNR.
  2. O presidente da JSD
  3. O mais recente homenageado por Cavaco Silva [i] que dele disse ser alguém com raro condão de olhar para Portugal com os olhos de um europeu, sem por isso deixar de olhar para a Europa com os olhos de um português", que tem, tido uma participação "sempre lúcida e corajosa" 

  Aceitam-se respostas.
 
      
 Valor acrescentado
   
«O Grupo de Trabalho nomeado pelo Governo para indicar os grandes investimentos a realizar até 2020 apresentou esta semana as suas conclusões finais, em mais de 400 páginas. Mas o mais interessante contributo do relatório está logo no título:

Os investimentos públicos, até aqui considerados despesistas e megalómanos, passam a designar-se "infraestruturas de elevado valor acrescentado".


Ao contrário do que seria legítimo esperar, não foi preciso nenhum novo estudo custo-benefício (digno desse nome) para o grupo nomeado pelo Governo propor uma reviravolta na consideração de muitos investimentos projectados no passado e propor para decisão 30 projectos "prioritários", que implicarão nada menos de 5.100 milhões de euros de investimento (em que 1.400 milhões terão de vir directamente do Orçamento de Estado, isto é, dos contribuintes). Quem diria que ainda sob a égide deste Governo, que disse o que disse, seriam propostas como grandes prioridades nacionais obras como o aumento para mais do dobro (!) da capacidade do Terminal de Contentores de Alcântara ou a construção do IP3 Coimbra-Viseu com "características geométricas em planta e em perfil (...) definidas para a velocidade base de 120 km/h"?


O que se conclui desta mudança é que a diabolização do investimento público, embora articulada com um discurso ideológico contra o Estado, visou essencialmente cumprir uma função rasteira no combate político-partidário, ao mesmo tempo que dava o seu contributo para estes três anos de recessão económica pretensamente regeneradora. Bastou a abertura de um novo ciclo de programação dos fundos comunitários para se dar o dito por não dito e aí temos o Governo, como se nada fosse, a relançar projectos que até ontem eram demonizados.


A surpresa maior, todavia, vai para um projecto novo: o novo Terminal de Contentores da Trafaria (ou, como agora se admite, no Barreiro), associado a um novo porto de águas profundas.

Trata-se de um investimento estimado de pelo menos 600 milhões de euros, a que há que juntar o custo das complexas ligações ferroviárias. Não deixa de ser extraordinário que, sem qualquer estudo que fundamente capazmente essa opção, se insista num projecto de investimento manifestamente conflituante com o plano de expansão do Porto de Sines, igualmente considerado prioritário - para já não falar dos custos, da irracionalidade e da mais que provável inviabilidade ambiental da ligação ferroviária a esse novo Terminal na margem Sul do Porto de Lisboa.

A insistência num projecto tão absurdo não é apenas uma proposta errada, que pode simplesmente ser descartada na decisão final. É, sobretudo, um péssimo sinal: um sinal de que o relatório colocado à discussão pública não é o exercício técnico isento e fundamentado que deveria ser. Pode até ser brilhante e até original mas, infelizmente, na parte em que é brilhante não é original e na parte em que é original não parece ser brilhante.» [DE]
   
Autor:
 
Pedro Silva Pereira.
   
   
 Concurso pronto a vestir
   
«A ministra Assunção Cristas optou por nomear como diretora-geral de Alimentação e Veterinária em regime de substituição, em março do ano passado, Teresa Villa de Brito, que não foi avaliada na altura pela Comissão de Recrutamento e Seleção para a Administração Pública (CReSAP)

Só agora decorre novo concurso para o lugar que ficou vago com a saída de Nuno Vieira e Brito para secretário de Estado - no dia seguinte à sua nomeação oficial para a Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) - e com um perfil que corresponde ao currículo da atual diretora em regime de substituição.

Em novembro de 2012, o Ministério da Agricultura abriu concurso para diretor-geral da DGAV, para o qual foi nomeado - na sequência desse concurso - Nuno Vieira e Brito, a 30 de janeiro de 2013 (cargo que exercia interinamente desde 1 de abril de 2012), assumindo funções de secretário de Estado da Alimentação e da Investigação Agroalimentar a 31 de janeiro de 2013.» [DN]
   
Parecer:

A verdade é que quando o governo cair estes boys não vão querer demitir-se com o argumento de que não foram noemado por critérios políticos, mas sim por concurso.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se ao Bilhim até onde vai a falta de dignidade do seu organismo ao dar cobertura a tudo isto.»
  
 Estão à rasca
   
«Os novos cortes previstos no Orçamento do Estado que incidem sobre as pensões de sobrevivência só vão ser aplicados no segundo semestre, anunciou hoje o secretario de Estado da Segurança Social. Agostinho Branquinho justifica o adiamento com adaptações informáticas. O PS fala em decisão "eleitoral para depois das europeias".

"As medidas que resultam da aplicação de novos critérios da Contribuição Extraordinária de Solidariedade (CES) na execução do Orçamento do Estado para 2014 não permitem que sejam já integradas nas pensões de Janeiro e Fevereiro", disse Agostinho Branquinho no Parlamento. "Este ajuste vai ser feito ao longo de seis meses a partir do segundo semestre", acrescentou.» [DN]
   
Parecer:

Esta gente não tem vergonha na cara.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se ao Branquinho se não acha que já devia ter pedido a demissão.»
     

   
   
 photo Mary-Kay-5_zps5650ca10.jpg

 photo Mary-Kay-2_zps513c45d7.jpg
 
 photo Mary-Kay-1_zpscbbcbfc7.jpg

 photo Mary-Kay-3_zps5d480a53.jpg
 
 photo Mary-Kay-4_zpse4677c96.jpg

 
 
 
     
blog comments powered by Disqus